Salão Detroit 2006

O passado ainda ajuda a vender
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Fernando Calmon
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- O crescimento de interesse mundial pelo Salão Internacional da América do Norte, também conhecido como Salão de Detroit, pode ser resumido por um dado estatístico que os americanos adoram divulgar. No ano passado, mais de 110 milhões de page views foram registradas no site oficial da exposição – msnautos.com – que solicita registro, fora mais dois milhões de page views do site livre ao público – naias.com as fotos seguem a ordem de disposição dos carros no texto, do Chevrolet Camaro ao Ford Fusion.


No segundo dia reservado à Imprensa, a GM surpreendeu com a reedição modernizada do seu muscle car Camaro, como resposta ao Mustang já a venda e ao Dodge Challenger, exibido na véspera. A exemplo deste último, vai entrar em produção só em 2008. A apresentação foi pomposa com direito a um arremedo de percussão ao estilo Olodum e um interessante desfile de antigos modelos Camaro. Ao contrário dos dois cupês 2+2 rivais, o da Chevrolet tem poucas referências nas linhas que o consagraram no passado, mas o motor não aceita desaforos: um V8 de 400 cv, igual ao do seu irmão mais velho e refinado, o cupê esporte de dois lugares, Corvette.

Apresentado antes como modelo conceitual, a Jeep lançou a versão definitiva do Compass, seu primeiro produto oferecido também com tração apenas dianteira, além da tradicional 4x4. O consumo de combustível equivale ao de um automóvel.Os puristas do fora-de-estrada certamente não vão apreciar essa certa traição aos cânones da marca. Na mesma batida vai o Wrangler que disponibilizara, na nova geração pré-apresentada aqui como ano-modelo 2007, alguns confortos antes inexistentes: travas e levantadores de vidros com comando elétrico.

A Mitsubishi impressionou com uma charmosa versão spyder do esportivo 2+2 Eclipse. A marca japonesa tem feito um grande esforço para recuperar sua desastrosa queda de vendas nos EUA e no Japão por problemas de qualidade. Também apresentou o carro conceito MIEV, a antevisão de um compacto esportivo com sua tecnologia de pequenos motores elétricos em cada uma das quatro rodas.

A nova geração do Camry explica os motivos do crescimento da Toyota no mundo e nos EUA, em particular. O carro exibe boa presença, além de linhas modernas, sem exageros. A traseira é menos feliz porque tenta imitar a controversa solução do BMW Serie 7, com um recorte mal-resolvido da tampa do porta-malas sobre os pára-lamas traseiros. Terá pela primeira vez uma versão híbrida combustão/eletricidade. Deve chegar ao Brasil no início do segundo semestre.

Outro carro confirmado para o Brasil é o Fusion, conforme antecipado há três meses pela coluna Alta Roda, do WebMotors. Importado da Ford mexicana, chegará ainda neste semestre com preço bastante competitivo, pois graças a um acordo bilateral deixa de pagar os 35% de imposto de importação. Anunciado ontem 09/01 à noite aqui em Detroit, num jantar entre executivos da Ford e jornalistas brasileiros, o Fusion vai combater diretamente o novo Vectra. Deixa em posição desvantajosa o Mondeo, de porte semelhante, mas importado da Europa com aquela pesada carga de imposto, pois a região do Mercosul ainda não fechou um acordo comercial com os europeus.

E mais: Confira as novidades do 1º dia do Salão


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