Há cerca de 10 dias, revelamos aqui no WM1 que a Kawasaki estava para lançar uma nova moto no mercado brasileiro. A marca mantinha mistério, mas algumas pistas nos levaram a apontar que seria a supernaked Z1100, em substituição à Z1000. Agora o mistério acabou: a marca anunciou que é mesmo a Z1100, como apostamos.
Com isso, a supernaked passa a ter o mesmo motor da sport-touring Versys 1100 - o que, aliás, foi uma das pistas para nossa aposta. Porém, mais que o novo motor "crescido", a moto também chegará com vários aprimoramentos importantes.
O motor é um quatro cilindros em linha obviamente com refrigeração líquida, que tem 1.099 cm³, comando duplo e 16 válvulas. Na Europa, entrega 136 cv de potência a 9.000 rpm com torque de 11,3 kgfm a 7.600 rpm. Aqui, poderá ter alguma pequena variação - a Kawasaki ainda não revelou as especificações. Mas, na Versys 1100, são 135 cv a 9.000 rpm e 11,4 kgfm a 7.600 rpm, conforme consta no site da Kawasaki brasileira.
Convenhamos: números mais que suficientes para proporcionar fortes emoções, ainda mais que a Z1100 pesa 221 quilos - 34 quilos a menos que os 255 quilos da Versys 1100, ambos em ordem de marcha. Nas Z1000, o motor era praticamente o mesmo, mas com 1.043 cm³ entregando 142 cv a 10.000 rpm e 11,3 kgfm a 7.300 rpm.
Ou seja, haverá alguma perda de potência e o torque será o mesmo - reflexos, como sempre, da necessidade de atender às legislações de emissões e ruídos na Europa e aqui também. Mas, ainda assim, com capacidade para proporcionar muita diversão.
Junto com o novo motor, a moto tem chassi de alumínio de alta rigidez e um conjunto eletrônico avançado baseado em unidade de medição inercial (IMU) de seis eixos. Com isso, promete entregar um desempenho forte e consistente, porém previsível e altamente controlável.
Além disso, as relações de transmissão foram revisadas para permitir uma condução mais domável também em médias e baixas velocidades, inclusive no transito urbano. Porém, sem comprometer a eficiência dinâmica em estradas e rodovias.
A suspensão dianteira, por sua vez, é do tipo SFF-BP - que tem funções separadas em cada tubo, com óleo de um lado e mola do outro -, enquanto a traseira é horizontal back-link inclinada. Segundo a Kawasaki, ambas trabalham em conjunto para manter as rodas em contato constante com o solo, assegurando controle e confiança em diferentes condições de piso e carga.
A moto será vendida em duas versões, Z1100 e Z1100 SE (sigla para Special Edition). Esta segunda tem amortecedor traseiro da grife sueca Öhlins e freios dianteiros - incluindo discos, pastilhas e pinças - da prestigiosa marca italiana Brembo. Com isso, os níveis de controle, sensibilidade e desempenho em frenagens mais exigentes são elevados, assim como as sensações na condução esportiva.
A Z1100 incorpora um pacote completo de tecnologias de assistência ao piloto, operando de forma integrada por meio de uma nova unidade de medição inercial (IMU), que monitora continuamente a orientação do chassi.
O painel é uma tela de TFT colorida com cinco polegadas. Tem ajuste automático de brilho e conectividade com smartphone por meio do aplicativo Rideology, que permite acesso a dados de pilotagem, registros e personalização de telas.
O design da Z1100 foi desenvolvido para proporcionar uma condução esportiva, mas com posição de condução mais ereta do que a encontrada nas superbikes carenadas. O conceito ""Sugomi" já visto em outros modelos da marca japonesa está lá, com aspecto agressivo, futurista e robótico. A iluminação, claro, é full-LED.
As duas versões da Kawasaki Z1100 estarão disponíveis nas concessionárias já no final deste mês de fevereiro. Confira abaixo os preços públicos sugeridos (sem frete e seguro)
Aproveite: