Bugatti Chiron tem adaptação bizarra nos EUA

Esportivo de US$ 3 milhões ganhou dois blocos de plástico espetados na traseira para atender a exigências de segurança

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Redação WM1
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Para um veículo ser homologado e vendido no mercado norte-americano, precisa seguir uma série de rígidas especificações de segurança, referentes a aspectos como tamanho dos para-choques e posição de faróis, lanternas e refletores, para citar somente alguns exemplos. São exigências muitas vezes exclusivas dos Estados Unidos, tanto que vários modelos, incuindo o Corolla, têm uma versão exclusiva para venda no pais. Essas exigências, por vezes, acabam determinando que as montadoras lancem mão de algumas gambiarras para poderem vender seus carros na terra do Tio Sam.

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Legenda: Bugatti Chiron adaptado
Crédito: Bugatti Chiron adaptado

A coisa fica ainda mais bizarra se tratando de automóveis exóticos e superesportivos, nos quais o design é tão importante quanto o desempenho - a ponto de não se enquadrarem nos parâmetros estabelecidos para homologação em território ianque. Há exemplos de carros do passado que tiveram, literalmente, de ser desfigurados para que pudesem ser colocados nos showrooms de concessionárias dos EUA, como Lamborghini Countach e McLaren F1. As supermáquinas européias, como é possível conferir nas fotos desta reportagem, tiveram de ser adaptadas, recebendo bizzaros e desproporcionais para-choques na dianteira.

A mais nova vítima é o recém-lançado Bugatti Chiron, supersportivo francês com alma alemã (a Bugatti pertence à Volkswagen) que tem motor W16 de 1.500 cv e preço sugerido de US$ 3 milhões de dólares (cerca de R$ 9,45 milhões na conversão direta).  Fotos estão circulando na internet de uma unidade azul, estacionada em uma concessionária não identificada, exibindo dois grotestos blocos de material plástico grosseiramente parafusados na carroceria de fibra de carbono.

Os “acessórios” obrigatórios viabilizaram a venda do Chiron, mas certamente tiraram um tanto do charme do cupê, que literalmente não tem um para-choque na traseira – para proteger a cara e bela carroceria e o gigante escapamento central esportivo de titânio, ele conta com discretos e frugais sensores de estacionamento.

A adaptação não é mais exigida por lei nos EUA, mas a Bugatti informou que instalou os protetores na traseira por exigência da seguradora, para evitar pequenos danos causados por batidas, até que o Chiron seja entregue ao cliente. As peças, que na verdade formam um conjunto único com o suporte da placa, deverão ser removidas se o dono assim quiser. E deverá querer.

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