Veja os destaques da 2ª fase da 80ª edição de Genebra

Em 2010 reúne 250 expositores de 30 países, abre ao público de 4 a 14 próximos e se esperam 700.000 visitantes
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Fernando Calmon
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Genebra, Suíça – Entre os lançamentos mundiais do 80º Salão de Genebra alguns interessam de perto ao mercado brasileiro. Um deles é o Dacia Duster, utilitário esporte compacto UEC que terá versões 4x4 e 4x2 e será vendido na Europa Ocidental dentro de dois meses.

A marca romena faz parte do aliança Renault-Nissan e produz na fábrica de São José dos Pinhais Paraná o Logan e o Sandero. O terceiro produto, que se chamará Renault Duster, em 2011, chega para brigar diretamente com o EcoSport. Ele exibe linhas robustas, arcos de rodas pronunciados e sistema semelhante ao UEC da Ford opcional de tração total por demanda, inclusive o bloqueio de 50% para cada eixo.

A aliança franco-nipônica confirmou aqui que o estreante Nissan Micra, um hatch compacto bem diferente nessa quarta geração, será exportado do México para o Brasil possivelmente com o nome de March. Mas haverá outro produto para a fábrica paranaense numa faixa de preço inferior. Possivelmente uma versão superior do carro que a Nissan produzirá na Índia, projetado em colaboração com a marca local Bajaj, para enfrentar o Tata Nano, veículo mais barato do mundo para quatro passageiros. O maior fabricante indiano pretende vender um Nano melhorado na Europa por algo em torno de R$ 10 mil, cerca do dobro do valor do carro básico na Índia.

A fábrica mineira da Mercedes-Benz em Juiz de Fora MG poderá receber uma das versões de carrocerias da próxima geração do Classe A. O vice-presidente mundial de Marketing, Philipp Schiemer, falando a jornalistas brasileiros no estande da marca, admitiu que o futuro Classe A não ficará restrito apenas ao monovolume, podendo dispor de quatro ou cinco formatos de carroceria: hatch, cupê, pequeno utilitário e até station wagon.

“De vez em quando surgem boatos de que a fábrica no Brasil poderia ser vendida. Ela já passou por fases mais difíceis, porém hoje produz o CLC e há capacidade de agregar outro produto. Nossos concorrentes diversificaram a gama de entrada e não pretendemos deixá-los sozinhos”, adiantou. De fato, além do Série 1 e do X1, modelos premium BMW, a Audi lançou neste Salão o A1, que deverá concorrer numa faixa um pouco abaixo.

Schiemer também confirmou que a Mercedes-Benz prepara uma nova geração de motores V8 M 278 a gasolina, injeção direta e dois turbocompressores com menor cilindrada e consumo de combustível até 20% menor que o atual. Serão propulsores que, ao mesmo tempo, ganharão em desempenho e se aproximarão dos valores de consumo e de emissão de CO2 dos motores diesel. E chegará em breve a segunda geração de híbridos, com motor elétrico auxiliar na faixa de 70 cv, e que poderão funcionar sem o motor a combustão por 40 a 50 km.

O Kia Sportage chega à terceira geração e foi bem recebido pelos jornalistas. Divindo a mesma arquitetura do novo Hyndai Tucson na Europa, ix35, o carro desenhado pelo alemão Peter Schreyer ex-Audi agrada pelo conjunto harmonioso e evolução no acabamento. Chegará ao Brasil no segundo semestre.

Já o Toyota RAV4 sofreu leve reestilização na parte frontal com grades, faróis, para-choque e capô modificados. Também deve ser exportado ao mercado brasileiro no segundo semestre. Um crossover novo misto de SUV e station foi apresentado pela Mitsubishi. Batizado de ASX, 4,30 m de comprimento, situa-se abaixo do Outlander.
Lançamento mundial, o novo Opel Meriva não será fabricado no Brasil, como a geração atual. Inteiramente reformulado, apresenta uma característica única e diferente de todos os outros carros de grande produção: as portas traseiras abrem-se no sentido contrário ao tradicional. Trata-se de uma aposta audaciosa da ainda problemática filial alemã da GM.

Monovolumes médio-compactos segmento C, como o Meriva, enfrentam forte concorrência das stations wagons, em especial na Alemanha. A Ford, por exemplo, apresentou a versão perua do novo Focus que só estará à venda em 2011. O modelo impressionou bem pela harmonia do conjunto. A empresa americana ainda vai decidir se outras versões, além do hatch e do sedã, serão fabricadas na Argentina, mas essa station mereceria uma chance no mercado nacional, hoje limitado à Megane Grand Tour ou à Jetta Variant.

Genebra entrou na onda da proteção ambiental e montou um Pavilhão Verde. Na realidade uma área limitada, quase escondida, pouco maior que a avenida “elétrica” do Salão de Detroit, de janeiro último. As atrações eram tímidas, estandes minúsculos e presença apenas da Mini e da Kia entre os grandes fabricantes.

Curiosamente estava lá a RUF, empresa especializada em incrementar o desempenho dos rapidíssimos Porsches 911. O estande nesse micropavilhão exibia uma versão elétrica do cupê esporte, o Greenster, ao lado de dois “monstros” do preparador alemão, o RUF Rt 12 S, 685 cv e o RGT-8, com um motor V8 inteiramente novo feito por Alois Ruf, que, na versão aspirada, tem 550 cv. Todos a gasolina...

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