Na China, o novo Santana. Aqui em 2014

Mesmo nome, mas sobre a plataforma do Polo
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Roberto Nasser
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E nasceu, na China, o novoSantana– ou o Santana, de novo. Deu forma ao texto da Coluna em agosto, anunciando a proximidade do surgimento do produto, oportunidade mundial aos países com clientes emergentes, e à cobrança do mercado chinês onde, acredite, vendia muitíssimo bem até pouco tempo.


Explicação simples, o Santana, saído do Brasil depois de largo desenvolvimento e reforços estruturais para enfrentar jogo duro, fez a passagem da China entre as classificações de rústica e emergente, aguentou desaforos de envergonhar Mercedes e Audi. É referência de resistência e continua em produção.


O novo Santana não usa a plataforma antiga, mas a do Polo, igualmente provada, e o automóvel é uma espécie de Logan que fala chinês e falará russo, a linguagem da Índia, do Brasil, afrikaner, turco, países onde economia e mercado impulsionam vendas.


No mercado chinês, usará motores 1,4L e 1,6L, e aqui nova geração, um dos objetivos dos R$ 342 mi emprestados pelo BNDES para produtos novos – Santana e UP!.


Argentina regulamenta carros de pequena produção

Esforço dos deputados fcaptionais Eduardo Amadeo e Paula Bertol, demanda de corajosos empreendedores, necessidade gritante, a Comissão de Indústria da Câmara dos Deputados argentina aprovou o projeto de criação de marco legal para permitir licenciar veículos de pequena produção. Lá chamados de Autos Artesanales. Anda rápido e será apreciado pela Comissão de Transportes. Aprovado, como se imagina, irá a Plenário.


Segundo o deputado Amadeo a regulamentação imediatamente dará partida a 50 empresas, mobilizando 5.000 famílias tanto para o desenvolvimento e construção de veículos quanto para de auto peças específicas.


A situação na Argentina seria curiosa se não fosse trágica. Possui empresas e mão de obra, produz as melhores replicas da América do Sul, mas a atividade foi colocada à margem da lei há mais de dez anos, quando se derrogou a figura dos carros “AFF”- montados fora de fábrica, neologismo para os veículos artesanais e de pequena produção – proibindo fabricação e licenciamento.


Reunidos na ACIARA- Associação de Construtores Independentes de Automóveis da República Argentina – os pequenos industriais tem produção em andamento, vendendo serviços ao exterior, e projetos prontos para dar partida, incluindo um motor argentino.


Para o mercado brasileiro seria bem vinda novidade dispor de veículos especiais, foram banidos de nossa produção. Norberto Rivero, criador do Titania Paneus tem projeto avançado de veículo para disputar o Rallye Paris Dakar – corrido a partir da Argentina –, mas sua viabilização só ocorrerá se houver consumo por mercado interno. Construtores como Pedro Campo – fez o picape Eniak e o esportivo Antique -, com a licença Lotus, com Néstor.


A Argentina contorna o bloqueio produzindo réplicas sobre chassis novos de automóveis de nomeada para clientes europeus e norte-americanos; detém a única a licença de Lotus Seven fora da Inglaterra; produz a Pur Sang, imbatível réplica do Bugatti série 35. Será um novo mercado para a melhor mão de obra especializada no continente.


A volta do Alpine, junto com o Caterham

Há algum tempo Carlos Ghosn, brasileiro que dirige a aliança Renault-Nissan, avisou ampliar o portfólio com duas novas marcas. Uma, superior, com qualidade de Mercedes-Benz. Outra, esportiva, para aproveitar a solidez do nome Alpine, marca assumida – e extinta pela Renault - e representante da França nas corridas nos anos 70. Para esta reunia as condições: demanda de mercado por esportivo, a fábrica construída por Jean Rédélé, mítico criador da marca Alpine, em sua Dieppe natal, e tocou o projeto.


Prático, evitou misturada industrial, pois os processos de produção entre carros de larga produção e uso diferem fundamentalmente dos produtos semi artesanais, onde a intensa mão de obra é charme e pode custar caro. E, engenheiro sabido, queria retomar o DNA da Alpine – o segredo da relação peso-potência. Ou seja, carros leves, motores pequenos, como plotam a ecologia e os governos daqui para a frente.


Foi atrás da Lotus, nascida com este princípio, ao aprimorar a grande referência de pequenos esportivos, o MG TC, transformando-o em Lotus Seven.


