Depois de lançar a nova RAM 1500 no Brasil e pelo mundo no fim do ano passado, a marca de picapes da FCA, agora pertencente ao Grupo Stellantis, tomou outra decisão: cancelar o modelo ainda menor que pensava em lançar em mercados grandes e emergentes - este como o brasileiro - que poderia até reviver o nome Dakota utilizado por aqui entre o final dos anos 1990 e começo da década de 2000.
As informações são do site GM Authority. De acordo com a publicação, o cancelamento aconteceu logo após a fusão dos grupos, mas não existe um motivo oficial para tal decisão - fontes ligadas à empresa garantem que o maior deles foram os custos de produção. Vale destacar que uma nova Dakota teria espaço no Brasil, em um segmento que cresce com modelos cada vez mais luxuosos.
O desenvolvimento da picape na prática não seria tão difícil. Ela seria feita sobre a plataforma do novo Jeep Wrangler, ao lado da já existente Gladiator. Já estava até confirmado que seu nome seria Dakota, utilizado pela última vez lá fora em 2011. As projeções da Motor Trend abaixo mostram como poderia ser a nova geração do modelo.
O motor poderia ser o mesmo da picape do Wrangler: um V6 de 3,6 litros a gasolina capaz de gerar 289 cv e 35,9 kgf.m de torque ou mesmo um V6 turbodiesel 3.0 de 264 cv e 61,2 kgf.m - ambos mais fortes que os de Amarok e Hilux, duas das atuais picapes médias no Brasil que oferecem esse tipo de motorização de seis cilindros por aqui. O câmbio seria automático de oito marchas com tração 4x4.

Fontes ligadas à FCA no Brasil devem estar decepcionadas com a decisão. Alguns executivos da montadora, de forma oficial, já chegaram a comentar que havia planos de se produzir e vender o modelo por aqui.
Agora, sem a tão esperada nova Dakota, as únicas opções de picape do conglomerado Stellantis serão Fiat Strada e Toro, a futura Peugeot Landtrek e as RAM 1500 e 2500 - destas duas, só a menor pode ser guiada por quem tem CNH da classificação "B".
