Renault revela o novo Duster com pitada de Boreal

Nova geração do SUV foi apresentada na Índia. Terá motor híbrido e mais tecnologia embarcada

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Nicole Santana
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O Renault Duster acaba de ganhar uma nova geração. A apresentação foi feita na Índia, um dos mercados mais estratégicos para a marca atualmente.

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    Mais do que um simples lançamento regional, o novo Duster sinaliza os rumos da Renault para os próximos anos dentro do plano global Renault International Game Plan 2027. E ajuda a entender como a marca pretende se reposicionar também em mercados emergentes, como o Brasil.

    O novo Renault Duster foi apresentado na Índia
    Crédito: Divulgação
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    Ícone da Renault desde sua estreia global, em 2010, o Duster já somou cerca de 2 milhões de unidades vendidas no mundo e foi um dos modelos responsáveis por popularizar o segmento de SUVs compactos em diversos países.

    Novo Duster marca a volta de um ícone no mercado indiano

    Na Índia, o Duster tem um peso simbólico ainda maior. Lançado por lá em 2012, o modelo foi pioneiro do segmento de SUVs compactos.

    O lançamento do novo Duster na Índia - hoje o terceiro maior mercado automotivo do mund - reforça a importância daquele país  para os planos da Renault. Nos últimos anos, o mercado indiano de automóveis passou por uma mudança profunda no perfil de consumo: os SUVs, que representavam apenas 12% do mercado em 2012, hoje respondem por quase 55% das vendas. Um cenário semelhante ao brasileiro.

    Esse movimento levou a Renault a colocar o país no centro de sua estratégia fora da Europa. Dentro do Game Plan 2027, a marca investiu 3 bilhões de euros globalmente e definiu cinco polos industriais estratégicos: Índia, Marrocos, Turquia, Coreia do Sul e América Latina.

    O SUV é um dos principais produtos da Renault no mercado global
    Crédito: Divulgação
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    Produção local e foco em mercados emergentes

    O Novo Renault Duster será produzido em Chennai, na Índia, em uma fábrica que pertence integralmente ao Renault Group desde 2025, após a recompra da participação da Nissan. A unidade já fabricou mais de 3 milhões de veículos desde sua inauguração, e é uma das mais importantes da marca fora da Europa.

    A estreia comercial está prevista para a primavera de 2026, inicialmente na Índia, com lançamentos posteriores na África do Sul e nos países do Golfo.

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      Como é o novo Renault Duster

      Desenvolvido sobre a plataforma RGMP, a mesma base do Renault Boreal, o novo Duster apresentado na Índia ajuda a entender melhor os próximos passos da marca em mercados emergentes — inclusive o brasileiro.

      Essa arquitetura permite o compartilhamento de soluções de conectividade, assistências à condução e até de componentes de acabamento interno, o que reduz custos e acelera o desenvolvimento de novos produtos.

      No interior, o Duster indiano tem uma proposta mais tecnológica, com duas telas integradas em um único conjunto - solução já vista no Boreal vendido no Brasil. A central multimídia, desenvolvida em parceria com a Google, reforça esse alinhamento entre os dois SUVs e mostra como a Renault busca padronizar a experiência digital em seus modelos mais recentes.

      O Renault Duster tem traços já vistos pelos brasileiros no Boreal
      Crédito: Divulgação
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      Duas opções de motorização

      Na mecânica, o Duster usa o conhecido motor 1.3 turbo a gasolina, que rende 163 cv  de potência e 28,5 kgfm de torque, sempre associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas — exatamente o mesmo conjunto do Boreal.

      A diferença está na oferta de eletrificação: no mercado indiano, o SUV também terá uma versão híbrida convencional (HEV), com motor 1.8 aspirado, bateria de 1,4 kWh e transmissão de oito marchas com atuação de dois motores elétricos.

      Confira: 

        E o Brasil?

        Embora a Renault ainda não confirme planos diretos para o Brasil, a apresentação do novo Duster reforça uma estratégia clara da marca: reposicionar SUVs históricos em um patamar mais alto, acompanhando a evolução do mercado e o avanço da concorrência.

        No Brasil, onde o Duster sempre teve uma imagem ligada à robustez e ao custo-benefício, uma nova geração com foco em design, tecnologia e refinamento poderia reposicionar o modelo em um cenário mais competitivo — especialmente diante da crescente sofisticação dos SUVs compactos e médios vendidos no país.

        A atualização do Duster faz sentido para o Brasil, onde completaria a gama com Kardian e Boreal
        Crédito: Divulgação
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        Saiba mais:

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