O fato histórico de o BYD Dolphin Mini ter se tornado o primeiro carro elétrico o mais vendido no varejo em um único mês (fevereiro de 2026) não foi, definitivamente, um acidente. De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo WM1, o hatch subcompacto da marca chinesa está liderando novamente em março.

Nos primeiros 12 dias do mês, o Dolphin Mini acumula cerca de 2.335 unidades vendidas no varejo, com uma vantagem de aproximadamente 450 unidades para o segundo colocado, o Hyundai Creta, e 500 para o Volkswagen Tera, atual terceiro colocado.
Ainda resta mais da metade de março e, claro, tudo pode mudar. Preços, promoções e bônus podem ser aplicados e os números de emplacamentos alterados. No entanto, até este momento, a performance do Dolphin Mini mostra que a BYD tem, sim, condições de ser novamente o carro mais vendido no varejo também em março.
Importante ressaltar que o BYD Dolphin Mini é atualmente o carro mais vendido do Brasil no varejo, levando em consideração os meses de janeiro e fevereiro.
De acordo com dados oficiais da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), nos dois primeiros meses do ano o Dolphin Mini somou 7.606 veículos comercializados no varejo, desbancando dois competidores de peso e 100% a combustão: Volkswagen Tera, segundo colocado com 7.521 veículos novos licenciados, e Hyundai Creta, terceiro com 7.501 unidades emplacadas.
Fevereiro foi um mês histórico para o mercado brasileiro de carros. Pela primeira vez na história, um veículo 100% elétrico foi o mais vendido no varejo. E o responsável por tal proeza atende pelo nome de BYD Dolphin Mini.
Do total de 4.874 unidades emplacadas em fevereiro (considerando vendas diretas mais varejo), de acordo com dados da Fenabrave, nada menos que 4.810 unidades foram registradas no varejo - ou seja, vendas destinadas a pessoas físicas.
Isso significa que 98,7% de todo o volume do modelo no mês veio foi vendido para consumidores finais, um dado ainda mais relevante quando se fala de um carro puramente elétrico.
O número chama atenção por dois motivos principais. Primeiro, porque mostra que o Dolphin Mini não depende majoritariamente de vendas diretas para sustentar seus volumes. Diferentemente de muitos modelos cujas vendas crescem apoiadas em locadoras e frotistas, o hatch elétrico tem desempenho fortemente concentrado no varejo.
Segundo, porque reforça uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. O elétrico deixou de ser apenas uma alternativa de nicho para se tornar uma opção real de compra no showroom, competindo diretamente com hatches e SUVs a combustão, já tradicionais e consolidados no mercado.
Em um mês tradicionalmente mais curto, como fevereiro, liderar o varejo nacional, superando inclusive modelos de grande volume, consolida o Dolphin Mini como um fenômeno de mercado em 2026.
O hatchezinho da BYD tem duas versões, de quatro lugares (R$ 118.990) e cinco lugares (R$ 119.990). Independentemente da configuração, o conjunto mecânico é o mesmo: um motor elétrico de 75 cv de potência e 13,7 kgfm de torque.
O desempenho é compatível com a proposta urbana do modelo. A velocidade máxima declarada é 135 km/h, enquanto os 100 km/h são atingidos em 14,9 segundos.
Já a autonomia, pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, chega a 280 quilômetros com uma carga completa.