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16 dúvidas cruciais sobre óleos para motor de moto

Tudo o que você sempre quis saber sobre óleos para motores de motos: o WM1 tira as principais dúvidas. Leia atentamente!

por Roberto Dutra

Quais as principais dúvidas dos motociclistas sobre os óleos que devem ser usados nos motores de suas motos? Fizemos uma ampla pesquisa e reunimos aqui as respostas para a maioria - senão todas - elas.
Identificamos que as principais dúvidas giram em torno de intervalos de trocas , bases do produto - mineral, semissintética ou sintética -, viscosidade e eventuais substituições, inclusive desafiando hábitos antigos.

Óleos para motores de motos: tire suas dúvidas

1. Devo trocar o óleo a cada 1.000 quilômetros ou conforme o manual, independentemente do uso?

A dúvida mais comum é se a troca deve ocorrer a cada 1.000 quilômetros ou se o motociclista deve seguir o manual.
Especialistas indicam que trocar a cada 1.000 quilômetros em motos modernas é desperdício, mas recomendam reduzir o intervalo indicado no manual pela metade se o uso for severo - ou seja, uso no trânsito urbano intenso, como no caso de entregadores ou para quem faz percursos curtos onde o motor não atinge a temperatura ideal.
Se você não roda tanto assim, siga o manual.

2. Diferenças entre mineral, semissintético e sintético

3. Posso usar óleo de carro em moto?

Não.
Essa é uma dúvida crítica, pois óleos de carro têm modificadores de atrito que podem causar o deslizamento da embreagem em motocicletas - a famosa "patinada", além de danos ao câmbio. Vale lembrar que, na maioria das motos, o mesmo óleo lubrifica motor, embreagem e transmissão.

4. Como entender as siglas (SAE, API e JASO)?

5. Devo verificar o nível ou me ater à quilometragem?

Muitos motociclistas negligenciam a verificação diária ou semanal do nível. Manter o nível correto é tão vital para a vida útil do motor quanto a marca do óleo escolhida e a troca nos intervalos indicados, pois o lubrificante também evapora e é consumido naturalmente pelo motor.

6. Devo trocar o óleo por tempo?

Uma dúvida frequente é se deve-se trocar o óleo mesmo sem rodar a quilometragem indicada para isso. A recomendação padrão é trocar a cada seis meses ou um ano, dependendo do fabricante, pois o lubrificante oxida e perde propriedades mesmo com a moto parada.
Afinal, rodar muito pouco também é um tipo de uso severo.

7. Como escolher o óleo ideal para o motor da minha moto?

A diferença nos níveis de viscosidade dos óleos para motocicletas, regidos principalmente pela classificação da Society of Automotive Engineers (SAE), reside em como o óleo flui em diferentes temperaturas de operação do motor.
A escolha correta, especificada no manual do proprietário da moto e regulamentada pela ANP no Brasil, é crucial para a lubrificação e proteção do motor.

8. Como entender a classificação de viscosidade SAE?

Quase todos os óleos para motocicletas vendidos no mercado brasileiro são multiviscosos, o que significa que eles se comportam de maneira diferente em baixas e altas temperaturas. A sigla, como 10W40 ou 20W50, indica dois aspectos da viscosidade:

9. Quais os níveis de viscosidade mais comuns no Brasil?

Os óleos mais encontrados no mercado brasileiro variam para atender a diferentes tipos de motores, condições climáticas e recomendações dos fabricantes. Os mais comuns são os seguintes:
Saiba mais:

10. Devo usar aditivos de óleo do motor?

Fabricantes de motocicletas e especialistas no Brasil geralmente não recomendam o uso de aditivos de óleo suplementares, pois os óleos modernos já contêm a formulação de aditivos necessária. O uso de produtos não aprovados ou em excesso pode, inclusive, ser prejudicial ao motor e à embreagem da motocicleta.
Adicionar aditivos extras por conta própria pode desequilibrar a composição química original do óleo, resultando nas seguintes consequências: Mas existem alternativas recomendadas. Em vez de buscar aditivos suplementares, as seguintes práticas são mais benéficas para a saúde do motor da sua moto:

11. Quais são as recomendações dos fabricantes e especialistas?

A principal é seguir rigorosamente as especificações e os intervalos de troca de óleo indicados no manual do proprietário da sua motocicleta.
Além disso, vale destacar que você deve usar lubrificantes de qualidade - opte por produtos de alta qualidade comprovada e de marcas reconhecidas, formulados especificamente para motocicletas (que geralmente usam o mesmo óleo para motor, embreagem e câmbio).
Esses óleos têm pacote complexo e balanceado de aditivos (como antiespumantes, antidesgastante e modificadores de fricção) para garantir o desempenho e a proteção adequados a esses sistemas integrados.

