Atos Prime

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A Webmotors teve acesso ao Atos
Prime, produto Hyundai, apresentado como uma mini-van. Andamos
no modelo GLS - A/T completo, automático, 1.0 (que custa
R$ 28.350,00), um modelo pintado em um alegre verde, nada discreto
mas bem animado...

Guiar
o Atos é uma experiência única. E isso
não porque ele seja um carro fantástico ou um
carro péssimo. É que se trata de um carro diferente.
É, essencialmente, um carro coreano, feito por coreanos
para a totalidade do mercado asiático - coreanos, japoneses,
tailandeses, vietnamitas, chineses etc.


Isso significa um carro que possa rodar e estacionar bem
em alguns dos trânsitos mais caóticos do planeta,
atendendo às necessidades de milhões de pessoas
com seus pequenos e lucrativos negócios.









Ou seja, um veículo ágil, de dimensões
reduzidas, fácil de estacionar, com bom potencial de
carga, econômico, de uso predominantemente urbano e
barato.


Veículos desenvolvidos com estes objetivos
têm características particulares. Por exemplo,
rodas pequenas (aros de 13 polegadas, pneus 155/70 R13) e
suspensões básicas (McPherson na frente, com
barra estabilizadora, molas helicoidas, amortecedores hidráulicos,
buchas torcionais, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos
atrás). O objetivo é passar pelos buracos, desviar
bem de obstáculos, e não garantir um desempenho
esportivo. E, mesmo com a tropicalização, que
não passou de aumento no curso das suspensões,
elas ainda batem. O Atos Prime GLS A/T completo em que a WebMotors
andou era assim.           
          
          
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O porta-malas é
pequeno, 320 litros, mas, com os bancos rebatidos, chega
a 989 litros, o que garante um excelente uso comercial,
em um centro urbano. No restante do veículo, os
espaços são adequados, mas nunca excessivos.

Embora haja preocupação com a segurança,
com o uso decélula de aço anti-impacto, barras
laterais de proteção nas portas e air-bag para
motorista, ele dá a impressão de frágil.
A fábrica nega, veementemente,que o seja. Mas é
um carro destinado a andar devagar, em trânsitos difíceis,
com bastante carga - ou seja, é pequeno, com paredes
finas (tem apenas1,495 m de largura, o que dá em torno
de 70 cm por pessoa, na frente, de parede a parede), não
é alto (1,58 m), tem pequeno espaço entre rodas
(1,315 m na frente e 1,3 m atrás); também não
tem cintos de segurança pirotécnicos ou com pré-tensionadores.
O Atos Prime pode não ser frágil, mas parece ser.










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O desempenho serve para a cidade. O motor, de 12 válvulas,
é um quatro cilindros em linha, que desenvolve apenas
57 cavalos a 5.500 rpm. Um litro, portanto, “popular”,
com injeção eletrônica multiponto sequencial,
câmbio manual, automático de quatro marchas ou
semi-automático (cinco marchas como no manual, mas
sem pedal de embreagem).


O
Atos traz algumas tecnologias contemporâneas, mas cede
ao passado na arquitetura deste motor que, se anda razoavelmente
no trânsito urbano, basta pegar um trecho de estrada
para mostrar suas limitações. O torque, de 8,5
kgfm a 3.100 rpm, não serve para ultrapassagens e retomadas
de velocidade mais exigentes. E, ao ligarmos o ar-condicionado,
a queda de potência é imediatamente sentida.








Mas é um carro econômico. Faz cerca
de 11 a 12 km/l na cidade e em torno de 17 km/l na estrada,
segundo informações da fábrica, que também
diz que ele chega aos 136 km/h, na versão automática.












 
Externamente, ele agrada à vista.
É diferente, quase exótico. Tem linhas
suaves, levemente arredondadas, com molduras pretas
nos pára-choques e laterais. O aerofólio
traseiro, a grade frontal cromada, os faróis
e lanternas - eles se integram e são harmônicos.
As rodas de liga leve e os faróis de neblina
são de série neste modelo. Quanto à
pretensão do importador de chamá-lo de
minivan - bem, realmente o carro tem seu espaço
interno bem-aproveitado, boa visibilidade e posição
elevada de dirigir, mas a Kombi também, e você
chamaria a Kombi de minivan?












Mesmo que se agregue ao Atos alguns acessórios, como
acionamento elétrico dos vidros e espelhos e travamento
central das portas, ele continuará sendo, originalmente,
um carro barato, destinado a pequenos comerciantes e produtores,
feito para andar na cidade. Bom para este objetivo, e é
assim que deve ser julgado.




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Texto e fotos de Antonio
Geremias

 























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