A Lotus já não o tinha, passado à sua revenda exclusiva Caterham, mantendo a produção do mito e a disseminá-lo mundialmente. E a Caterham deixou de ser inglesa, assumida pelo malaio Tony Fernandes - da Asia Air, dos negócios de carros e engenharia automobilística Caterham e, até, do time inglês de futebol Queens, parceiro da Renault em torno da Fórmula 1.


Novo negócio, fábrica Alpine, para esportivos Alpine e Caterham, capital meio a meio sob a razão social Société des Automobiles Alpine Caterham. Gestão por Bernard Ollivier, engenheiro, 50, metade deles em vários postos na Renault. A SAAC nascerá em janeiro de 2013, e de produto e produção, apenas especulações e princípios básicos: baixo peso, motor pequeno, performance.


A Renault sinalizou ter o negócio em curso com o movimento feito no Salão de Paris, realizado no último mês de setembro, em torno dos 50 anos do lançamento do Alpine A 110. E no daqui, recém encerrado, a filial se esforçou para arranjar um exemplar do Willys Interlagos, no projeto Alpine A108, para ilustrar seu estande. Acabou com uma recriação, carro novo, e fez festa e mídia.


Roda-a-Roda

Especial – Quer performance, exclusividade, solidez e responsabilidade de construção? A Mitsubishi fez 40 unidades da Carbon Series sobre o Lancer Evolution, aplicando fibra de carbono, material de Fórmula 1 em aerofólio, tomadas e saídas de ar no capô, spoiler frontal, retrovisores, extrator de ar, suporte da placa, bancos, volante, colunas, console, painel de instrumentos.


Não brinca – 10ª geração de um vencedor de rallies, é performático sedã familiar, bem acertado, mecânica liderada pelo motor 2,0L, mais potente do mundo: 16V, injeção, turbo com radiador de ar. 295 cv de potência.


Afinação – Em Catalão, GO, afia as ferramentas para produzir o Lancer. Lá desenvolveu, construiu e aplicou as partes em fibra de carbono.


Começou – Entregas em dezembro, mas no Salão do Automóvel a JAC Motors fechou 120 pedidos para o J2, carro de entrada da marca no país.


De novo – De bem com o governo, inicia novo ciclo: retomou construir fábrica na Bahia; carro menor, o J2 como veículo de entrada, completo. A relação entre peso e potência sugere ser encapetado com motor 1,4L e 108 cv.


Assim, - A JAC olhou para o umbigo e marcou cimentar a pedra fundamental em 29 de novembro. Data da votação de carro e moto do ano pela Abiauto, associação dos jornalistas especializados, o que baixará o RSVP.


Horror – A Peugeot transferiu 75% de suas ações na GEFCO, sua empresa de logística, para a SSC Russian Railways. A russa assumirá transportar carros da PSA e da GM, sua associada. No negócio a PSA entesourou 900 mi euros. 100 mi de participação nos lucros e 800 mi pela transferência das ações.


Negócio – Iveco e Larimar, italianas, associaram-se na África do Sul para produzir caminhões e ônibus e exportar para o Continente. A Larimar, líder como transportadora rodoviária de passageiros e construtora de carrocerias de ônibus, desenvolveu tecnologia para os IVECO suportar as difíceis condições. 7.000 caminhões e 1.000 ônibus/ano.


Felino – Revendas Peugeot já vendem o novo 308 com o polivalente motor 1,6L turbo de projeto BMW, fazendo 165 cv e torque máximo de 24,5 kgfm a 1.400 rpm, atracado a câmbio automático sequencial com 6 velocidades.


Caiu – Passeando na beira do telhado, o Prisma caiu e industrialmente foi substituído pelo Chevrolet Ônix. Comprar unidade no estoque? Discuta preço.


Prêmio – Bom humor no comparativo com a concorrência deram visibilidade, crescimento de vendas, e prêmio à Nissan e sua agência de propaganda Lew’LaraTBWA. Quer ver?


Maldito - Curiosamente o filminho Pôneis Malditos, mais lembrado na proposta corajosa bancada por Murilo Moreno, diretor de marketing, foi segundo prêmio.


Hora de ir – Opinião pessoal, usuário de tração nas 4 rodas e reduzida, para vencer dificuldades e terra, areia, lama, cursos d’água, o engranzamento deve ser direto, sólido, confiável, viril. Oposto ao oferecido por botõezinhos, alavanquinhas, pitoquinhos, acionando motores, relês, conectores, ligações com a central elétrica, terminais, uma renca de coisas, boas para explicar porque não funcionaram na hora requerida.


