Meteor 350 terá que remarcar ano gravado no chassi

Royal Enfield chama clientes para "atualização", que está de acordo com a legislação, e diz que eles não terão prejuízos

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Roberto Dutra
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A Royal Enfield do Brasil emitiu uma nota em que convoca os proprietários do modelo Meteor 350 para fazer uma "atualização do ano de fabricação" no chassi da motocicleta. Segundo a marca, trata-se apenas de uma mudança do ano que está gravado, de 2022 para 2021 - ou seja, não será feita nenhuma mudança estrutural na moto e sua garantia não será afetada.

Chassi Meteor 350 2
A "atualização técnica" proposta pela Royal Enfield no chassi da Meteor 350: raspagem e regravação do ano
Crédito: Reprodução da internet
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No comunicado, a Royal Enfield do Brasil acrescentou que a execução do serviço está de acordo com a legislação brasileira em vigor determinada pelos órgãos competentes e também com a orientação da matriz indiana, e que não haverá problemas legais para a marca e para seus clientes.

Disse, ainda, que a "atualização" não acarretará em custos para o proprietário e que o serviço será prestado gratuitamente pelos concessionários. Além disso, a fabricante destaca que o cliente não sofrerá prejuízos com relação à documentação e nem em uma futura negociação de sua motocicleta.

Rodrigo Santiago, gerente de pós-vendas da Royal Enfield do Brasil, explicou que a causa do problema foi um erro na gravação do ano de fabricação durante a produção, na matriz. Ele também destacou que a alteração do ano da moto no chassi não exigirá que os proprietários façam alterações nos documentos das motos:

"Os números dos chassis estão corretos nas motos e nos documentos,  e não serão alterados. Além disso, o ano/modelo que consta nas notas fiscais de venda das motos também está correto", disse Santiago.

Perguntamos à Royal Enfield como será feita essa "atualização do ano de fabricação". A fabricante informou que  "o procedimento é realizado através de raspagem e remarcação, seguindo as orientações do órgão governamental competente".

Fábrica
Segundo a Royal Enfield, o problema foi causado por um erro de gravação durante a produção da moto, na Índia
Crédito: Divulhgação
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Vale destacar que é um caso bem diferente da remarcação na numeração do chassi de um veículo, o que normalmente ocorre por consequência de desgaste, roubo, furto ou colisão. Nesses casos, o veículo recuperado habitualmente passa a ter a sigla "REM" (de "remarcado") anotada em seu documento - e costuma ser desvalorizado por causa disso. Não é o caso aqui, já que a remarcação é do ano, e não do número chassi. Logo, não há motivo para alarme.

A convocação também não é um recall, pois esse tipo de chamado é feito quando o problema envolve a segurança do usuário. Como não é o caso, o serviço é tratado pela fabricante apenas como uma "atualização técnica oficial" da marca Royal Enfield do Brasil.

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