Rick Wagnoner analisa o futuro e faz aposta no etanol

<b>WebMotors</b> fala em Detroit com o principal executivo da General Motors sobre os planos da companhia para os próximos anos
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Fernando Calmon
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Detroit, EUA - Já é uma tradição. Rick Wagoner, o principal executivo da GM e conseqüentemente muito assediado pela imprensa no Salão de Detroit, reserva uma hora do seu escasso tempo para, como ele mesmo diz, “exercitar” seu português. Ele foi presidente da GM do Brasil por dois anos 1991-92, mas anteriormente já tinha trabalhado em São Caetano SP como controller por seis anos e tem dois de seus três filhos nascidos no Brasil.

Ele está otimista com o crescimento da filial brasileira. “Hoje, o pais está melhor com a estabilidade financeira alcançada e um grande crescimento da indústria automobilística no ano passado. Mas o Brasil tem potencial de avançar mais, com a economia crescendo a taxas superiores aos 4% ou 5% anuais de hoje.” Mas preferiu passar a palavra para Jaime Ardila, que assumiu a presidência da GMB em novembro de 2007, quando WebMotors perguntou se haveria um complemento ao investimento já anunciado de US$ 500 milhões no Mercosul 70% no Brasil e 30% na Argentina.

Ardila argumentou que continuará procurando aprofundar os ganhos em produtividade, como os que permitiram aumentar em 100 mil unidades a produção sem ampliar fisicamente as instalações. Não se comprometeu sobre aplicações adicionais de capital. Também não quis confirmar a importação do utilitário esporte Chevrolet Captiva, que poderá substituir o Blazer. No entanto, fontes do México garantem que este SUV será produzido lá e exportado para o Brasil até meados de 2008, aproveitando o acordo que elimina impostos de importação no comercio bilateral de veículos. Mais tarde, Ardila admitiu que essa informação está correta.

Wagoner afirmou que o acordo com os sindicatos americanos vai melhorar os resultados financeiros da companhia nos próximos dois anos. Mas previu um ano de 2008 ainda difícil. Implicitamente admitiu que a GM perdeu no ano passado a liderança mundial – durava 76 anos – para a Toyota. Os números oficiais só serão anunciados dentro de 9 dias.

“É preciso salientar que em 13 dos l5 maiores mercados mundiais mais de um milhão de unidades vendidas por ano só não superamos a Toyota na Austrália e no Japão”, afirmou. Na realidade o mercado interno japonês ainda é um dos mais fechados do mundo, sem barreiras tarifárias, mas com dificuldades administrativas que atrapalham o acesso a marcas estrangeiras.

Wagoner reafirmou que a batalha decisiva entre os dois gigantes mundiais será nos países em desenvolvimento e emergentes: “Nos próximos cinco anos a produção mundial de veículos crescerá de 70 para 85 milhões de unidades por ano. Destes 15 milhões adicionais, 12 milhões serão comercializados fora dos EUA, Japão e Europa Ocidental. Estamos confiantes.”

Ele se mostrou reticente em relação ao carro de US$ 2.500 que a Tata acaba de apresentar na Índia. “O Nano é especifico para aquele país e ainda temos que observar se alcançará o sucesso esperado. Aquelas rodas minúsculas, as simplificações construtivas, os baixos impostos, tudo ajuda para alcançar esse preço. Mas na China o carro mais barato é vendido por algo em torno de US$ 3.500 e bem mais equipado.”

Um dos temas favoritos de Wagoner é o etanol. Ele tem insistido junto ao governo americano de que se trata de uma solução de aplicabilidade mais fácil e relativamente de curto prazo. No seu discurso de abertura para imprensa do Salão de Detroit, no domingo, ele enfatizou o acordo com uma pequena empresa de Warrenvile, Illinois.

“A Coskata desenvolveu um processo para produzir etanol por menos de um dólar por galão. Isso significa que poderá chegar aos postos de combustível por cerca de metade do preço atual da gasolina nos EUA. Não haverá conflito com alimentos, como ocorre com o milho. As fontes primárias serão resíduos agrícolas, florestais, lixo urbano e até pneus velhos. O gasto de água na produção será 75% menor em relação aos grãos agrícolas. O balanço energético será cerca de 6 vezes superior ao obtido hoje. O processo da Coskata diminuiu em 84% as emissões de gases que colaboram para o aquecimento global, comparativamente à gasolina, quando se calcula o ciclo completo desde a obtenção do petróleo até o que sai pelo escapamento dos veículos”, explicou.

Wagoner estima que em pouco mais de 10 anos, cerca de 30% do consumo de petróleo nos EUA poderá ser substituído pelo etanol. Isso sem descartar os avanços esperados em tecnologias mais caras como veículos híbridos, elétricos a bateria recarregável com motores a combustão e, mais adiante, as pilhas a hidrogênio para gerar eletricidade para tração elétrica. Além de contínuos aperfeiçoamentos dos motores convencionais.

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