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Balões ajudam nos testes

Nível de segurança não se igualará ao da aviação, mas serviu de inspiração
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Fernando Calmon
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Evitar pequenas batidas no dia-a-dia é o primeiro passo para, no futuro não tão distante, os automóveis estarem livres da maioria das colisões. O nível de segurança não se igualará ao da aviação, mas sem dúvida serviu de inspiração. O Volvo XC60, crossover utilitário recém-lançado no mercado brasileiro, tornou-se o primeiro no mundo a oferecer um dispositivo evoluído anticolisão de série. Utiliza radar a laser e freia o veículo por conta própria, proporcionando parada total. Funciona até 30 km/h e, de forma inteligente, permite pequenos desvios ao volante, sem entrar em ação de modo desnecessário. Numa segunda fase poderá detectar também pessoas.

A Ford, ainda dona da Volvo, vai oferecer sistema semelhante para o novo Taurus e o Lincoln MKS em meados do ano. Mas o veículo não vai frear por si só em razão da atual legislação americana. No entanto, as dificuldades para calibrar o sistema e executar testes de validação são iguais. Entre os problemas do desenvolvimento estava a criação de obstáculos que permitissem simular o tempo de reação do motorista e conferir se o alarme cumpria a função de avisá-lo tempestivamente sobre colisão iminente.

Em laboratório foi fácil fazer simulações. Porém, colocar pilotos de teste para verificar tudo isso se tornava fundamental. Sem a ajuda deles não haveria como obter a homologação final. Utilizar como “alvo” outro carro elevaria os custos, além de aumentar os riscos para o piloto. A empresa encontrou a solução, aliando segurança à precisão: mandou construir uma dúzia de balões de ar que simulavam veículos em formatos diferentes. Pesando cerca de 20 quilogramas cada um e resistentes a várias batidas, pôde assim avaliar a precisão do radar e providenciar os ajustes necessários.

Colisões verdadeiras contra os balões, naturalmente, fizeram parte dos testes. Mesmo pilotos profissionais encontraram dificuldade inicial em se adaptar. Eles tinham de investir contra um obstáculo semelhante a um automóvel verdadeiro, ao contrário da reação intuitiva de frear ou desviar que acompanha qualquer um desde quando começou a dirigir. Alguns, na primeira experiência, frearam quando não deveriam frear.

Graças aos balões não ocorria desaceleração importante ao colidir o veículo de teste, isto é, o piloto não era jogado para frente e retido pelo cinto de segurança. Foi um bom meio de observar o que se passava instantes antes do impacto. Simulando a distração do motorista – muito comum no trânsito como causa de acidentes –, verificou-se que, apesar de o alarme tocar, ainda ocorria um atraso para pisar no freio.

Surpreendentemente, o impacto chegava mais rápido do que o previsto e exigiu uma calibração fina do sistema. Tanto que, no caso da frenagem automática, o Volvo XC60 consegue, até 15 km/h, parar completamente antes de se chocar com outro veículo. Entre 15 km/h e 30 km/h, a severidade da batida e os danos decorrentes são bem menores.

Um dispositivo como esse, claro, interessa bastante às companhias de seguro. A empresa sueca, cujo sistema batizou de City Safety, acredita que o proprietário consiga uma redução no prêmio entre 15% e 30%.

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