Sem preconceito nos EUA

Americanos apóiam mulheres que desbravam universo masculino
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Ana Beatriz
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- Vendo pela tevê a última corrida da Stock Car, em Tarumã, a ultrapassagem do Marcos Gomes em cima do Ricardo Maurício me fez lembrar do passado.

De pneus novos, o Marcos estava mais rápido, ultrapassou o Ricardo Maurício por fora nas curvas 1 e 2, chegou na vantagem na curva 3.

Eu tentei fazer a mesma coisa justamente com o Marcos Gomes, correndo lá, na Fórmula Renault Brasil em 2005. Ele me jogou no mato na curva 2.

E o Ricardo Maurício, que está na disputa do título da Stock Car com ele, deixou o Marcos passar...

Por estarem disputando o título, achei que o Ricardo foi muito bonzinho. Talvez se tivesse visto o vídeo da minha corrida antes...

Não foi a primeira vez que coisas daquele tipo aconteceram comigo. Aquele episódio com o Marquinhos foi algo muito decepcionante, pois nos tirou a chance de disputar o título do campeonato da Fórmula Renault naquele ano. A situação ficou tão ruim que ele abandonou o campeonato.

Desde o kart, aprendi a lidar com as batidas. No começo, chorava, depois fui amadurecendo e comecei a revidar. A partir daí, as coisas melhoraram muito. Após vencer dezenas de corridas, fui ganhando meu espaço e o respeito dos machões.

Muitas pessoas me perguntam se nos Estados Unidos é diferente ou se os meninos, por não me conhecerem, me caçam dentro da pista. Também achei que iria enfrentar uma barra para conquistar o respeito dos pilotos da Firestone Indy Lights, mas me surpreendi com a atitude deles.

Acho que porque várias mulheres correm nos EUA, porque a Danica Patrick abriu a mente de todos, e também porque evoluí no meu aprendizado durante o ano todo, não tive nenhuma dificuldade com preconceito neste ano.

Pelo contrário. Fui bastante reconhecida e estimulada. Os americanos apóiam muito as mulheres, principalmente as que estão desbravando o universo masculino, inclusive do automobilismo.

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Ana Beatriz Bia Figueiredo - contato@biafigueiredo.com – é estreante da Indy Lights em 2008. Em sete corridas, no primeiro semestre, tornou-se a primeira mulher a subir ao pódio da categoria de acesso à IndyCar - em terceiro lugar no circuito de rua de Saint Petersburg e no circuito oval Iowa Speedway - e também a primeira a terminar entre os top five em Indianápolis, em quinto lugar. Primeira no mundo a vencer na Fórmula Renault e a conquistar a pole position na categoria principal da Fórmula 3 Sul-Americana, a piloto brasileira corre na Indy Lights com a tricampeã equipe Sam Schmidt Motorsports, patrocinada por Healthy Choice, WebMotors, Svelte e Bardahl, com apoio da Puma, OMP e Bell, e é empresariada por André Ribeiro e Augusto Cesário.
www.biafigueiredo.com

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