Cherokee Trailhawk tem pinta

Jeep de visual agressivo custa R$ 189.900 e exibe melhor faceta de geração polêmica


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(Los Angeles, Estados Unidos) Se você busca um utilitário esportivo com cara de mal, saiba que ele atende pelo sobrenome Trailhawk. O nome você já conhece. É o Jeep Cherokee, utilitário esportivo que trocou o aspecto totalmente fora de estrada consagrado nos anos 90 para adotar um visual mais urbano. E polêmico. Ele volta à cena com uma renovação completa, a primeira feita após a aquisição da Fiat sobre o grupo norte-americano Chrysler. Por que a polêmica? É fácil acertar. Olhe bem para a frente do novo Cherokee. A posição e o formato do farol dianteiro não são nada convencionais.


WebMotors foi tirar a prova do novo Jeep Cherokee em Los Angeles, na Califórnia, em um teste exclusivo com a versão topo de linha do Jeep, a Trailhawk, que chega às lojas do Brasil somente em dezembro por R$ 189.900. As versões Longitude (R$ 159.900) e Limited (R$ 174.900) já estão disponíveis. O Trailhawk não só é o mais equipado da linha, mas também o que mais exibe o espírito Jeep, com “cara de que sobe até parede”. O mérito de tudo isso não está só no interessante leque de cores, que inclui o cinza militar testado por nós, mas também nos diversos aparatos espalhados pela carroceria.


De cara, chamam atenção os detalhes na cor vermelha tanto no logo da versão como nos ganchos expostos nos dois para-choques. Chama atenção também o excessivo uso da cor preta nas molduras de para-lamas, para-choque e no fundo das rodas de 17 polegadas, calçadas com largos pneus Firestone 245/65, o mais alto da linha. Sai de cena também as grades e nomes cromadas da versão Limited e entra o cinza fosco, evocando ainda mais a faceta aventureira do Trailhawk. E se o Cherokee divide opiniões nas versões normais, esta topo de linha exibe sua melhor faceta. Isso porque as linhas do carro combinam mais com este visual aventureiro de verdade.


Quer uma prova do quão polêmicas são suas linhas? O designer responsável pelo projeto, Ralph Gilles disse em entrevista recente que quase apagou seus perfis em redes sociais devido aos comentários agressivos sobre o Cherokee. Isso, porém, não se reflete nas vendas do modelo, que emplacou nos Estados Unidos e é facilmente visto pelas ruas. Se não bastasse o visual agressivo, o porte do Cherokee ajuda. São 4,62 m de comprimento e 1,85 m de largura, tamanho que o faz ser um utilitário quase compacto na América do Norte e grande no Brasil, mas não tão grande assim. Tem porte semelhante ao de um concorrente, o Audi Q5.


Tocada americana

Mas não pense que as influências europeias chegaram também ao comportamento dinâmico do Cherokee. A “influência Fiat” ficou apenas no design, pois o novo Cherokee ainda é um autêntico norte-americano.  Seu tamanho torna fácil a missão de guia-lo nas ruas da California, onde ele é considerado. No Brasil, seu porte é digno de ser notado. A posição de dirigir é alta, assim com os vidros, que garantem uma ótima dirigibilidade e visão do que está ao redor.  

De baixo do capô, o Cherokee topo de linha leva o mesmo propulsor das demais versões. Trata-se do eficiente Pentastar 3.2 V6 24V capaz de render 271 cv de potência a 6.500 rpm e 32,2 kgfm a 4.400 rpm movido a gasolina. O Cherokee tem mais potência que o Evoque (240 cv) e está equiparado à versão topo de linha do Q5 (272 cv). Não espere, porém, um desempenho de SUV alemão do Cherokee. Suas saídas não são fenomenais devido ao torque aparecer com força máxima em uma rotação ligeiramente alta – diferente do motor turbinado da Audi, por exemplo.  Mas o crescimento progressivo e a constante trocas das 9 velocidades da eficiente transmissão da Jeep fazem o passeio se tornar divertido.




Não há qualquer tranco nas trocas e o motor não deixa faltar na hora de ultrapassagens, mas é preciso pisar fundo para o Jeep entender que é hora de agilidade. Quer trocar de marcha? Empurre a alavanca para o lado esquerdo, pois não há borboletas atrás do volante. A marca divulga apenas os dados de desempenho da versão Limited, que acelera de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos e tem velocidade máxima de 206 km/h. A tração, como não poderia ser diferente, é 4x2 com engate 4x4 automático ou selecionável. Ele conta ainda com o sistema Jeep Active Drive Lock que permite selecionar um comportamento diferente para cada tipo de terreno. Infelizmente, não tivemos tempo para encarar uma trilha com o Trailhawk.


A suspensão é outro ponto alto do jipão pelo conforto. Encara buracos sem medo e não deixa que os ocupantes sintam o impacto do lado de dentro. O espaço interno é outro ponto positivo tanto para quem viaja na frente, como no banco de trás. Cinco adultos se acomodam facilmente a bordo do Cherokee e desfrutam de uma série de porta-trecos, com destaque para os porta-copos que levam até garrafas grandes de água E se tem personalidade Trailhawk do lado de fora, o mesmo não se pode dizer da parte interna do Cherokee, mais sóbria. As costuras dos bancos são na cor vermelha, assim como a inscrição Trailhawk estampada nos encostos. Detalhes na cor prata estampam peças do painel fecham o pacote visual interno.


Sem um desempenho surpreendente e um conforto digno de elogios, o Cherokee Trailhawk é o modelo com visual mais off-road do segmento. Enquanto quem procura um Q5 em virtude da tocada esportiva ou um Evoque pelo modernismo, o Cherokee conquista quem deseja passar uma imagem verdadeiramente aventureira. Quem optar pelo Cherokee, levará ainda um conforto acima da média e espaço de sobra para levar tudo que for preciso para a trilha do final de semana.


 

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