Range Rover Sport

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Luís Figueiredo
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- O local escolhido para a apresentação do novo Range Rover Sport, que estará à venda a partir de 5 de outubro em duas opções de motor a terceira, a diesel, chega em dezembro, já sinaliza a aptidão do modelo: Autódromo Internacional de Curitiba, PR.

Definido pela Land Rover como um "SUV de apelo esportivo" ainda que soe estranho, o Range Rover Sport foi feito para rodar no asfalto com a mesma desenvoltura que exibe na terra. De acordo com a fábrica, o Sport preenche a lacuna entre o Discovery III e o topo-de-gama Range Rover, entrando na briga com Porsche Cayenne, BMW X5 e VW Touareg e trazendo como diferencial justamente a melhor performance no off-road.

O Range Rover Sport "topo" custa R$ 395.000,00, com motor V8 de 4,2 litros sobrealimentado por compressor e potência de 385 cv a 5.750 rpm. Seu torque máximo é de 55,1 kgfm a 3.500 rpm. É o mesmo motor utilizado pelo Range Rover, mas com potência e torque inferiores 396 cv e 56 kgfm no Range Rover.

A versão intermediária custa R$ 345.000,00 e vem com motor também V8, mas de 4,4 litros, 299 cv e torque máximo de 43 kgfm a 4.000 rpm. Esse motor, por sua vez, é o mesmo do Discovery III. A versão turbodiesel V6, 2,7 litros, 190 cv deverá ter preço próximo ao da 4,4. A estimativa da Land Rover é vender 70 unidades do Range Rover Sport ainda em 2005 e 180 em 2006.

Ambos os motores são fabricados pela Jaguar que, assim como a Land Rover, pertence à Ford, sendo que o 4,2 deriva do 4,4 - o bloco de alumínio é o mesmo, com diâmetro dos cilindros reduzido de 88 mm para 86 mm, de forma a tornar as camisas mais espessas e resistentes. O curso dos pistões manteve-se em 90,3 mm. Há dois intercoolers resfriador do ar de admissão e radiador de óleo no 4,2.

Equipado com o 4,2-litros o Sport atinge 225 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos. Com o 4,4-litros, 210 km/h e 8,9 segundos, respectivamente. Em ambos os casos a velocidade é limitada eletronicamente. É o Land Rover mais veloz até hoje, segundo a fábrica.

Ainda assim, rodar a 200 km/h em um veículo dessas proporções - alto 1,82 metro e que pesa aproximadamente 2.500 quilos - é algo que requer grande habilidade ao volante, principalmente se for necessário pará-lo em situação de emergência ou desviar de um obstáculo, por exemplo.

Esse modelo utiliza o mesmo chassi do Discovery III, com distância entre eixos 15 centímetros mais curta. Sua suspensão por braços triangulares desiguais superpostos nas quatro rodas utiliza molas pneumáticas e barras estabilizadoras na dianteira e na traseira - com rigidez variável pelo sistema eletroidráulico Dynamic Response, disponível apenas na versão de topo. O mesmo controle pode desligar as barras estabilizadoras em situações de fora-de-estrada, em que maior curso de suspensão é necessário. A versão V8 4,2 conta, ainda, com freios Brembo, usados normalmente em carros de alto desempenho, com pinças de quatro pistões na frente. O câmbio de ambas as versões é um ZF automático de 6 marchas que oferece o recurso de trocas seqüenciais, além de contar com marcha reduzida.

Introduzido no Discovery III, está presente no Range Rover Sport o sistema Terrain Response resposta de terreno, que "reconhece" o tipo de superfície pelo qual o veículo está trafegando.

Há cinco modos de condução pré-programados: normal piso asfáltico, por exemplo; piso escorregadio neve/grama; lama "facões"; pedras e areia. O condutor precisa apenas selecionar um deles e o sistema faz todo o resto: adapta o gerenciamento do motor, caixa de câmbio e suspensão, altera a distribuição de frenagem, ativa os controles de tração e estabilidade e ainda aciona o controle de descida de declives HDC - Hill Descent Control.

Como dissemos anteriormente no lançamento do Discovery III, utilizar o sistema é realmente simples e torna o off-road quase um jogo eletrônico. A associação desse recurso a todos os outros itens de segurança trazidos de fábrica pelo Range Rover Sport limita possíveis erros. Em situações de risco - como entrar em uma curva a velocidade excessiva - são acionados o controle de estabilidade, sistema de mitigação de rolagem inclinação da carroceria em curvas, este de série em ambas as versões, e o controle de tração. Mas é bom lembrar que nem toda a tecnologia do mundo pode ir contra as leis da Física - princípio esquecido por alguns jornalistas durante a apresentação do carro, quando foram "passear" na área de escape das curvas.

Outro recurso oferecido somente no 4,2 é o ACC Adaptive Cruise Control, um controle adaptativo de velocidade e distância. Esse sistema atua por radar instalado na dianteira do Range Rover Sport e pode aciona os freios ou acelerar o carro sempre baseado nos dados de distância ao veículo que trafega na frente e velocidade de cruzeiro previamente fornecidos. A Land Rover afirma que não se trata de equipamento de segurança, pois o ACC requer atenção do motorista a seus alertas - visual no painel e sonoro. Há, também, um modo de operação automático, em que o ACC identifica a entrada de veículos na frente do Range Rover Sport. O sistema funciona com eficiência, mas requer, de fato, atenção: é capaz de perceber apenas o veículo que segue adiante, não suas mudanças de direção.

No interior, muito conforto com vasta forração em couro, bancos com aquecimento inclusive os de trás, ar-condicionado com três zonas de atuação e sistema de comunicação sem-fio com tecnologia Bluetooth. O sistema de som é um sofisticado Harman/Kardon de sete canais 6.1 independentes, com 13 alto-falantes mais um alto-falante para freqüências graves. Há um monitor de vídeo no centro do painel e outros na parte de trás dos encostos de cabeça dos bancos dianteiros.

O jornalista viajou a Curitiba a convite da Land Rover
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