Chevrolet Omega x Toyota Camry

Racionais de alto nível, sedãs mostram que o melhor não custa tanto


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- O novo Chevrolet Omega mostra que é possível ser racional mesmo quando se trata de carros de alto nível. Custando R$ 145.000,00, o sedã grande fabricado na Austrália traz muitos dos equipamentos encontrados em outros importados menores – oferecendo muito mais espaço e conforto. Não chega a ser uma pechincha, mas é exemplo de boa aplicação para o dinheiro. Seus concorrentes em porte, Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes-Benz Classe E custam o dobro ou mais. Exceto o Toyota Camry, escolhido para este comparativo, e o Honda Accord V6. Com preço equivalente estão os menores BMW Série 3, Audi A4 e Mercedes Classe C.

O desenho do Omega nessa linha 2008 ressaltou suas características de robustez. Para isso foi utilizado um recurso já visto em outros carros: os pára-lamas salientes, que dão a ele um jeitão esportivo. O desenho da dianteira, além de ressaltar esse novo caráter mais jovem e menos sóbrio, ainda colabora para que o Omega pareça ser menor do que é. Com 4,89 metros de comprimento, sua distância entre eixos é de 2,91 metros. Conforto para passageiros no banco de trás há em abundância. Ainda que o motorista seja alto e utilize as regulagens elétricas do banco dianteiro para se acomodar também confortavelmente.

Conforto, aliás, é a palavra-chave do Omega, um carro feito mais para quem roda sempre no banco de trás. Pesando 1.770 kg, o sedã não nega seu tamanho e transmite essa sensação ao motorista. A direção poderia ser mais leve e rápida em respostas. Rodando, os pneus transmitem pouca aspereza – a suspensão independente nas quatro rodas, tipo McPherson na dianteira e multibraço na traseira, é bastante eficiente, mesmo que não chegue ao nível do Camry leia abaixo. Em curvas o Omega mostra tendência a sair de frente, devido à transferência de peso, e inclinação moderada da carroceria.

Se não é para ser guiado rapidamente, em viagens longas o Omega é impecável. Para isso colabora a pouca oscilação longitudinal, o baixo nível de ruído a bordo – quase um sussurro – e o charme do toca-DVD para o banco traseiro, com tela também no console central a imagem não é exibida com o carro em movimento. Seu sistema de som fornecido pela Blaupunkt admite 6 discos inseridos pelo painel frontal e tem boa fidelidade sonora. A tela do DVD, no entanto, poderia estar instalada nos encostos dos bancos, posição mais confortável do que no teto.

O ótimo motor Alloytec, um V6 de 3,6 litros, passou por alterações para diminuir seu nível de emissões de poluentes. Isso o deixou pouco menos potente, com 254 cv a 6.000 rpm antes, 258 cv, mas garantiu 1 kgfm a mais de torque, agora de 35,7 kgfm a apenas 2.600 rpm. De acordo com a GM, o Omega atinge 229 km/h de velocidade e acelera da imobilidade aos 100 km/h em 8,1 segundos. É inferior, portanto, ao Camry – justamente por conta de seu maior peso.

O câmbio de 5 marchas é bom e oferece possibilidade de troca de marchas manualmente. Nesse modo permite que se acelere o Omega até o limite de rotação, 6.750 rpm, sem efetuar mudança ascendente. A 120 km/h o conta-giros está marcando 2.500 rpm, bom regime para conforto também para menor consumo. Aferindo pelo computador de bordo, o Omega cravou 10 km/l na estrada e pouco mais de 6 km/l na cidade.

Seu porta-malas tem 496 litros de capacidade e tampa com articulações pantográficas. Mas peca no acabamento, sem revestimento na tampa. Nada de carpete ou plástico para cobrir essa parte, uma falha para num veículo desse preço. O retrovisor interno é convencional, nada de eletrocrômico.