12. Posso substituir o óleo original por um de base superior?

Uma dúvida frequente é justamente essa: a substituição do óleo original do motor da moto por um superior. Ou seja, substituir o mineral por um semissintético, mineral por sintético ou semissintético por sintético.
Sim, você pode substituir o óleo do motor da sua moto por um superior (mineral por semissintético ou sintético, e semissintético por sintético), desde que siga as especificações de viscosidade e qualidade (classificação API e JASO) recomendadas no manual do proprietário.
Aliás, óleos sintéticos e semissintéticos são geralmente considerados melhores do que os minerais, oferecendo maior proteção contra desgaste e depósitos, e melhor desempenho em temperaturas extremas. O que você não pode fazer é substituir por um de base inferior (sintético por semissintético ou mineral, e semissintético por mineral).
Apesar de poder substituir o óleo por um de base superior, isso não é necessário. Siga o manual do proprietário: a regra de ouro é sempre usar as especificações (viscosidade, classificação) indicadas pelo fabricante. O motor foi projetado para funcionar com um tipo específico de lubrificante.

13. Posso misturar óleos de bases diferentes?

Jamais.
A transição entre bases diferentes é possível, mas misturar bases diferentes (por exemplo, completar o nível de óleo sintético com mineral) não é recomendado, pois os aditivos podem reagir entre si e até perder a eficácia, podendo formar borra.

14. Como faço para trocar o óleo original por um de base superior?

Eis o procedimento de troca: ao mudar o tipo de óleo, é fundamental esvaziar completamente o cárter do óleo anterior e, se possível, trocar o filtro de óleo para garantir que não haja contaminação significativa do óleo novo com resíduos do antigo. Alguns especialistas sugerem trocas de óleo mais frequentes no início, até o óleo mineral sair por completo do motor.
Fique atento a vazamentos: em motores muito antigos que sempre usaram óleo mineral (mais viscoso), a mudança para um óleo sintético muito fluido pode, eventualmente, evidenciar pequenos vazamentos em retentores e juntas que já estavam ressecados.
Além disso, certifique-se que o novo óleo é específico para motos: deve-se sempre usar óleos desenvolvidos especificamente para motos, que pois têm aditivos apropriados para sistemas de transmissão e embreagem (especificação JASO MA ou MA2), diferentemente dos óleos destinados ao uso em automóveis.

15. Posso substituir o óleo original por um de mesma base porém de viscosidade diferente?

Eis aqui outra dúvida relativamente frequente e que merece uma resposta detalhada: posso substituir o óleo original do motor da moto por um de mesma base - seja mineral, semissintética ou sintética -, porém de viscosidade diferente?
Não, você não deve substituir o óleo do motor por um de viscosidade diferente da especificada pelo fabricante no manual do proprietário. A viscosidade correta é crucial para a lubrificação e proteção adequadas do motor.
A viscosidade é importante porque é um fator crítico que afeta diretamente o desempenho, a durabilidade e o funcionamento do motor. Confira abaixo alguns aspectos sobre isso:

16. Quais as consequências de usar a viscosidade errada?

O uso de óleo com a viscosidade incorreta pode acarretar diversos problemas, mesmo que a base (mineral, semissintética ou sintética) seja a mesma. Listamos algumas abaixo:

Em resumo...

Siga sempre as diretrizes do fabricante da moto impressas no manual. As especificações ali contidas, incluindo a viscosidade (ex: 10W30, 20W50), são o resultado de engenharia e testes rigorosos para garantir a longevidade e o bom funcionamento do motor.

Vale lembrar: as exigências da ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) exige que os lubrificantes de motocicleta vendidos no país atendam a padrões mínimos de desempenho, incluindo classificações da API (American Petroleum Institute) e JASO (Japanese Automotive Standards Organization), que é específica para motos e garante a compatibilidade com a embreagem úmida (se aplicável).

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