Suzuki Burgman 400 se renova no modelo 2009

Scooter ganhou motor mais potente e menos poluente, roda de aro 14”, dois discos na roda dianteira e design revigorado
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Agência Infomoto
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O scooter Suzuki Burgman 400 passou por algumas mudanças desde seu lançamento mundial, em 1999. Porém, nesta última renovação, as alterações estéticas e mecânicas foram mais radicais e deixaram o modelo mais moderno, seguro, potente e menos poluente.

A terceira geração conta agora com roda dianteira maior, de aro 14”, motor de 34 cv de potência máxima e freios dianteiros de dois discos, além de linhas mais arredondadas. De quebra, o motociclista roda com o máximo de conforto. Em razão do assento, desenho e posição do guidão, parece que o piloto está a bordo de uma grã-turismo como, por exemplo, a BMW K 1200 LT ou a Honda GL 1800 Gold Wing. O preço sugerido ainda é um pouco salgado para um scooter: R$ 26,9 mil.

A grande vantagem do Burgman 400 é que, apesar do porte, demonstra certa agilidade no trânsito urbano. Encara bem as ondulações e buracos, isso em razão de rodas e pneus com medidas maiores – 120/80-14 na dianteira e 150/70-13 na traseira. Essa mudança também refletiu em uma maior estabilidade do veículo. Para ajudar neste trabalho, o modelo usa receitas tradicionais, porém eficientes: garfo telescópico e monoamortecedor, com ajustes de pré-carga da mola.

O novo sistema de freios agora está até superdimensionado. O maxi-scooter da Suzuki tem dois discos de 260 mm de diâmetro na dianteira, mordidos por pinça de dois pistões. Na traseira, disco simples de 210 mm de diâmetro com pinça de um pistão. Com este novo conjunto, a frenagem se apresentou mais eficiente e rápida, transmitindo segurança ao piloto. Detalhe: o modelo conta ainda com freio de estacionamento.

Design e espaço

O Burgman 400 chegou ao Brasil em 2001 e agora recebeu esta radical atualização. Com linhas menos angulosas, o maxi-scooter transmite sofisticação – é comum ver executivos rodando com o veículo pelas ruas de São Paulo.

O banco largo oferece encosto para o piloto, com cinco posições de ajuste, o que se traduz em muito conforto para também rodar em rodovias bem pavimentadas. A altura do banco aumentou para 710 mm eram 695 mm anteriormente, mas sem dificultar o apoio dos pés no chão. Podemos lamentar apenas que a nova versão perdeu o encosto para a garupa sissy-bar.

Falando em viagem, o modelo conta um generoso espaço sob o banco – 62 l –, que serve para acomodar bagagem, pequenos objetos ou até mesmo dois capacetes. No anteparo do escudo frontal há também três porta-luvas, o maior deles tem capacidade para levar até 10 l. Ideal para guardar documentos, celular e óculos.

A nova carenagem frontal ganhou para-brisa maior, que protege o piloto da chuva e do vento. De tão grande, o guidão chega a bater na bolha ao atingir o ângulo máximo de esterço. Um errinho de projeto que não chega a atrapalhar nas manobras.

Na parte traseira, as novas lanternas transparentes do Burgman 400 estão mais bonitas e com maior área de visualização, bastante diferentes das do modelo anterior, que eram separadas, como nos automóveis de passeio. O painel manteve seu design e funcionalidade completa: velocímetro, tacômetro, hodômetros parciais, relógio, indicadores de temperatura ambiente, nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento. Destaque para a tela de cristal líquido, que traz até marcador de consumo instantâneo de combustível.

Motor

Não é só no aspecto visual que o Burgman ganhou atualizações. Para atender às regras de emissão de poluentes Promot 3, o motor foi reformulado para garantir desempenho e um comportamento mais ecológico. A configuração é a tradicional: monocilíndrico, DOHC duplo comando no cabeçote, quatro tempos e com refrigeração líquida. Ganhou novo sistema de injeção eletrônica, que oferece uma maior economia de combustível, além de respostas mais rápidas ao girar o acelerador.

Com 399,87 cm³ de capacidade, o propulsor produz 34 cv a 7.300 rpm de potência máxima e 3,70 kgm a 5.800 rpm de torque máximo. Ou seja, o par máximo oferece respostas desde as baixas rotações. Por isso o modelo tem boa desenvoltura no trânsito urbano, como também rodando por estradas. Outro fator que tem atraído muitos pilotos ao mundo dos scooters é a transmissão automática CVT.

Dispensando o uso da embreagem e, consequentemente, as trocas de marchas constantes, a praticidade é um marca registrada dos scooters. Como na maioria dos casos, basta apenas ligar e acelerar o Burgman 400. Neste caso, o teste foi feito em pista fechada. O scooter da Suzuki pode acelerar a mais de 140 km/h. Além disso, oferece bom ângulo de inclinação, que ajuda a contornar curvas. A postura do piloto, confortavelmente sentado, com os pés apoiados, é outro ponto que merece destaque. Para finalizar, o tanque de combustível do maxi-scooter da Suzuki tem capacidade de 13,5 l, o que lhe garante uma autonomia superior a 250 km.

E é por esta versatilidade que os europeus são “fãs de carteirinha” dos scooters. Lá há modelos de 50 cm³ até 800 cm³. Ou seja, para todos os bolsos e gostos. Na Itália, por exemplo, os scooters representam 50% do total de vendas dos veículos de duas rodas. Aos poucos este tipo de transporte vem atraindo cada vez mais adeptos no Brasil e, por enquanto, o Suzuki Burgman 400 ainda reina absoluto em seu segmento. O que pesa contra é o preço R$ 26,9 mil, além do alto valor das peças de reposição e revisão, já que boa parte de suas peças é importada.

FICHA TÉCNICA – Suzuki Burgman 400

MOTOR Quatro tempos, monocilíndrico, quatro válvulas, OHC, refrigeração líquida, 399,87 cm³
POTÊNCIA34 cv a 7.300 rpm
TORQUE3,70 kgm a 5.800 rpm
ALIMENTAÇÃO Injeção eletrônica
CÂMBIO Automática continuamente variável - CVT
PARTIDAElétrica
RODASDianteira de aro 14” e traseira de aro 13”, em liga-leve
PNEUSDianteiro 120/80 - 14 M/C 58S, sem câmara; traseiro 150/70 - 13 M/C 64S, sem câmara
CHASSI Comprimento de 2.270 mm; largura de 760 mm; altura de 1.385 mm; entreeixos de 1.585 mm; altura do assento de 710 mm; peso a seco de 199 kg
TANQUE13,5 l
SUSPENSÃO Dianteira com garfo telescópico, de amortecimento hidráulico; traseira com monoamortecedor e ajustes de pré-carga da mola
FREIOSDianteiro com dois discos de 260 mm de diâmetro mordidos por pinças de dois pistões; traseiro com disco simples de 210 mm de diâmetro mordido por pinça de um pistão
Cores Prata, azul e preta
PREÇO R$ 26,9 mil


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