Em meio à corrida por carros mais eficientes, a GWM apresentou um dado que chama atenção logo de cara: seu novo SUV híbrido é capaz de rodar 100 quilômetros consumindo apenas 6,3 litros, mesmo com a bateria descarregada. Ou seja, um consumo médio de 15,8 km/l.
O número não aparece isolado. Faz parte da estreia da superplataforma ONE, nova arquitetura global da marca, que vai sustentar desde carros a combustão até modelos elétricos, híbridos e movidos a hidrogênio.
Mas é esse primeiro SUV que ajuda a traduzir, na prática, o que a GWM está querendo dizer com tudo isso.
O SUV apresentado pela GWM usa a mais recente geração do sistema híbrido plug-in Hi4, combinado a uma arquitetura elétrica de 800 Volts. Mesmo quando a bateria está descarregada — cenário que costuma aumentar o consumo em híbridos plug-in —, o modelo mantém a média de 15,8 km/l, segundo o ciclo WLTC.
Além disso, o conjunto permite as seguintes rodagens:
Na prática, o SUV da GWM tenta equilibrar eficiência energética com desempenho, algo cada vez mais exigido nesse novo momento da indústria.
Confira:
Mais do que um lançamento pontual, esse modelo é o primeiro desenvolvido sobre a superplataforma ONE, nova base global da GWM. A ideia da marca é simples de entender, mas complexa de executar: usar uma única arquitetura para diferentes tipos de motorização.
Essa plataforma aceita cinco configurações:
Com isso, a GWM ganha flexibilidade para adaptar seus carros a diferentes mercados e momentos da transição energética, sem precisar redesenhar tudo do zero a cada novo projeto.
Segundo a GWM, a ONE pode reduzir os custos de pesquisa e desenvolvimento em até 30% e encurtar o tempo de criação de novos veículos. Isso explica por que a marca fala em mais de 50 novos modelos baseados nessa arquitetura nos próximos cinco anos, espalhados por sete segmentos diferentes.
O SUV híbrido apresentado agora funciona como uma vitrine tecnológica do que virá pela frente — e também como um indicativo de que eficiência vai ser palavra-chave nos próximos lançamentos.
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Outro ponto que ajuda a explicar o consumo e o desempenho é a presença de inteligência artificial integrada à estrutura do veículo. Baseada na arquitetura eletrônica Coffee EEA 4.0, a plataforma permite que a inteligência artifical (i.A.) atue em tempo real em sistemas como powertrain, chassi, cockpit e condução assistida.
A promessa é de aprendizado contínuo e decisões mais eficientes durante a condução, impactando diretamente consumo, segurança e conforto.