Chevrolet VoltXpedition

Evento desfila pelo Brasil o primeiro carro elétrico da Chevrolet
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- Os carros elétricos estão longe de ser realidade no Brasil. Governo, fabricantes de veículos e empresas do setor elétrico ainda não parecem dispostos a investir na grande infraestutura que esse meio de transporte precisa. Mas isso não impede que algumas marcas explorem seus produtos elétricos como forma de marketing. Como fez recentemente a Nissan, que trouxe o Leaf para uma série de “test drives” em 30 cidades do país, junto com a pré-apresentação do compacto mexicano March. E também a Chevrolet, que divulga seu Volt no Brasil através da VoltXpedition, uma expedição que percorre cinco estados brasileiros.

O evento faz parte da celebração do centenário da General Motors, a ser comemorado no dia 3 de novembro. E pretende reunir membros de comunidades acadêmicas e a imprensa especializada nacional para conhecer e discutir as tecnologias alternativas que a empresa desenvolve em todo o mundo. A VoltXpedition começou no dia 8 de agosto em São Paulo, seguiu para Porto Alegre e passou pelo Rio de Janeiro nos dias 28 e 29 de setembro. Até dezembro, Minas Gerais e Pernambuco também servirão de passarela para o Volt.

Com fabricação e comercialização dedicada aos Estados Unidos e futuramente à Europa – onde é denominado Opel Ampera –, o carro não chegará ao Brasil, segundo a própria General Motors. Mas cumpre sua função “marketeira” de ser vitrine móvel das tecnologias ecológicas da empresa. Com aspecto esportivo, emociona um consumidor ainda carente de opções ecologicamente mais corretas e se diferencia do visual “fofinho” do concorrente Leaf. No preço, leva alguma desvantagem. Nos Estados Unidos, o Volt custa U$ 39.995, cerca de R$ 72 mil, enquanto o Leaf sai por U$ 35.200, o equivalente a R$ 63,5 mil. O preço dos dois modelos pode receber ainda abatimentos de até U$ 7.500, cerca de R$ 13.500, concedidos pelo governo norte-americano.

Quanto ao desempenho, o modelo oferece uma autonomia estendida de até 600 km, isso com a bateria de 16 kw totalmente carregada e tanque cheio. O seu funcionamento se resume em utilizar a carga armazenada na bateria para alimentar o propulsor elétrico de 150 cv, responsável em impulsionar as rodas traseiras. O motor a combustão 1.4 que gera 84 cv só entra em cena quando solicitado e não move o carro – apenas gera carga para o motor elétrico. Ou seja, no momento em que o nível da carga está baixo, o motor a gasolina entra em funcionamento para fornecer energia elétrica e realimentar as baterias – por isso, o Volt é considerado um carro elétrico com autonomia estendida. Com todo o aparato, o Volt atinge a velocidade máxima de 160 km/h – controlados eletronicamente – e faz de zero a 100 km/h em 9 segundos, segundo a GM. Nos Estados Unidos, o custo de abastecimento do Volt é cerca de 75% menor do que o de um carro a gasolina do mesmo porte.

Primeiras Impressões

Às voltas com o Volt por Luiz Humberto Monteiro Pereira e Tulio Moreira

Petrópolis/RJ - A etapa fluminense de VoltXpedition incluiu uma viagem de ida e volta do Rio de Janeiro à cidade serrana de Petrópolis, distante 75 km, com uma escala na Ilha do Fundão, onde o carro elétrico da GM foi apresentado aos universitários da Escola Politécnica da UFRJ. As peculiaridades do Volt começam pelo design futurista, projetado de modo a alojar as baterias sem comprometer o desempenho, a eficiência energética e o espaço interno do carro. Nada no modelo foi pensado apenas para chamar a atenção. A silhueta peculiar do sedã contribui para melhorar a aerodinâmica e reduzir o nível de ruído da carroceria. Nas ruas, porém, o efeito predominante é mesmo visual, e o Volt acaba sempre recebido com um festival de pescoços virados e olhares curiosos. Para quem dirige, outro sentido acaba sendo mais incitado: a audição. Ao pressionar o botão de acionamento do motor elétrico, o único barulho que invade a cabine é o som da vinheta de boas vindas exibida no computador de bordo. Além disso, há apenas um silêncio ensurdecedor.

