Da oficina: veja se a picape com motor 1,8-litro agüentou

Picape foi criticada pelo alto consumo, mas precisou somente de trocas de peças de desgaste natural
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- Lançada em 2003, a Chevrolet Montana chegou ao mercado para substituir a Pick-up Corsa. Como o novo Corsa, modelo do qual deriva, traz pouco da geração anterior e conta com o motor 1.8 FlexPower, além do recém-implantado 1.4 Econo.Flex.

Propulsor de conhecida robustez, o bloco 1.8 traz muitas reclamações de alto consumo de combustível, mas oferece boa força e potência para o trabalho. "Esse motor é potente e robusto, mas apresenta alto consumo", concorda Paulo Aguiar, da Engin Engenharia Automotiva.

Baseado na Família I da GM, ele oferece 109 cv com álcool e 105 cv com gasolina a 5.400 rpm. O torque é de 18,2 kgfm com o álcool e de 17,3 kgfm com gasolina e a taxa de compressão fica em 10,5:1. A transmissão é a mesma utilizada no Corsa, mas com a relação de diferencial mais curta, passando de 3,94:1 para 4,19:1.

O desempenho também agrada. Utilizando álcool, a velocidade máxima é de 180 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 10,2 s. Com gasolina, os números caem para 178 km/h e 10,6 s, respectivamente. Para analisar o nível de desgaste dos componentes do conjunto, o jornal Oficina Brasil dissecou um modelo 2004 com 95.000 km rodados, com ajuda da Ingelauto, empresa comandada pelo consultor Eduardo de Freitas. Acompanhe como a picape se saiu.

Motor

No início da inspeção, constatou-se que modelo estava com um pequeno vazamento de água na parte superior do radiador, que foi trocado. O item não apresentou dificuldade na remoção, que necessitou apenas soltar a travessa frontal e as tubulações. Para finalizar a substituição do radiador, a equipe adicionou aditivo no reservatório de arrefecimento e realizou a sangria no sistema de refrigeração.

Um dos itens importantes que precisou ser trocado foi o filtro de ar do motor, que estava muito sujo. O proprietário informou que a última troca havia sido realizada há um ano, ocasião que o veículo apresentava 30.000 km a menos que no momento da revisão. As velas de ignição também precisaram ser substituídas junto com os cabos. Isso ocorreu porque o motor oscilava em marcha lenta devido à formação de um arco voltaico conhecido como flash over causado pelo mau funcionamento de uma das velas. Esse processo é conhecido pela maioria dos reparadores como "fuga de faísca" e acontece quando a descarga de corrente elétrica alcança o pino terminal da vela.

Com o auxílio de uma máquina de limpeza, as válvulas injetoras de combustível foram equalizadas e o filtro de combustível, substituído. Além disso, o corpo de borboleta também passou pelo processo de descarbonização.

Na parte inferior do veículo, havia um vazamento pelo interruptor de pressão do óleo, que está localizado atrás do bloco do motor. O defeito foi corrigido com a troca da peça e do óleo junto com o filtro.

Por meio de um multímetro, verificou-se que a bateria do veículo apresentava a tensão de 11,2 volts. O reparador Eduardo Freitas, da Ingelauto, recomendou ao proprietário a troca da peça, pois em uma manutenção anterior o item já havia sido submetido a uma carga.

Câmbio

O suporte do motor precisou ser removido para substituição do conjunto de embreagem, platô, disco e atuador hidráulico. Segundo o cliente, foi efetuada uma sangria no sistema hidráulico da embreagem em uma manutenção realizada anteriormente. Esse processo foi elaborado com o objetivo de eliminar possíveis bolhas de ar no sistema. De acordo com o dono da picape, o pedal da embreagem estava bem alto, ou seja, apenas quando estava quase em posição de descanso o veículo começava a trafegar.

Suspensão

As buchas e os pivôs das bandejas dianteiras estavam em perfeito estado e os terminais das bieletas não apresentavam folga. Os amortecedores dianteiros, porém, já estavam com óleo vazando e foram trocados junto com os batentes.

Na suspensão traseira, os amortecedores não apresentaram nenhuma anormalidade. Os calços das molas, porém, estavam danificados e foram substituídos. As buchas do eixo, "justas" e bem conservadas, foram mantidas. Depois de executar essa manutenção, o veículo foi submetido ao alinhamento da suspensão e ao balanceamento das rodas.

