Com o lançamento das novas configurações de cabine simples e chassi cabine para a versão de entrada XL, a Ford Ranger está pronta para atingir uma das fortalezas da Toyota Hilux. Estamos falando das vendas diretas.

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), nos dois primeiros meses de 2026 a Hilux, líder de vendas entre as picapes médias, já acumulou 7.441 emplacamentos, contra 4.392 da Ford Ranger, a segunda colocada.
No entanto, deste total de picapes da Toyota comercializadas, 4.136 (55,6%) foram resultado de vendas diretas e 3.305 (44,4%) de vendas no varejo. No caso da Ford Ranger, a situação é bem diferente, com 3.481 (79,2%) provenientes de vendas no varejo e somente 911 (20,8%) de vendas diretas.
Enquanto a Hilux domina o mercado de caminhonetes médias nas vendas diretas, a Ford Ranger tem dificuldades. Fica atrás até mesmo da Chevrolet S10 - que somou, neste formato de vendas, 2.288 emplacamentos no primeiro bimestre. Mas a Ford é a primeira colocada no varejo, apesar de a distância ser pequena para a arquirrival da fabricante japonesa.
Com a chegada das opções de cabine simples e chassi cabine na configuração de entrada XL - ambas com opções de câmbio manual ou automático -, além da opção de cabine dupla, que já era oferecida com câmbio manual e passa a ser entregue agora também com caixa automática, as vendas diretas da Ford Ranger têm tudo para começar a crescer.
A versão XL da Ranger é a totalmente focada para o trabalho. Nem por isso, porém, é sinônimo de simplicidade. Todas as configurações — cabines dupla e simples, e chassi cabine — são equipadas com uma ampla lista de equipamentos de série, com destaque para ar-condicionado, sete airbags, piloto automático (convencional), painel de instrumentos digital e central multimídia com tela de 10 polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay, sem necessidade de cabo para conexão.
No entanto, como a configuração é voltada para o trabalho, recursos técnicos também fazem parte do pacote da bruta, como assistente de partida em rampa, assistente de descida e controles de tração e estabilidade, que ajudam a manter a caminhonete sob controle mesmo com a caçamba ou implemento com total de carga.
Saiba mais:
Na mecânica, a transmissão de seis marchas (automática ou manual) está atrelada a um motor 2.0 turbodiesel de 170 cv de potência máxima e torque de 41,2 kgfm. De acordo com a equipe de engenharia da marca, o desenvolvimento deste conjunto teve como objetivo entregar mais torque em baixas rotações e privilegiar o conforto em marchas e velocidades altas para melhorar a economia de combustível, diminuir o consumo de ARLA e, consequentemente, aumentar a autonomia.
Ainda de acordo com a Ford, o consumo combinado é de 10,7 km/l (10 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada), e a capacidade do tanque é de 80 litros — projetando uma autonomia de aproximadamente 860 quilômetros.
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A Ranger XL é equipada com tração 4x4 com diferencial traseiro blocante e sistema de freios redimensionado, o que agrega talento off-road à trabalhadora. A capacidade de imersão é de 80 centímetros, e os ângulos de ataque e saída são 30º e 26º, respectivamente.
A configuração cabine simples da picape tem caçamba com capacidade para 1.690 litros e transporta até 1.223 kg com transmissão manual, ou 1.170 kg com transmissão automática. A chassi cabine leva o máximo de 1.371 kg na versão manual e 1.318 kg na automática.
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