A ausência de ruídos é tão intensa que o condutor chega a se questionar se o carro está mesmo funcionando. E não só o motorista é tomado pela dúvida. O nível de barulho passado para o lado de fora é tão pífio que a Chevrolet acrescentou um sonorizador com a função específica de avisar pedestres distraídos da presença do Volt. Mas a falta da típica vibração emitida pelos tradicionais propulsores a combustão não significa que o desempenho do Volt também seja discreto. Nos motores elétricos, o torque total é entregue desde o primeiro momento, fazendo com que o carro se comporte de forma estimulante desde o início.

A facilidade para ganhar velocidade é uma característica que acaba incorporando a proposta de veículo elétrico para ser utilizado no dia a dia. Com a pista livre, o Volt se sente apto para demonstrar desenvoltura e se destaca pela direção leve, de respostas satisfatórias, e pela suspensão macia, capaz de oferecer um deslocamento confortável – apesar de não estar totalmente apta para as irregularidades do piso brasileiro. Por outro lado, se o trânsito está intenso e obriga o motorista a parar constantemente, o carro entrega boas retomadas e não esmorece diante dos veículos movidos a gasolina ou etanol.

Apesar da vocação urbana – a General Motors desenvolveu a autonomia do conjunto elétrico do modelo a partir do perfil de um consumidor que percorre, em média, 50 km diariamente –, o Volt não decepciona na estrada. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 160 km/h, para manter o consumo eficiente de energia, mas o carro consegue se tornar um companheiro de viagens agradável e competente. As curvas, mesmo as mais sinuosas, são cumpridas sem percalços, ainda que o Volt apresente certa aptidão para sair de frente em algumas situações.

Se o Volt não fica devendo em nada para os veículos convencionais em termos de performance, a vida a bordo também não deixa a desejar. O porta-malas é pequeno – comporta apenas 300 litros, capacidade pouco maior que a de um hatch compacto. Mas a boa oferta de porta-trecos contribui para melhorar a estadia dos quatro passageiros que o sedã carrega. O console central, com linhas modernosas, é funcional, com controles bem posicionados. Em alguns detalhes, porém, o carro não consegue escapar do “kitsch” – como o revestimento com estampa circular aplicado nas portas. Nada que consiga ofuscar o vislumbre de futuro que acompanha o Volt desde o primeiro contato.

Ficha técnica
Chevrolet Volt
Sistema de propulsão: Elétrica com motor de tração de 151 cv 111 kW de potência e 37,5 kgfm de torque. Transmissão por eixo para as rodas dianteiras com controle de tração.

Bateria: recarregável de íon-lítio em formato T em carcaça de alumínio. Controle térmico por líquido e 288 células prismáticas com capacidade para até 16 kWh de fluxo de energia. Tempo de recarga plug-in em 120 V entre 10 e 12 horas. Tempo de recarga em 240 V por volta de 4 horas. Alimentada por um gerador elétrico de 74 cv 55 kW de potência.

Motor auxiliar: A gasolina, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, com bloco em ferro fundido e cabeçote em alumínio com 1.398 cc, 16 válvulas e duplo comando no cabeçote com válvulas de admissão e de escape continuamente variáveis. Injeção eletrônico multiponto e acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio continuamente variável com controle eletrônico.

Potência máxima: 85,7 cv a 4.800 rpm.

Diâmetro e curso: 73,4 mm x 82,6 mm. Taxa de compressão: 10,5:1

Suspensão: Dianteira independente tipo McPherson com amortecedores e molas helicoidais, barra estabilizados tubular e batentes hidráulicos. Traseira semi-independente por barra de torção em “U”, com amortecedores e molas helicoidais e batentes hidráulicos. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos ventilados na frente e atrás com ABS e acionamento eletro-hidráulico. Sistema de recuperação de energia nas freadas e distribuidor eletrônico de frenagem.

Pneus: 215/55 P R17.

Carroceria: Sedã em monobloco, com quatro portas e quatro lugares. Com 4,50 metros de comprimento, 1,79 m de largura, 1,43 m de altura e 2,69 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais dianteiros e traseiros e do tipo cortina.

Peso: 1.715 kg com 364 kg de carga útil.
Capacidade do porta-malas: 300 litros.
Tanque de combustível: 35 litros.
Produção: Brownstown Township, Michigan, Estados Unidos.
Itens de série: sistema de som Bose com 7 alto-falantes, freios com sistema ABS, controle de estabilidade, rodas de aro 17”, HD interno com 30 GB para armazenamento de músicas, Bluetooh, ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico e 8 airbags.
Lançamento nos Estados Unidos: Janeiro de 2011.

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