Freio

Os discos de freio precisaram ser retificados porque estavam empenados. Já as pastilhas apresentaram desgaste excessivo e também foram substituídas. Antes de instalar as pastilhas de freio, foi efetuada a limpeza e a lubrificação nos pinos das pinças, procedimento que impede o emperramento da peça ao acionar o pedal de freio.

No sistema traseiro, os cilindros das rodas não estavam com vazamento e as lonas apresentavam bastante material de atrito. Sendo assim, no freio traseiro foi realizada a limpeza e a lubrificação seguida da regulagem do freio de estacionamento.

Média 8

O Chevrolet Montana Off-Road 1.8 8v Flexpower foi o carro que ganhou a maior nota do Conselho Editorial até o momento, com média 8. "É um carro muito bom para o trabalho pesado", argumenta o conselheiro Cláudio Cobeio, da Cobeio Car.

Prova disso foram algumas peças da suspensão que não apresentaram problemas, apesar da elevada quilometragem indicada no hodômetro. Bieletas e terminais de direção estavam em perfeito estado.

Mas, na opinião do mecânico Silvio Duarte, da Mecânica Silcar Colider, de Mato Grosso, nem tudo é perfeito. "As buchas de suspensão dão bastante problemas e são caras, sem falar do defeito da roda fônica que deixa muitos mecânicos de cabelo em pé", diz.

Dicas do Conselho

Nos automóveis com o kit GNV, o período de troca das velas de ignição deve ser reduzido pela metade com relação ao veículo convencional. Segundo a fabricante NGK, o componente é submetido a um severo regime de trabalho, no caso do GNV, podendo aumentar a tensão da vela entre 3 mil a 10 mil volts.

Alguns reparadores informaram que o coxim inferior do motor é trocado com freqüência. Portanto, vale ficar atento a esse item quando uma Montana visitar sua oficina.

Para realizar a regulagem do trambulador, o reparador deve colocar a manopla de marchas em ponto morto e pressionar o pino plástico. Depois, soltar o parafuso 13 mm da alavanca e no interior do veículo retirar o revestimento da manopla para adicionar um pino de até 5 mm de diâmetro, para travar a manopla. Fixar novamente a alavanca no trambulador, retirar o pino da manopla e puxar o pino do trambulador.

Direto do Paredão, a opinião de outros reparadores

O motor 1.8 GM tem resistência comprovada, mas é beberrão na cidade. Tem mecânica confiável e de fácil manutenção. As peças são encontradas com facilidade. É bom efetuar limpeza dos bicos injetores, pois podem influenciar no sincronismo da marcha-lenta fica acelerada. No geral, é um ótimo veículo. Luis Carlos - São Paulo SP

O conhecido motor GM 1.8 fala alto e não decepciona nas acelerações e retomadas A suspensão com mola helicoidal na dianteira e traseira faz com que tenha uma boa estabilidade em curvas de alta, mesmo quando não está carregada. Tem relação custo/benefício atraente quando comparado a outros modelos semelhantes. A manutenção é simples e não tem complicações na hora de parar na oficina, com a possibilidade de aplicação de peças genuínas por preços atrativos. Leandro Cantele - Cantele Centro Automotivo - Curitiba PR

Boa pickup, nota 8. O motor é bom apesar de ser um pouco áspero, tem boa de suspensão, ótimo desempenho, facilidade de achar peças originais ou de qualidade reconhecida com preços bons, ampla informação técnica, consumo um pouco alto na cidade. Recomendo para esta pickup uma atenção maior à limpeza do corpo de aceleração, bicos injetores e usar gasolina aditivada ou aditivo para gasolina de boa qualidade. Fazendo isso melhora muito a oscilação de consumo. Isso faz parte da manutenção preventiva. Dermeval Junqueira - Reparacar Ltda

Bom carro, mas manutenção meio cara e não tão fácil. As buchas de suspensão dão bastante problemas e são caras, sem falar do defeito da roda fônica que deixa muitos mecânicos de cabelo em pé... Para a substituição da embreagem é preciso remover o agregado de sustentação do conjunto motriz, ou remover o motor, que com ar-condicionado e direção hidráulica se torna muito trabalhoso. Nota 7. Silvio Duarte - Mecanica Silcar Colider - Mato Grosso

Avaliação de Mercado

Com relação ao veículo Montana Off Road 1.8 8v 2004, observa-se que o veículo tem pouca oferta. O preço médio de compra é de R$ 28.600, e o tempo médio em estoque gira em torno de um mês. O modelo apresentou valorização de 0,54% comparando os meses de novembro/2008 em relação a agosto/2008. Com relação ao mês de novembro/2007 mostra desvalorização de - 3,62%.

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