Batemos o March e o Duster

Confira o resultado dos Ensaios de Impacto com os novos da Nissan e Renault
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Cesvi Brasil
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A vizinhança do CESVI já começou a encomendar seu tapa-ouvido. Isso porque, este ano, o movimento está mais intenso na pista de crash-tests do centro de pesquisa. Quatorze veículos já haviam passado pelos ensaios de impacto do CESVI ao longo de 2011. E as novidades têm parada certa por aqui.

Nos últimos dois meses, batemos o primeiro japonês popular do Brasil: o Nissan March. Também voltamos aos ensaios de impacto com SUVs “Sport Utility Vehicles”, levando o Renault Duster para nossa pista de crash-tests. Confira a seguir como foram os comportamentos desses carros nos estudos do CESVI.

NISSAN MARCH

Primeiro modelo derivado da nova Plataforma V de “versátil” da Nissan, o March é um hatch compacto desenvolvido numa tentativa da marca de levar “inovação japonesa para todos”. Traduzindo, é a primeira vez que o consumidor brasileiro tem acesso a um veículo japonês que pode ser considerado “popular”, numa tentativa de combinar oferta de tecnologia com preço acessível.

O desempenho do March nos ensaios de impacto pode ser considerado “intermediário”. Não ficou entre os piores, mas está distante dos melhores resultados, como reflete sua classificação 18 no ranking CAR Group.

IMPACTO DIANTEIRO

Se a classificação não foi campeã, muito se deve ao comportamento do veículo no impacto frontal. Muitas peças precisaram ser substituídas, incluindo uma substituição parcial da longarina esquerda – que recebeu parte da energia da batida por não haver componentes de absorção de energia, como um crash-box.

Resultado: foi preciso fazer um estiramento da estrutura dianteira e substituir o radiador e o condensador de ar-condicionado peças mecânicas – ambos afetados pelo impacto. Tudo isso aumentou o custo do reparo na frente do carro.

A notícia boa aqui foi a fixação do painel dianteiro ter sido feita com parafusos. Dessa forma, a substituição foi feita mais rapidamente, o que conta para um alívio no custo do conserto.

Impacto traseiro

Na parte de trás, a Nissan teve a preocupação de instalar um crash-box. Ainda assim, a peça não foi capaz de absorver parte da energia do impacto. Não deu para escapar do estiramento e da substituição de tampa e painel traseiros. Como o impacto atingiu muitos componentes, o trabalho de pintura foi maior do que o habitual na sua categoria – o que inclui materiais, insumos e tempo gastos. No entanto, foi possível reparar a longarina e a lateral direita.

De olho nas preferências do consumidor brasileiro, a Renault fez adaptações no Duster em relação ao modelo que é vendido na Europa. O SUV brasileiro tem 774 peças novas – as principais mudanças estão concentradas nos sistemas de suspensão, motor, câmbio e conforto acústico.

A Renault também destaca que seu sistema de logística – com dois grandes armazéns em Jundiaí SP e em São José dos Pinhais PR – permite o envio de peças no mesmo dia a todos os concessionários do País.

Único SUV atualmente no ranking do CESVI, o Renault Duster também teve um desempenho apenas mediano nos ensaios de impacto feitos no centro de pesquisa, o que lhe rendeu uma classificação 20 no CAR Group.

Impacto dianteiro

Uma equação que começa a ficar nítida: falta de crash-box = muitas peças afetadas pelo impacto. Foi o caso da parte frontal do Duster.

Por isso, houve necessidade de estiramento da dianteira, além de substituição parcial da longarina esquerda e do painel. De bom, houve a possibilidade de reparo de alguns componentes mecânicos, como o radiador e condensador do ar-condicionado.

Impacto traseiro Mesmo sem um crash-box na traseira, o Duster tem um absorvedor de impacto que cumpriu parcialmente sua missão. A lateral direita e a tampa traseira puderam ser reparadas, enquanto o painel traseiro e a parcial do assoalho do porta-malas tiveram de ser substituídos.

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