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Ford EcoSport XLT 1.6 Flex e Gol Rallye 1.6 Flex: duas reestilizações
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– Símbolo do ressurgimento da Ford, o EcoSport passa por um raio-x para ter suas deficiências e virtudes reveladas.

Aventureiro urbano na mira dos reparadores

A Ford vende muitos Fiesta, pretende aumentar o número de Ka nas ruas e investe pesado na linha de picapes, mas tem seu principal ganha pão em um carro que mudou muito o atual quadro da indústria automobilística brasileira. Sim, o EcoSport trouxe novo vigor à filial brasileira da fabricante norte-americana e um lucro que poucos esperavam quando ele foi lançado, em 2002.

Alvo de polêmica entre muitos reparadores pela fragilidade de alguns itens – a embreagem pouco resistente é um dos mais apontados –, o "Eco" foi levado ao Grupo Sahara, oficina na qual passou por um raio-x diante da análise atenta dos consultores Ronie Dotzlaw, Aleksandro Viana e Danilo Tinelli.

Motor

Logo de início, foi possível perceber que ele oferece ótimo espaço para manutenção, fácil acesso ao motor de arranque, alternador, bomba de direção hidráulica, bicos injetores e ar-condicionado. O ar do EcoSport, aliás, conta com a válvula de plena carga, que auxilia o motorista em ultrapassagens ou quando é exigido torque do motor, momento no qual o aparelho é desligado temporariamente.

O regulador de pressão está na flauta de alimentação dos injetores, o que indica que o modelo possui linha de retorno de combustível, facilitando a manutenção para o reparador, mas aumentando o comprimento da tubulação que o combustível deve percorrer.

A retirada e a colocação das velas exigem chave específica, pois sua localização não é das mais cômodas. O motor de passo, ou regulador de marcha lenta, continua em uma posição que dificulta sua manutenção, pois se mantém entre o TBI e o coletor de admissão, como no modelo antigo.

O TBI mantém o cabo de acelerador, o que não representa exatamente um problema. Devido à qualidade dos materiais utilizados atualmente, sua vida útil é muito longa e, geralmente, o custo de manutenção de um sistema com cabo fica mais em conta que o dispositivo eletrônico.

A presença do módulo de injeção muito próximo à grade frontal do veículo foi uma surpresa para os consultores, pois essa posição facilita a entrada de umidade e pode causar danos na peça em caso de colisões frontais.

O motor da unidade avaliada tinha cárter de alumínio, onde estava o suporte da bomba do ar-condicionado, que também era fixado ao câmbio por parafusos. Esse arranjo deixa o conjunto mais rígido e auxilia na redução de vibrações.

Transmissão

O câmbio do EcoSport conta com atuador hidráulico, o que deixa sua operação muito leve e confortável. Tem ótima relação de marchas e engates precisos. Para realizar reparos na embreagem, é necessário retirar o agregado. Essa tarefa, porém, é muito simples e não requer nenhum ferramental especial.
A embreagem do jipinho da Ford, aliás, foi modificada na linha 2008 para ficar mais resistente e estar em compatibilidade com o peso do carro, evitando desgaste prematuro.

Os cabos de troca de marchas e o trambulador estão em posição de fácil acesso, cobertos com uma capa plástica. Isso facilita muito a vida do reparador, que não precisa remover peças para ter acesso a eles. Apenas o coxim inferior do câmbio recebeu críticas dos consultores, pois sua localização facilita a quebra em caso de colisão com algum obstáculo.

Suspensões

Dianteira - as bandejas são realmente muito robustas. É preciso, porém, ficar atento com desgastes nas buchas traseiras, pois elas costumam se acabar rapidamente em outros veículos que utilizam arranjo similar. Este modelo, contudo, foi redesenhado e não há histórico sobre problemas do tipo.

Para a reparação da barra estabilizadora dianteira, é necessário retirar o agregado, que é de fácil manutenção. Para mexer na caixa de direção, é preciso apenas soltar a peça não há a necessidade de sua remoção.

Traseira - possui eixo semi-independente, sem barra estabilizadora. Em revisões, as buchas traseiras devem ser observadas com cuidado, pois têm grande quantidade de borracha, o que absorve muito bem os impactos, mas pode causar danos ao trafegar em vias esburacadas.

Pontos negativos

O EcoSport não tem protetor de cárter. Os reparadores, inclusive, não conseguiram nem identificar pontos em que a peça pudesse ser instalada. A tubulação que passa embaixo do veículo não dispõe de nenhuma proteção, um problema desagradável em um carro com pretensões off-road.

O catalizador é soldado ao cano de saída do escapamento, que é parafusado no coletor de escape, disposição que pode aumentar seu custo de reparação.

A tubulação do ar-condicionado deveria receber alguns pontos de ancoragem para evitar vibrações excessivas e possíveis rompimentos, mas, no geral, o veículo foi muito elogiado tanto pela facilidade de reparação quanto pela qualidade das peças. Os pontos negativos não desabonam o jipinho, pois podem ser corrigidos pelo fabricante.

Volkswagen Gol Rallye 1.6 TotalFlex

O tradicional Gol, com uma carreira de indiscutível sucesso, com mais de 20 anos de estrada no mercado nacional, ganhou uma nova versão. Trata-se do Rallye 1.6 Flex, modelo voltado para o público aventureiro que não abre mão de ter um veículo off-road unindo a confiança dos carros VW.
Além de sua avaliação, leia ainda nesta edição, o resultado da pesquisa CINAU que aponta o Gol como o modelo mais lembrado pelo reparador brasileiro. veja na pag. 34
Acompanhe abaixo a inspeção que realizamos na Ingelauto sob supervisão dos consultores Eduardo de Freitas Topedo e Ronie Dotzlaw, e veja o que foi apontado sobre o modelo.

Motor

Tem ótima relação torque/potência. Mesmo com o ar-condicionado ligado, suas respostas sempre foram muito rápidas. Essa qualidade se deve à presença da válvula de plana carga, que desliga temporariamente o compressor do ar sempre que o pedal do acelerador é acionado em seu curso total.
O propulsor é o conhecido AP 1.6 TotalFlex, que consome álcool e gasolina e utiliza sistema de ignição estático.

Suspensão

A única diferença notada pelos consultores em relação ao modelo comum foi a instalação de amortecedores e molas com maior curso. Um detalhe constatado durante os testes foi a folga excessiva no batente superior do amortecedor dianteiro, conhecido como batente allen, do lado esquerdo.
Isso mostrava que o veículo havia sofrido um uso intenso durante sua curta vida, já que contava com apenas 6.000km rodados e não deveria haver nenhuma alteração em tão pouco tempo.

Transmissão

Com excelente relação de marchas, o Gol Rallye tem engates imprecisos, talvez devido à quilometragem do carro avaliado. Isso ocasionava dúvida nos engates e desconfiança sobre qual marcha realmente estava engrenada.

Freios

A única mudança significativa foi a inclusão da válvula equalizadora de pressão, presente principalmente em veículos com grande capacidade de carga. Os consultores acreditam que isso ocorreu devido ao aumento do curso de suspensão, que possibilita o transporte de mais carga.

Um problema detectado neste modelo foi a indisponibilidade de ABS até mesmo como opcional.

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