Interessante é que, embora o freio de estacionamento esteja agora à mão do motorista, os comandos do rádio permanecem invertidos – na Austrália o volante é à direita. Outra peculiaridade boa, nesse caso são os comandos de vidro elétrico no console central. Há também sistema de conexão sem-fio Bluetooth para telefone celular.

Toyota Camry
Nesse mundo racional, pense também num Toyota Camry. Ele custa R$ 18.000,00 acima R$ 163.072,00, porém tem motor mais potente: seu V6 de 3,5 litros produz potência de 284 cv a 6.200 rpm e torque máximo de 35,3 kgfm a 4.700 rpm. Oito centímetros mais curto 4,81 m, com distância entre eixos de 2,77 metros e interior muito bem resolvido, oferece quase tanto espaço quanto o Omega. Seu acabamento está no mesmo nível e ainda conta com faróis de xenônio, mais eficientes do que os convencionais do Chevrolet.

Sua dirigibilidade é exemplar, superior à do Omega – inclusive por ser 160 kg mais leve 1.610 kg. Não à toa o Camry é o carro de passeio mais vendido nos EUA. O refinamento do acerto de suspensão e de direção é referência. Pode-se rodar com ele sobre qualquer tipo de piso e o isolamento será sempre impecável – como será também sua desenvoltura para garantir algum espírito esportivo para quem gosta de fazer curvas mais rapidamente.

O porta-malas do Camry tem 504 litros de capacidade 8 L a mais do que o Omega, mas a tampa é presa por braços não-articulados, que roubam espaço do compartimento. Ao menos tem revestimento de carpete, como deve ser.

Seu câmbio tem 6 marchas e a relação adicional permite melhor escalonamento. Rodando a 120 km/h o motor está em rotação mais baixa, apenas 2.000 rpm. O funcionamento é suave e as mudanças, imperceptíveis. No modo manual o câmbio não efetua automaticamente mudanças ascendentes, permitindo ser levado até o limite de rotação, quando é efetuado o corte de injeção.

Beneficiado pelo coeficiente aerodinâmico Cx de 0,28, o Camry atinge velocidade máxima de 230 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. A surpresa, no entanto, é o consumo de combustível. O V6 tem quatro válvulas por cilindro e integra toda a tecnologia de duplo comando no cabeçote, com variação de válvulas sistema VVTi de admissão e escape, além de coletor de admissão também variável. Em cruzeiro o computador de bordo apontou mais de 10 km com um litro de gasolina. Isso se chama eficiência. Na cidade é pouco mais elevado, ficando em torno de 7 km/l. Com capacidade para 70 litros de gasolina no tanque, sua autonomia é de 700 km.

Entre os equipamentos há toca-CD com capacidade para 6 discos inseridos diretamente no painel e leitor de arquivos MP3 e WMA, airbags frontais, laterais e tipo cortina. O volante integra comandos de rádio e do ar-condicionado e seu computador de bordo é mais fácil de visualizar – e operar. Há regulagem elétrica para bancos do motorista e do passageiro. De gosto duvidoso são os apliques de madeira de tom claro no painel e no volante. E falta a ele algo simples, porém importante: travamento automático das portas.

O ar-condicionado é outro grande atrativo do carro. É equipado com o sistema “Plasmacluster”, um sistema de esterilização no ar-condicionado por meio de baixas descargas elétricas, que tem como efeito produzir um ambiente “próximo ao de uma cachoeira, tão agradável quanto”, segundo a Toyota. E produz mesmo. O Camry avaliado estava com mais de 11 mil km e ainda assim o ar-condicionado funcionava sem qualquer odor desagradável – o que já foi detectado em outros carros avaliados.

O Camry só não é imbatível porque tem tração dianteira. O Omega, ainda que seja feito mais para os passageiros do que para o motorista, tem tração traseira – o que por si só é capaz de garantir prazer ao dirigir.Chevrolet Omega

Toyota Camry

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