Solução – Empresa de Itumbiara (GO) criou sistema mecânico, sequencial, com alavanca e tirantes para Ford Ranger, Land Rover, S10, Mahindra e permite engatar e desengatar em segundos, ao contrário dos outros. Não há para Mitsubishis, montadora mais próxima de sua sede. Razão simples: do ramo, não usa botões. Interessado? Quer ver? Clique aqui


Sem freios – Os brasilienses, fortes com a maior renda per capita do país, R$ 1.318 x R$ 688, são frágeis em poupança e hoje com dívida individual recordista R$ 531, 122 % acima da média nacional. Em segundo os goianos, R$ 352/habitante.


Porque - A estabilidade e bons salários do serviço público recebem maior facilidade de serviços financeiros. Em cheques, o brasiliense é inadimplente em 3,28%, no país a média é 15%.


Bom negócio – Papai Noel chegou antes para a Mercedes: vendeu 2.102 veículos entre caminhões Atego 1725 4x4 para o Exército e Marinha; e 400 ambulâncias Sprinter para o SAMU.


Coração – É mineiro o coração do caminhão coreano Hyundai 78 montado em Anápolis pela CAOA, conta o engenheiro Enrico Vassalo, presidente da FPT Industrial. Capital Fiat, mas está para negócio, vendendo a terceiros motores diesel e câmbios. Os motores são série Euro V.


Nacionalização – Para garantir índice de nacionalização e fácil reposição de peças, a chinesa Sinotruck pediu à gaúcha Fras-Le desenvolvesse pastilhas e lonas de freio para seus caminhões.


Patriotismo – O país se equilibra na perigosa decisão de garantir o abastecimento de gasolina, importando mais e pesando a balança comercial, ou segurá-la restringindo o fornecimento no fim do ano.


Problema – Questão é, em frota nova, de carros flex, o caro etanol não motiva o consumo, e aumenta o de gasolina, com produção inferior à demanda, e provoca importar, piorando a má relação entre exportações e importações, e a redução na produção interna de gasolina.


Solução - Na prática o negócio é o seguinte: quer afastar o risco do desabastecimento; melhorar a balança de pagamentos; ser patriota? Use álcool. É caro porém é melhor para a sua tranquilidade. A que ponto chegamos.


Crença – Parece pouco provável que o governo queira corrigir Petrobrás e balança de pagamento ao final do ano. Os índices econômicos são ruins e penalizar contribuinte nas férias, com racionamento e filas é montar vidraça com vidro fino.


Melhor – Vinicius de Moraes, outro, gaúcho de Sertões, 35, Melhor Motorista de Caminhão do Brasil 2012, sobre 47 mil concorrentes em concurso da Scania. Para ser aplaudida, na prática é curso e motivação para fazer de tantos concorrentes divulgadores de boas práticas de condução.


Gente – Juliana Cabrini, jornalista, mudança, como informou a Coluna passada. * Na Nissan saiu de comunicação e para relações corporativas. * Em seu lugar, Marcelo Norberto Rodrigues, jornalista, fará ligação com imprensa. * Celso Estrella, ecologista, assume responsabilidade social. * Funcionarão no Rio de Janeiro, onde a Nissan se instala a 150 km da fábrica que constrói em Resende. * A marca japonesa terá alguma ascendência cigana: sua administração passou por S. Paulo, Curitiba e, agora – ou por enquanto, - Rio ... *Ford. Novos produtos, novos prêmios.

A Ford Mercosul trocou dois produtos neste ano. Reviu o pequeno utilitário esportivo EcoSport, líder de vendas por década, mudou totalmente o picape Ranger. Projetos globais, desenvolvidos em comum por centros de excelência e design da companhia, para mercados regionais e presença mundial.


A coragem da mudança em linhas e sobre tudo em motores – e no caso do Ranger é tudo novo, sem aproveitamento do chassis – e os ganhos obtidos provocou diversos júris de jornalistas especializados premiar os novos Ford.


O EcoSport, reassumindo liderança de vendas no segmento, foi eleito melhor SUV do ano pela argentina PIA – Periodistas de la Indústria Automotriz - em soma surpreendente: 79 votos. Range Rover Evoque 29, Audi Q3 21.


Na Europa, júri de profissionais de imprensa deu ao Ranger o prêmio de Picape Internacional do Ano 2013. Após extensos testes em campo de provas, uso dentro e fora de estrada, conforto, estabilidade e capacidade off road, conseguiu 47 pontos, mais que a soma dos segundo e terceiro colocados, o Isuzu D-Max e VW Amarok.


Na Argentina o PIA e seus 200 participantes, deram ao Ranger primeira colocação – 99 pontos. Mais que a soma de todos os demais concorrentes. 2º VW Amarok – 23, 3º. Chevrolet S10 – 22.

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