Freios evoluem para se tornar mais leves e eficientes

Contrapartida é o preço e a durabilidade de alguns sistemas, como os freios de fibra de carbono
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Fernando Calmon
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- Um dos sistemas veiculares de segurança que mais evoluíram, desde os primórdios do automóvel, foram os freios. No início eram aplicados apenas às rodas traseiras. Os pioneiros pensavam que, se colocados nas rodas dianteiras, fariam o carro capotar numa freada de emergência. Esse engano logo se desfez. Os freios a tambor se impuseram como solução universal. Em 1902, o inglês Frcaptionick Lanchester patenteou os discos de freio. Passaram-se 50 anos até chegar aos automóveis comuns.

O Jaguar C Type estreou esse tipo de freio na tradicional 24 Horas de Le Mans, em 1953. Ainda demorou dois anos para o primeiro carro de rua – Citroën DS – adotar um par de discos dianteiros. Hoje, todos os automóveis usam freios a disco pelo menos nas rodas dianteiras pela eficiência e resistência a perdas por aquecimento fading. Em modelos médios e grandes, estão nas quatro rodas.

Apesar de melhorar a segurança, exigem atenção ao desgaste das pastilhas maior do que as lonas usadas em tambores e do próprio disco. Recentemente, surgiu uma boa idéia: dois pequenos rebaixos circulares, com diferentes profundidades, aplicados à superfície do disco funcionam como indicadores de desgaste. Depois da primeira marca desaparecer e, no máximo 10.000 km depois dependendo do uso, a segunda também, o disco terá atingido espessura mínima. Deve-se, então, substituí-lo. A Volkswagen brasileira foi a primeira fábrica no mundo a adotar essa solução em todos os seus carros, desde julho último.

Brembo, renomado fabricante italiano de freios que está no Brasil desde 2000, criou esse singelo sistema de verificação e também um novo avanço. Trata-se do disco co-fundido fabricado em ferro disco em si e alumínio parte central, chamada de chapéu. Redução de peso entre 15% e 20%, maior conforto de frenagem e custo menor em relação aos discos flutuantes – mais eficientes em frenagens – são os principais benefícios. Estreou no Maserati Quattroporte.

O estado-da-arte em freios são os discos de cerâmica e fibra de carbono. Conhecidos pela sigla em inglês CCM Material em Cerâmica Composta, surgiram como opcional no Porsche 911 Turbo em 2001. Aviões de caça supersônicos dos anos 1970 deram origem ao CCM. Depois, os discos de fibra de carbono pura chegaram à Fórmula 1. Utilização em competições é específica e extremamente cara pois o processo produtivo dura nada menos de 150 dias. Além disso, a durabilidade em corridas muito baixa só se compensa pelo extraordinário desempenho de frenagem.

O ciclo produtivo do CCM, segundo a Brembo, é menor – cinco dias –, mas também nada barato. O conjunto custa no exterior até US$ 8.000, próximo ao preço de um subcompacto nos EUA. Não impediu, porém, que desde o início deste ano todos os Ferraris saiam de fábrica com eles. O conjunto muito leve – só os discos pesam a metade dos convencionais de aço – diminui o peso não-suspenso rodas, pneus e sistema de freio para uma dirigibilidade superior. Maior eficiência de frenagem, ausência de ruídos, resistência ao fading bastante aumentada e até diminuição de resíduos de pó acumulados nas rodas estão entre os destaques.

Discos de cerâmica-carbono não sofrem corrosão e duram de 150 mil a 300 mil quilômetros, praticamente a vida útil de um carro esporte.

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