Muitos segredos: de Fiat, Jeep e Alfa

Novidades do grupo italiano flagradas rodando em Brasília
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Roberto Nasser
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Alfista Casé me ligou: “o 4C está no autódromo”! Fui tomar chuva na tarde de domingo. Lá, um comboio no circuito brasiliense: Freemonts, Iveco RAM, caminhão tanque para combustível, três protótipos... A camuflagem mascarava os carros para testes. Dentre os produtos estavam aqueles com base no Fiat 500 e plataforma maior, a L, que no México dá base ao 500 4 portas. Um deles será produzido como Jeep em Goiana (PE) pequeno utilitário esportivo.

 

Protótipos estrangeiros, porém com intervenções da Fiat Brasil em traços, adequações e acertos para enfrentar mercados agrestes. O know how da Fiat Brasil é invejável neste quesito.

 

Os veículos rodavam em constância, sem emoção. Disse-me uma das fontes incomodadas no domingo, não era teste dinâmico, mas de resistência, para somar quilometragem. Com equipe italiana carros tem rodado nas estradas brasileiras, e seus motores exudam três vibrações diferentes, de 1.6, 1.8, e pequeno diesel. Outro incomodado dominical lembrou, os carros serão feitos em Goiana e em Melfi, na Itália.

 

 

Diesel, aqui?

Outro consultado escorregou na resposta quando indaguei se, pelo fato de a legislação brasileira permitir o uso de motor diesel em veículos com tração nas 4 rodas, o teste no Brasil do futuro Jeep com pequeno motor diesel, significaria tê-lo em nosso mercado. Contestou com fraca veemência, permitindo imaginar sua produção – além das unidades para exportação à América Latina, pois a usina brasileira será polo de remessa a outros países.

 

Alfa 4C

Ainda no autódromo, Dois engenheiros da Fiat Brasil, técnicos e mão de obra local, e o Alfa 4C. Este, projeto de brilho desenvolvido em tempo recorde, aqui já explicado, é esportivo, motor entre eixos traseiro, 1.8, 240 cv, transmissão automatizada com duas embreagens e seis velocidades.

 

Curiosidade na avaliação do Alfa 4C, produto promocional, feito para manter a marca Alfa Romeo no noticiário, enquanto a Fiat não apresenta um plano para a marca, hoje restrita aos modelos MiTo e Giulietta – de vendas em queda.

Série inicial, definida em 500 unidades, o interesse logo ampliou-a a 1.000, limite para encerrar, como ocorreu com outros Alfa promocionais, os 8C e 8C Cabrio.

 

O 4C foi apresentado no Salão de Genebra, 2011, e provocou celeumas e encomendas, muitas. Em 28 meses o grupo Fiat viabilizou produção na fábrica Maserati, mesclando o fornecimento externo do chassi em fibra de carbono, e construção doméstica do motor 1.750 de quatro cilindros, injeção direta, turbo, fazendo quase 250 cv movendo peso de 900 kg, e da transmissão automatizada.

 

 

Fatores exógenos mudaram os planos. A inimaginada demanda, demonstração de apreço e interesse pela marca, o adiamento de anúncio sobre os planos de negócios para a marca Alfa Romeo, o rendimento, a condução sanguínea, sem frescuras freando a esportividade – e o preço, igual ao de Toyota/Subaru e Porsche Boxster -, aceleraram as encomendas, elevando produção a 3.500 unidades anuais, capacidade da fornecedora dos chassis.

 

A curiosidade do teste de resistência é o novo motor, quatro cilindros, 2.0, 16 válvulas, injeção direta e turbo alimentador, gerando 320 cv, de possível anúncio no mesmo Salão de Genebra, próximo mês, junto com as boas notícias da ampliação da capacidade produtiva dos fornecedores.

 

O piloto italiano aos comandos não dirigia competitivamente, fazia-o com cuidado e afastando riscos. Ao seu lado, outro, on line com a fábrica transmitia dados de reação do automóvel quanto a pressão atmosférica, umidade do ar, rugosidade do asfalto, irregularidades. No 4C, além do motor mais sonoro, chamava atenção a rapidez na troca de marchas.

 

Sem papo o comboio deixou Brasília e, segundo fonte qualificada, média na hierarquia do transporte manual de malas em hotel, foi-se à beirada mineira do Rio São Francisco. Após, Betim e porto.

 

Mercado, novidades    

Ano atípico: fevereiro pleno, Carnaval em março, Copa do Mundo em junho, eleições e Salão do Automóvel em outubro, eventos suspendem lançamentos e detém o mercado. Assim não se podem esperar vendas recordistas – exceto carros comprados com recursos de caixa dois aplicados em campanhas eleitorais, e os caminhões, ônibus, tratores, moto niveladoras oferecidos pelo governo fcaptional como mimos a prefeitos. Resultado, lançamentos se agruparão em abril/maio e julho/outubro, limite ao Salão do Automóvel –, e todas as novidades surgirão antes da mostra. Parte do que vem por aí:

 

Linea 2014 e meio

Quem não tem produto novo, faz festa com versão. Líder há 12 anos, a Fiat encara grande desafio: manter posição, vendas e lucros para reforçar o caixa da matriz italiana, e criar atrações sem ter produtos novos – hoje, tempos, recursos, talentos, totalmente dedicados aos produtos a ser feitos no condomínio industrial em implantação em Goiana, Pe.

 

 

Sem produtos novos, a Fiat mostrará o Linea 2014 e 1/2. Mudanças na dianteira, interior, painel – e motorização contida no 1.8.

 

Maior novidade, mudança de posicionamento do mercado. Deixará de apontar para o Honda Civic – sem chances pela menor distância entre eixos. E focará sobre outro Honda, menor, o City. Dimensões atualmente assemelhadas. Neste, 4,40m em comprimento e 2,55m entre-eixos, mas a próxima geração, a surgir até o final do ano, a medida crescerá 6 cm. No Fiat, respectivos 4,56m e 2,60m. A alteração deve reduzir preço. O City, motor 1600 cm3, 115 cv, transmissão automática de 5 velocidades, topo da lista, sugeridos R$ 64.000. Versão inicial, transmissão mecânica, R$ 50.000.

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