As mulheres que encantam com sua velocidade

Veja quem são os destaques nas pistas do Brasil e do mundo. Uma matéria especial em homenagem à Semana da Mulher
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- Quantas vezes já não foi dito que lugar de mulher é no tanque, no fogão, cuidando de filho e esperando o marido todas as noites voltar do trabalho? A visão machista de mundo em relação ao “sexo frágil” vem caindo ano após ano, dia após dia em diversos segmentos da vida cotidiana e inclusive nas ruas e no automobilismo.

Nas ruas já é um pouco comum vermos mulheres como motoristas de táxi, ônibus, vans e nas pistas as pilotos tem em algumas corridas disputado em igualdade de condições com os homens. É bem verdade que ainda não tivemos uma mulher campeã mundial de Fórmula 1, Indy ou em outra categoria top, mas elas estão presentes encantando os torcedores não apenas por sua beleza, mas também pela garra e competência.

Na história do automobilismo mundial, já tivemos alguns ícones femininos, como Helle Nice, que fez sua carreira na década de 30 do Século passado, tendo inclusive atuado no Brasil, no famoso Circuito da Gávea e também disputado uma competição em São Paulo, no circuito do Jardim Paulista. Sua passagem por terras paulistanas acabou resultando num sério acidente, que a levou para o hospital por dois meses, ficando durante os três primeiros dias em coma. Na oportunidade, outras quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas. Até hoje não se sabe ao certo qual teria sido a causa deste acidente, se um soldado atravessou a pista inadvertidamente ou se algum espectador atirou algo na pista, fazendo com que ela perdesse o controle de seu Alfa-Romeo a cerca de 160km/h.

O nome de Helle Nice acabou se tornando marcante para as pessoas daquela época, tanto que no final daquela década e nas seguintes, tivemos o nascimento de muitas “Helenices” em homenagem a piloto, que depois de recuperada, voltou para a Europa, ainda tentando retomar sua carreira, mas uma acusação nunca comprovada de colaboração com o regime nazista de Adolf Hitler, acabou colocando um ponto final em sua aventura no automobilismo. Ela faleceu em 1984 aos 84 anos de idade.

Na Fórmula 1 a pioneira foi Maria Teresa de Fillipis, que disputou corridas entre os anos de 1958 e 1959, com carros da Maserati e da Porsche. Porém, não se pode falar de mulheres no automobilismo mundial sem citar o nome de Maria Grazia Lombardi ou Lella Lombardi.
Lella nasceu em 26/03/1943 em Frugarolo, na Itália e começou sua carreira em 1965 em corridas de turismo e subida de montanha, muito populares na Itália. Depois ela passou para as Fórmulas 850 e 3 no mesmo país onde obteve bons resultados. Entre 1971 e 1973 Lella atuou na F3 européia, com uma rápida passagem pelo Brasil, em 1972, onde atuou nos 500km de Interlagos recebendo a bandeirada na 11ª posição. A sua chegada à Fórmula 1 aconteceu em 1974, mas seu maior momento foi no trágico Grande Prêmio da Espanha de 1975, quando na pista de rua de Montjuich, em precárias condições de segurança os pilotos foram obrigados a competir e acabaram acompanhando um dos momentos mais tristes da categoria, com o acidente provocado pela queda do aerofólio traseiro de Rolf Stommelen Lola que forçou o encerramento prematuro da corrida na volta 29. No acidente, cinco espectadores morreram e a pista localizada em um parque dentro da cidade de Barcelona nunca mais foi usada. Porém, no meio daquele cenário triste, Lella ainda teve algo que comemorar, com a conquista de meio ponto e com o fato até hoje não superado de ser a única mulher a pontuar em uma corrida da categoria. Lombardi ainda disputou mais algumas provas na F1 e depois se dedicou a outras competições, obtendo destaque com uma vitória nas 6 horas de Mugello de 1981 ao lado de Giorgio Francia. Sua carreira chegou ao fim no final da temporada de 1985. Maria Grazia faleceu a 03/03/1992 vítima de câncer.

Depois de Lella ainda tivemos tentando a sorte de se classificar para uma corrida, mas sem obter sucesso as pilotos Desirèe Wilson, Divina Galica e Giovanna Amati. Esta última tentou disputar algumas corridas na temporada de 1992 pela Brabham sem obter sucesso.

No mundo, fora da Fórmula 1 ainda tivemos e temos as seguintes pilotos: Lynn St. James com várias participações nas 500 milhas de Indianápolis, Katherine Legge, Vainina Ickx, Michéle Mouton, Tamara Vidali, Susie Stoddart, Milka Duno, Sarah Fisher primeira piloto a obter uma pole positon na IRL, em Kentucky 2002. No mesmo ano ela foi segunda colocada na prova de Homestead e Danica Patrick, que além de causar furor entre os homens com sua beleza, tem chamado a atenção por sua pilotagem nos carros da Andretti Green. Outra mulher que se destacou foi Jutta Kleinschmidt, vencedora do Dakar em 2001.

No Brasil

As mulheres também conquistaram seu espaço no automobilismo nacional. No passado tivemos nas figuras de Maria Cristina Rosito e Suzane Carvalho. Rosito, que é natural de Porto Alegre RS, começou aos 14 anos no kart e aos 16 já tinha permissão para atuar em corridas de monopostos. Sua carreira acabou sendo voltada para os carros de turismo, onde obteve algumas vitórias. Já a carioca, que veio de uma família de artistas, decidiu voltar-se para as corridas em 1989, quando encontrou um anúncio sobre vagas em escolas de pilotagem em um jornal. Dali em diante sua carreira revelou-se uma história de sucesso com títulos no kart, e na F3 Brasileira e Sul-americana onde foi campeã da classe B. Ela também atuou na F-Ford, F-2000 Canadense e Italiana e na antiga Indy Lights. Atualmente Suzane está afastada das pistas, mas coordena um centro de treinamento de pilotos.

Além desta temos como figuras importantes Fernanda Parra, Sheren Bueno, Ana Lima, Débora Rodrigues e Ana Beatriz Figueiredo, também conhecida como Bia Figueiredo. A paranaense Débora Rodrigues nascida na cidade de Paraíso, foi frentista de posto, recepcionista, babá, militante sem-terra, motorista de ônibus e de caminhão e é justamente com os veículos pesados que ela tem se destacado, pilotando os modelos da Volkswagen ao lado de seu marido, Renato Martins. Rodrigues é mãe de três filhos, o mais novo deles nasceu há pouco menos de dois meses e Débora já voltou a pilotar após um ano afastada devido a gravidez.

Bia Figueiredo começou no kart aos oito anos de idade, quando revelou sua paixão por corridas e contou com a ajuda de seu pai e do preparador “Nô”. Em 1994 ela começou a escalar os degraus do kartismo e em 2000 se tornou vice-campeã paulista, além de ter sido escolhida como a piloto mais combativa. No ano seguinte ela foi pole e vice-campeã no Troféu Brasil. Em 2002, mais um vice-campeonato, desta vez no Brasileiro da categoria. Em 2003 ela estreou na F-Renault e em 2005 ela obteve três vitórias, as primeiras de uma mulher nesta categoria em todo o mundo em Campo Grande, Vitória e Tarumã. Em 2006 ela obteve uma pole na F3 Sudam e mais cinco pódios e no ano passado ela tentou a sorte na Inglaterra, além de ter tido a chance de participar como “rookie”da corrida da China pela Equipe Brasil da A1GP. Neste ano ela estará nas disputas da Infiniti Pro Series, a porta de entrada para a Indy. Bia defenderá a Sam Schmidt Motorsports.
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