7 motos meio “esquecidas”, mas que são ótimas opções
Veja alguns modelos que não bombaram no mercado brasileiro como mereciam, mas que valem a pena por diferentes motivos
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O mercado brasileiro de motos trem crescido expressivamente nos últimos anos, e promete fechar 2026 com recorde de vendas. Nesse cenário temos visto novas marcas chegando e muitos lançamentos. Mas alguns deles, por motivos explicáveis ou inexplicáveis, não fazem o sucesso que mereciam.

No entanto, essas motos merecem mais atenção do que o mercado tem dado. São modelos interessantes e eficientes em suas propostas e, em alguns casos, com relação custo/benefício bem atraente. O WM1 listrou sete modelos que merecem mais a sua e a nossa atenção. Quem sabe você não leva um deles para casa? Confira abaixo!
Motos meio “esquecidas”, mas que são ótimas opções

Haojue DL 160 – R$ 21.470
A Haojue DL 160 foi lançada em maio do ano passado. Chegou com certa pompa e circunstância, com a marca botando fé que o modelo ia vender bem e, talvez até, ficar entre as mais emplacadas entre os modelos trail/fun de baixa cilindrada.
Não foi o que aconteceu. Este ano, o modelo está em 10º lugar no segmento, atrás de Avelloz AZ160 XTreme e Shineray Shi 175, entre outras. Merece mais: tem design bacana, inspirado em modelos maiores da Suzuki, e um conjunto completinho, com suspensões de longo curso, ABS de dois canais, tanque para 13 litros, para-barro traseiro, rodas de liga leve, banco em dois níveis e tomada USB.
Para completar, o motor monocilíndrico de 160 cm3 e refrigeração a ar rende 14,9 cv de potência e 1,4 kgfm de torque, e entrega um desempenho muito satisfatório, conforme comprovamos em nossa avaliação. A DL 160 É o tipo de moto que quem faz o test-ride leva para casa.

Dafra NHX 190 – R$ 18.990
A Dafra ainda sente o peso das deficiências dos primeiros modelos que vendeu no mercado brasileiro, em meados dos anos 2000. Mas os modelos da marca evoluíram absurdamente e, atualmente, são fruto de parceria com a taiwanesa SYM Sanyang, cujas motos são vendidas no mundo inteiro – inclusive na Europa – com sucesso.
A NHX 190 é uma dessas motos. Tem conjunto interessante, com iluminação full-LED, painel digital, tomada USB, rodas de liga-leve, ABS de dois canais e um design bem bonito no estilo “streetfighter”. Tudo isso com um preço que compõe ótimo custo/benefício.
O motor entrega desempenho acima da média do segmento: com 180 cm3 e refrigeração líquida, rende 18 cv de potência e 1,6 kgfm de torque. Além disso, tem câmbio de seis marchas. É um modelo que vale experimentar e levar seriamente em com sideração.

Zontes GK 350 – R$ 33.720
A Zontes tem nos modelos T350/T350X e E350 seus modelos mais emplacados. E, recentemente, lançou o scooterzão 368G, que é mesmo impressionante. Com isso, o resto do lineup ficou meio ofuscado e a GK 350 talvez seja a mais “esquecida” – até pelo estilo café racer, que é bem de nicho.
Mas, não se engane: essa moto é, talvez, a melhor da linha Zontes no mercado brasileiro. Tem design bacana com escapes curtos e para o alto, farol redondo com recorde horizontal, protetor do disco de freio dianteiro, espelhos nas pontas do guidão e protetor de manete de freio, além de um acabamento geral bem caprichado.
Quer mais? Tem quitutes como o painel de TFT e as rodas raiadas com pneus sem câmara. Já o motor monocilíndrico de 348 cm3 com refrigeração líquida entrega divertidos 41 cv de potência com 3,3 kgfm de torque. A moto ainda é equipada com suspensão dianteira invertida, ABS de dois canais e câmbio de seis marchas.
Em resumo, é uma ótima opção de moto pouco ou nada visada, divertida, bonita e apta a passeios com desempenho e segurança. Aliás, conforme destacamos em março do ano passado.
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Kawasaki Ninja 650 – R$ 50.950
Quando se fala da linha Kawasaki Ninja, quase rodo mundo pensa nos modelos de alta cilindrada ou naqueles de baixa cilindrada, de entrada. Apenas recentemente os modelos “do meio” começaram a fazer sucesso – a Ninja 500 tem bons volumes de venda. Mas a Ninja 650, que está no mercado desde 2011, ficou em uma espécie de “limbo”. Parece que quase ninguém lembra dela.
Então vamos lembrar ao caro leitor que é uma Ninja na forma e no estilo, porém estrategicamente posicionada entre as grandes e as pequenas. O preço na faixa dos R$ 50 mil já não é tão acessível, mas quando vemos o conjunto percebemos que compensa. Inclusive levantamos essa bola no ano passado.
Confira os vários recursos a bordo: embreagem assistida e deslizante, válvulas e aceleração dupla, indicador de pilotagem econômica, dois modelos de pilotagem, ABS duplo, suspensão traseira horizontal back-link e painel de TFT com conectividade, entre outros.
Outro grande barato dessa moto é o motor bicilíndrico de 650 cm3 com refrigeração líquida e comando duplo, que entrega 68 cv de potência com 6,7 kgfm de torque. É o mesmo motor usado em outras Kawasaki, como Versys 650, Vulcan 650 S e Z 650 – que tem fama de robusto, eficiente e inquebrável. Ou seja, a moto é uma oportunidade de ter uma Ninja que diverte, tira onda e tem custo de manutenção proporcionalmente baixo.

