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Nelson Piquet
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- A dupla composta por Fernando Alonso e Renault chegou a tal nível de entendimento e desempenho que jogou o GP de Silverstone em um marasmo de fazer gosto. O Schumacão e o Raikkonen bem que tentaram, mas tiveram que se contentar em completar o pódio reclamando de falta de velocidade final. A grande verdade é que, além da velocidade final, a Renault está tendo tempo de testar e usar novas modificações amortecedor interno do bico do carro para melhorar ainda mais, enquanto os outros estão tendo de correr atrás do prejuízo. Uma situação sem dúvida menos confortável e que acaba refletindo nos resultados.

Mas não podemos falar só dos carros, sem mencionar os pilotos. Basta para isso ver que Renault, Ferrari e McLaren repetiram a mesma ordem do pódio nas 4ª, 5ª e 6ª colocações. Marcaram pontos ainda, em 7º e 8º, os dois carros da Sauber BMW. O resto, de Honda a Toyota, passando por Williams, Red Bull, Toro Rosso e MF1 que os rumores dizem que será vendida para um grupo holandês de internet, os Lost Boys, estão ainda em busca de entrar no trilho da competitividade. É essa luta silenciosa, travada muito mais nas preparações, que fazem a F1 ser o que é: uma disputa sem fim e permanente.

Acelerando fundo

O final de semana de início da Copa do Mundo teve concorrência brava em tudo que é esporte: Fórmula 1 mais uma vitória do Alonso, prova in port na Volvo Ocean Race em Rotterdam mais uma vitória do ABN Amro 1 de Mike Sanderson e final do tênis em Roland Garros não, não foi mais uma vitória do Fcaptioner; dessa vez ganhou o Nadal. Mas o futebol andou tão ruim neste início que todos esses eventos tiveram presença maciça de público e sucesso nas transmissões.

Nas duas provas da GP2 em Silverstone, duas vitórias mais para o inglês Lewis Hamilton, que agora disparou na liderança, com 22 pontos de vantagem sobre o Nelsinho, que fez 4º e 6º no final de semana. Um final de semana que começou prometendo, com o Nelsinho mais rápido, mas que depois foi "ladeira abaixo" por uma série de pequenos problemas. No próximo, a coisa muda.

Helinho, o texano

Na 6ª corrida da temporada, a prova noturna da Fórmula Indy no Texas, o Helinho Castroneves venceu pela 3ª vez no ano. São 50% de vitórias, que colocaram o brasileiro firme na liderança do Campeonato, 22 pontos à frente do neozelandês Scott Dixon, que terminou em 2º. O maior líder da prova, o inglês Dan Wheldon, terminou em 3º depois de alguns problemas nas paradas de box. Aliás, a vitória do Helinho foi uma combinação de velocidade na pista com uma superparada de box, sinal já marcante da Equipe Penske.

Os outros brasileiros, Vitor Meira, Tony Kanaan e Felipe Giaffone, ficaram, respectivamente, em 6º, 7º e 16º. As grandes diferenças desta para as outras provas no Texas nos anos passados foram as modificações técnicas, principalmente nos pneus, que fizeram com que não seja mais possível andar tanto tempo lado a lado por toda a volta. Com isso, o pessoal anda mais cauteloso, arrisca menos e acaba batendo menos também, mas aumenta a reclamação da turma que gosta é de ver espetáculos fortes. Não dá para contentar todo mundo.
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Nelson Piquet é tricampeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro campeão da Era Turbo da competição. Participou de 204 provas, com 23 vitórias. Atualmente se dedica à administração de suas empresas e à carreira esportiva do filho, Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho, além de ser colunista do WebMotors.

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