Mecânicos de velocidade

Cotidiano de uka equipe que trabalha focada nos ajustes finos dos seis carros da Copa Renault Clio
  1. Home
  2. Salões
  3. Mecânicos de velocidade
Oficina Brasil
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

– Gostar muito da profissão. Esta frase é dita em uníssono quando se pergunta o que um profissional precisa ter para ser um mecânico de competição na Copa Renault Clio. Argumentos para sustentar a resposta não faltam. Assim como o brilho de satisfação nos olhos dos mecânicos quando comentam as conquistas e boas colocações dos pilotos para quem preparam os veículos.
Com 12 equipes inscritas, a Copa Renault Clio iniciou a temporada no mês passado, em Curitiba, cidade sede da montadora que dá nome à competição, com um novo motor 2.0, 16 válvulas, de 150 cv de potência. Este mês, a etapa ocorre em São Paulo, no segundo domingo, 11, em pleno Dia das Mães, e, para não decepcionar nenhuma matriarca, os mecânicos da equipe Paioli Racing, de São Paulo, arregaçam as mangas logo que o carro chega ao box, ao término da corrida.
"Fazemos uma série de medições e anotamos a calibragem do carro, para ter como parâmetro comparativo", afirma Ricardo, mecânico líder, que está na equipe há 10 anos, dos 26 de profissão. Considerado “segredo de Estado”, o caderno com as anotações dos ajustes dos carros dos seis pilotos da equipe é guardado a sete chaves.
Depois de embarcar os veículos, o trabalho se concentra na oficina, localizada nos arredores do autódromo de Interlagos, em São Paulo, onde são feitos os ajustes necessários para deixar os carros prontos para a próxima etapa. "Fazemos um check-list completo no veículo para deixá-lo pronto para voltar à pista", diz La Fuente. O check-list é composto por 34 itens: desde a limpeza geral do carro ao exame de buchas do volante, cabos de acelerador, embreagem, bateria etc.
Experiente, La Fuente já trabalhou como mecânico em oficina de veículos de passeio e diz que a satisfação é tão grande que não troca mais as pistas de competição pelo conforto da oficina de rua. "Não temos um horário fixo de trabalho, como eles, que entram às 8h, trabalham até as 18h e voltam para casa. Nossa rotina é diferente, pois somos os responsáveis em colocar o carro na pista, não importa o que aconteça", afirma.
Corre-corre
A correria maior ocorre, no entanto, durante os quatro dias de prova. "É um período que se descansa só quando o carro fica pronto para ir à pista", afirma a gerente administrativa da equipe Paioli, Celsa Bermello, mãe da piloto Graziela Paioli, a Zizi, filha do chefe da equipe, o também piloto Marcos Paioli.
O mecânico Júnior Robson, mais conhecido como Diego, de 35 anos, 22 deles na profissão, conta com satisfação os perrengues da profissão. "Na pista, você está sujeito a tudo. Quando ocorre de o motor quebrar durante o treino, a equipe roda 24h se precisar, para pôr o carro na pista. Não tem folga", conta ele que, apesar de toda a correria do trabalho, é casado e diz não enfrentar problemas com a &lsquopatroa&rsquo.
Mecânico de competição desde 1986, Diego conta que começou na profissão como ajudante, varrendo chão, limpando e carregando peça para os mecânicos oficiais. Movido pela curiosidade, confessa que nunca freqüentou nenhum tipo de curso e que a ascensão na profissão ocorreu de forma natural, pois se apaixonou pelo trabalho.
Renato Caires, de 36 anos, também com 22 de profissão, é outro mecânico experiente da equipe Paioli Racing. "Antes eu pensava que amava a profissão, hoje eu sei que amo muito mais", diz ele ao se referir ao ofício. Para ele, satisfação é quando vê o carro que trabalhou se destacar na pista, "virando o melhor tempo". "Quando isso acontece sei que fiz o meu melhor e isso é muito gratificante", conta.
Caires diz que não sossega até ver o carro acelerando na pista e que o grande desafio da equipe é conseguir a melhor regulagem de suspensão e alinhamento do Clio, uma vez que todos possuem o mesmo motor, preparado pela Sérgio Performance. "Pelo regulamento da competição não podemos mexer em nada no motor, que é totalmente lacrado, inclusive a vareta de medição do nível do óleo", afirma Diego, ao revelar ainda que os motores são trocados a cada duas provas.
O pernambucano Rafael de Oliveira, de 25 anos é o caçula da equipe. Prata da casa, chegou em São Paulo há cinco anos e deu sorte: ao passar em frente ao autódromo prometeu para si mesmo que um dia iria assistir uma corrida. "Dias depois surgiu a oportunidade de trabalhar com Paioli, por meio de uma indicação, para ser assistente de equipe, durante as provas", conta Oliveira.
A equipe de mecânicos da Paioli é formada por sete profissionais fixos - os já citados Ricardo La Fuente, Diego, Renato Caires e Rafael de Oliveira, mais Érico De Lucca, Marco Aurélio e André Briola - e um assistente que participa somente nos dias de competição, para buscar peças, ferramentas e executar tarefas simples, como encerar o carro e manter o box arrumado.
Patrocinado por empresas como Mara Embalagens, Embalagens Santa Inês, De Rosa Siqueira Consultores, Dayco, JVN Distribuidora de Autopeças, GRSA, Home Care Medical, Stecsoft, Eurofarma Labarotórios, Nutrlline, Skill Segurança, Health Serv, Guima Conseco, Perusin Jeans Sportweare e Pimenta Doce o custo de manutenção da equipe gira em torno de R$ 18 mil por etapa, por veículo. "Isso quando não ocorre nenhum acidente", afirma a gerente administrativa da equipe, Celsa Bermello.

Gosta de esportivos?
Então veja aqui em nossos estoques a melhor oferta para você:

Chevrolet S10

Lamborghini

Porsche

Ferrari

Leia também:

Leia mais sobre o mundo do automobilismo!

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors