Yamaha XT 660R

Saiba mais sobre esse modelo famoso por sua resistência e o que é preciso saber para comprá-la.
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- Poucas linhas de motocicletas são tão populares quanto à linha XT da Yamaha. Ela se tornou uma lenda no mundo das motocicletas graças à sua resistência e versatilidade.

A precursora da família foi a XT 500, lançada em 1975 no 21º Tokyo Motor Show. O destaque do modelo recaía sobre seu motor o primeiro monocilíndrico quatro tempos da marca de grande capacidade cúbica, que acabou inaugurando na época uma nova categoria, a das big trails.

Instantaneamente a XT 500 se tornou referência para que outros fabricantes seguissem a receita da Yamaha, além disso, se tornou a opção favorita dos motociclistas aventureiros da época e também dos competidores de rali. A prova disso é o mérito de ter vencido, pelas mãos do francês Cyril Neveu, tanto a primeira quanto a segunda edições do Rally Paris-Dakar, a competição off-road mais perigosa do mundo.

A repercussão dessas vitórias foi o que incentivou a Yamaha a dar atenção especial ao segmento das big trails, que se tornava uma verdadeira coqueluche. Em 1983, a marca dos três diapasões apresentou mais uma opção da linha XT, a XT 600Z Ténéré, que se tornaria um ícone na indústria de motocicletas.

A linha XT só chegou ao Brasil em 1988 com o lançamento da Ténéré, que deixaria seu legado para um então modelo mais compacto e moderno que também teve grande aceitação por parte do brasileiro, a XT 600E.

Reconhecida sobretudo por sua resistência mecânica, baixíssimo índice de quebra, manutenção fácil e também muita agilidade, a XT conquistou tantos fãs pelo mundo que mesmo tendo sido descontinuada em 2004, muitos clubes e comunidades ainda a cultuam.

Para suprir sua falta, a Yamaha lançou a XT 660R, um dos projetos mais bem sucedidos da marca. Logo em sua chegada ao Brasil, em 2005, o modelo inaugurou uma nova era. Foi a primeira motocicleta do país a ser equipada com sistema de injeção eletrônica de combustível.

Prontamente a XT 660R ganhou fama de ser uma motocicleta moderna, já que tudo nela representava um grande avanço em relação a sua antecessora, a começar pela aparência.

Seu design era diferente de tudo que havia no mercado. Ele era moderno e tão arrojado para a época, que continua atual até hoje. Nela, o desenho das abas do tanque e das outras partes plásticas são harmônicos, inspirando modernidade.

Outras características marcantes da XT 660R são suas ponteiras de escapamentos duplas, que produzem um ronco grave e instigante, o painel digital com iluminação azul – que peca feio por não ter marcador do nível de combustível – e também o conjunto óptico, que produz boa iluminação.

Mas o melhor da Yamaha XT660 R está mesmo em seu motor. Ele impressiona pelo comportamento explosivo e torque abundante, permitindo que as arrancadas e retomadas da XT sejam cheias de vigor. As mudanças sofridas em relação a sua antecessora, a XT 600E, foram grandes neste quesito. As mais significativas são a capacidade cúbica, incrementada de 595 cm³ para 660 cm³, e a adoção do sistema de arrefecimento a água ao invés de a ar, garantido maior eficiência.

Dotada de comando simples no cabeçote e quatro válvulas por cilindro, o monocilíndrico da XT 660R desenvolve potência máxima de 48cv a 6.000 rpm e torque de 5,95 kgf.m a 5.250 rpm, valores que continuam sendo respeitáveis, apesar de o modelo estar em produção há sete anos.

Na XT as vibrações estão presentes, graças à concepção de seu motor com apenas um cilindro. Elas incomodam apenas nas rotações mais altas, típicas de quando se roda em alta velocidade em estradas.

Apesar de ser a primeira motocicleta dotada de injeção eletrônica no Brasil, o sistema de alimentação da XT é falho, já que ocasionalmente ela “engasga”, algumas vezes até desligando o motor.

Em virtude da grande resistência do motor e também de seu chassi robusto aliado às suspensões de longo curso com boa calibragem, a maxi-trail da Yamaha é um dos modelos mais versáteis do mercado. Ela encara tanto o uso diário, quanto aventuras por longas viagens intercontinentais, em estradas com péssima ou nenhuma pavimentação. Basta escolher o caminho.

Como comprar uma Yamaha XT 660R usada

Tanto para essa maxi trail quanto para qualquer motocicleta, é importante verificar se as manutenções especificadas no manual do proprietário foram cumpridas. Com elas, possíveis problemas logo são detectados e sanados, evitando assim, que possam se agravar.

Como já mencionamos, a XT é um modelo que tem o problema crônico de engasgar, mas se isso acontecer em excesso, apresentando funcionamento demasiadamente irregular, é um sinal de que o combustível que está no tanque pode estar adulterado, ou que a situação é mais grave, como uma falha ou defeito no sistema de injeção, algo que o conserto pode representar altos gastos.

Ruídos excessivos no motor também podem ser sinais de que algo não vai bem. Verifique se ele está queimando óleo. Como a XT é um modelo muito utilizado em longas viagens, é comum encontrar motos com quilometragem excessivamente alta.

Peças mal-acabadas e que não sejam originais ou trincas nos pontos de solda, são evidências de que a moto pode ter sofrido algum forte acidente ou ainda foi submetida a situações extremas.

Sob hipótese alguma, freios e suspensões devem apresentar vazamento de óleo ou funcionamento irregular.

Não feche negócio sem checar se os documentos estão em dia, com todas as taxas pagas e se não há multas e pendências.

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