Embora esse registro, como sempre deixamos claro, não confirme a comercialização do modelo no Brasil, vale dizer que vê-lo em registro faz parte de um procedimento comum adotado pelas montadoras para proteger o design de futuros veículos. Ainda assim, a iniciativa costuma ser interpretada como sinal de que determinado projeto pode fazer parte dos planos da fabricante para o mercado nacional.
Como é o Renault Bridger
O Renault Bridger foi desenvolvido inicialmente para mercados emergentes. Deverá estrear, primeiramente, na Índia. Apesar disso, a própria Renault já deixou claro para outras regiões que o SUV faz parte de uma estratégia global, o que abre caminho para sua chegada a outros países, como o Brasil.Caso o SUV desembarque por aqui, deverá ocupar um espaço intermediário na gama da marca. Hoje, a Renault tem Kardian, Duster, Boreal e Koleos entre seus produtos, e o Bridger poderia ampliar ainda mais a ofensiva da fabricante em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro. Nessa linha, ele seria posicionado entre o Kardian e o Duster - ou no próprio lugar do Duster.
O conceito chama atenção por ter um visual diferente do que os Renault exibem atualmente. Com menos de 4 metros de comprimento, o SUV combina linhas retas, para-lamas bem marcados e uma dianteira robusta.
Mas o detalhe mais chamativo está na traseira: o estepe fixado na tampa do porta-malas, solução que fez sucesso em modelos do passado, como o Ford EcoSport, e que praticamente desapareceu dos SUVs compactos vendidos atualmente.
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Outro ponto importante é a plataforma: o Bridger usa a arquitetura RGMP Small, a mesma família estrutural empregada no Kardian e no Boreal. Essa base foi concebida para receber diferentes tipos de motorização, e permite desde versões exclusivamente a combustão até configurações híbridas ou elétricas, de acordo com as necessidades de cada mercado.
Essa flexibilidade aumenta as possibilidades para uma eventual chegada ao Brasil. Em um primeiro momento, seria natural imaginar o SUV com o conjunto 1.0 turboflex do Kardian. No entanto, o projeto também poderá servir como base para futuras versões eletrificadas, acompanhando a estratégia global da Renault de ampliar sua oferta de modelos híbridos e elétricos.
O registro no INPI, curiosamente, acontece em um momento de forte renovação da linha da Renault no Brasil. Depois do lançamento de Kardian e Boreal - e da aposentadora do Captur -, a fabricante ainda pode ter nos planos uma nova geração do Duster (que tem e sempre teve clientes específicos) para os próximos anos.
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