Renault derrota a maré vermelha

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Nelson Piquet
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- Ufa! Finalmente o Campeonato Mundial de F1 começou. Assunto, diversão e entretenimentos garantidos por 18 rodadas e até outubro deste ano. Ainda mais com essas regras novas de classificação aprovadas e aplaudidas por todos que deram uma bela movimentada em tudo, além de fazer surgir mais algumas boas opções táticas.

Até mesmo a TV se coçou e agora podemos ver os treinos de sexta feira ao vivo, realmente alguma coisa que há muito se esperava. Só falta agora, a rigor, transmitirem também a entrevista oficial dos três primeiros colocados. Mas a primeira prova da F1, além de confirmar a boa forma do campeão de 2005, mostrou uma invasão da cor vermelha como nunca se viu.

Só mesmo a Renault e a Williams não usam. O resto abusa em quantidades diferentes. A original Ferrari mostrou que o vermelho pode mesmo ser a cor da moda outra vez com uma bela prova do Schumacão. A McLaren também mostrou força e a Honda quase, quase. As três sofreram com o desnível entre os seus pilotos. Quem mostrou uma recuperação bem interessante foi a Williams, colocando dois carros nos pontos e revelando o filho do Keke Rosberg.

Aliás uma ação que mostra como é importante a renovação e quanto pode um piloto jovem, talentoso e barato. Os suspeitos de sempre Rubinho, Schumaquinho, Villeneuve e um pouquinho o Massa tinham, como sempre, mais explicações do que coisas concretas para apresentar. Semana que vem, em outro circuito bom de ultrapassagens, tem mais.

Acelerando fundo

O que se viu mais no GP do Bahrain além da cor vermelha que, me esqueci de dizer, está também no bico e no suporte da câmera do santantônio na
Renault foi uma variedade tática difícil de ser adivinhada com antecedência e que ainda vai ser muito explorada. Que beleza.

A Rede G continuou com os RBR e os STR da vida. Acho que poderiam melhorar e o GB e o RL deveriam chamar os carros na ordem que chegaram ao fim de R, F, ML, H, ML, W, W e RBR. Hehe...

A Bridgestone deu um salto em relação ao ano passado e, depois de 1º e 2º na classificação, conseguiu, além do 2º lugar com a Ferrari, o 6º e o 7º com a Williams-Cosworth e a volta mais rápida da prova, outra vez com a Williams.

A Michelin, aliviada com o menor número de clientes que tem para atender, tem pela primeira vez em um ano uma ameaça à sua hegemonia.

Volvo Ocean Race no Rio

Depois de 20 dias percurso Wellington-Rio de disputa, os quatro primeiros colocados chegaram ao Rio na madrugada de domingo, separados por menos de 5 horas. A rigor, apenas o papa-tudo ABN Amro 1 estão parecendo o Schumacão de uma época ou o Valentino Rossi do ano passado chegou destacado 4 horas à frente do 2º, enquanto os outros 3 chegaram em um espaço de 50 minutos. Pela ordem: Piratas, seguido pelo ABN Amro 2 com o brasileiro Lucas Brun a bordo e pelo Brasil 1 Qualcomm/Vivo/Nívea/Apex/HSBC/Motorola, que ficou decepcionado com o resultado. Afinal, depois de percorrer quase 15 mil quilômetros a distância que devem ter percorrido com todas as manobras que tiveram que fazer nos ventos contrários, perder o pódio por apenas 19 minutos pode parecer ruim.

Mas, como em qualquer corrida, é preciso descobrir o real motivo para isso ter acontecido e partir para a próxima, já que a prova de volta ao mundo ainda tem muito pela frente e o Rio pode ser considerado como apenas metade do caminho.

O domínio dos barcos ABN mostra que de novo, como em qualquer competição a preparação meticulosa é mais um detalhe importantíssimo para as vitórias. Ao lado disso, então, é que se constrói um barco veloz, que se aproveita mais as variações do clima e se motiva mais uma tripulação. Um nunca funciona sem o outro.
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Nelson Piquet é tricampeão mundial de Fórmula 1 e o primeiro campeão da Era Turbo da competição. Participou de 204 provas, com 23 vitórias. Atualmente se dedica à administração de suas empresas e à carreira esportiva do filho, Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho, além de ser colunista do WebMotors.

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