Ducati Scrambler Icon Next-Gen 800 – R$ 79.990
A Ducati Scrambler sempre foi uma moto extremamente divertida. É uma scrambler legítima – curta, discretamente alta, nervosa e versátil. Mas tornou-se um modelo de nicho e a própria Ducati do Brasil parece não dar muita boa para ela.
Uma pena. O modelo atual custa caro, é verdade, mas tenta compensar isso não só com a exclusividade que uma Ducati proporciona como também com vários quitutes a bordo e uma motorização pra lá de forçuda.
A moto tem painel de TFT, quishifter bidirecional, conectividade, iluminação full-LED, dois modos de pilotagem, dois modos de engtrega de potência, ABS duplo com atuação em curva, câmbio de seis marchas, controle de tração, embreagem deslizante, suspensão dianteira invertida e traseira monochoque, e tomada USB sob o banco.
A diversão fica por conta do motor de dois cilindros em L, refrigerado a ar e distribuição desmodrômica, que com seus 803 cm3 rende 73 cv de potência com 6,5 kgfm de torque – ótimos números para seus 176 quilos de peso (a seco). É uma moto para quem se liga mais em produto do que em preço.

Suzuki GSX-S1000 GT – R$ 87.600
Quando pensa em sport-touring, o consumidor brasileiro parece se lembrar apenas de modelos da Kawasaki ou, principalmente, da BMW. Mas a Suzuki GSX-S 1000 GT também merece muita atenção. Lançada em 2023 durante o Festival Interlagos – Motos, o modelo tem um conjunto excepcional.
Para começar, tem o conhecido motor quatro-em-linha de outros modelos da Suzuki – como a naked GSX-S 1000 e a crossover GSX-S1000 GX, e que já foi da superbike GSX-S1000 S. São obtusos 150 cv de potência com 10,8 kgfm de torque, que inclusive conferimos no autódromo de Interlagos.
Além disso, essa GT tem um porte particularmente imponente, design cheio de personalidade, painelzão de TFT, modos ed condução, cruise control, quickshifter bidirecional no câmbio de seis marchas, controle de tração, ABS duplo atuante em curvas, sistema de partida fácil, iluminação full-LED, baús laterais e tancão para 19 litros. Acredite: o preço parece alto, mas diante do conjunto compõe um custo-benefício bem atraente!

Triumph Bonneville Speedmaster 1200 – R$ 71.990
Moto custom é Harley-Davidson, certo? Ou, talvez, Royal Enfield e até mesmo Kawasaki. Taí um segmento que ressuscitou no mercado brasileiro de motos e que, hoje, tem um razoável número de opções. Uma delas é a Triumph Speedmaster, mas pouca gente lembra do modelo – e a própria Triumph parece que nunca fez muita questão de divulgá-la por aqui.
Uma pena, pois é uma moto com um conjunto interessante e um preço que, se já foi melhor, ainda é competitivo. Isso porque a moto tem motorzão, bons recursos a bordo e design clássico, que a diferencia bem da concorrência.
O bicilíndrico em linha com refrigeração líquida, oito válvulas e comando simples tem concepção simples e robusta. Parece um motor da antiga Honda CB 400, só que muito maior – até nas duas saídas de escape, uma para cada lado. Com 1.200 cm3, rende 78 cv de potência com 10,6 kgfm de torque, forças gerenciadas pelo câmbio de seis marchas.
Os quitutes de bordo são os tradicionais: modos de pilotagem, ABS com atuação em curvas, tanque para 14 litros, controle de tração, iluminação full-LED e afins. Mas a Speedmaster tem dois aspectos que a tornam uma custom mais custom que as outras: uma linha específica com muitos acessórios para customização e a o fato de pertencer à “família” Bonneville – o que dá à moto uma aura de nostalgia, exclusividade e charme que as americanas e japonesas não têm.
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