Com preço tentador, Ranger Sport chega ao mercado

Nova versão tenta ganhar espaço para a futura picape da marca


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- A terceira picape média mais emplacada do Brasil ganhou uma versão Sport na semana passada. Apesar do nome Sport, a esportividade fica um pouco longe desta nova Ford Ranger.

Os percalços que impedem a utilitária de ganhar o título começam externamente. As rodas são de aço, com aro 16”, os pneus são de perfil misto, o vidro traseiro não é corrediço, a caçamba não tem protetor e a capota marítima não é de série.

Para rebater os detalhes anti-esportivos, a Ford aplicou grade de radiador diferenciada, faróis de neblina e logomarca Sport na caçamba. Mas, como a idéia da Ford é oferecer ao consumidor uma picape média ao preço de uma pequena, a ausência de itens estéticos pode ser colocada na balança.

O valor sugerido pela Sport é de R$ 49,99 mil. Baixo, se o valor for comparado com o das picapes médias, e até certo ponto alto se for colocado ao lado das picapes pequenas. Em uma rápida comparação financeira com Chevrolet Montana e Fiat Strada, pode-se chegar a uma simples conclusão: o preço inicial é equivalente, mas o valor para manter a Ranger pesa no bolso.

Na hora de reparar a Ford Ranger, o Cesvi Brasil Centro de Experimentação e Segurança Viária a classifica com um índice de 27 pontos. Já para a Chevrolet Montana o valor cai para 16 e, para Fiat Strada, o índice fica por volta de 20. Ou seja, o valor do seguro e do reparo para a Ford Ranger é maior se comparado com o dos modelos pequenos.

Quando o assunto é acelerar, a Ford Ranger se mostra bem aguerrida com o motor, somente a gasolina, de 4-cilindros em linha com 2,3 litros. Os 150 cv de potência máxima a 5.250 rpm e o torque de 22,1 kgm oferecem ótima agilidade no trânsito.

Com um peso total de 1.490 kg, a relação peso/potência da picape média fica em 9,9 kg/cv. Já a Fiat Strada, que oferece 112 cv quando abastecida a gasolina e apresenta peso total de 1.070 kg, apresenta uma relação peso/potência de 9,5 kg/cv. Neste caso, a Ranger perde por pouco perante o automóvel da Fiat. A situação fica pior para a Montana, que tem a mesma potência da concorrente italiana e pesa mais, 1.150 kg 10,2 kg/cv. Neste caso, a picape média leva uma ligeira vantagem.

Para deixar a Ranger mais parecida com um carro de passeio, a Ford ajustou a suspensão traseira e modificou a caixa de direção. Isso ficou nítido no test-drive realizado pelo Webmotors na região metropolitana de São Paulo.

No trânsito e sem carga a Ranger vai bem, tem visibilidade favorecida, agilidade e bons equipamentos de conforto: ar-condicionado, travas, vidros e retrovisores elétricos. Agora, quando o assunto é estrada e velocidade na casa dos 120 km/h, a máxima permitida nas rodovias, a Ranger ainda demonstra certa insegurança. O adesivo no quebra-sol continua informando para o motorista ter cuidado com as manobras bruscas.

Mas o usuário não pode esquecer que ele está a bordo de um utilitário-esportivo, com centro de gravidade mais alto, peso acima de uma tonelada, freios mais “borrachudos” e pneus mistos.

Mudança na suspensão e dirigibilidade

Para tornar a condução urbana mais segura e confortável a equipe de engenharia da Ford aumentou a bitola traseira em 34 mm.e a distância entre os amortecedores de 680 mm para 1.115 mm. Com as alterações, a Ford informou que a eficiência do amortecimento foi melhorada de 55% para 85%.

A caixa de direção da Ranger na versão tradicional precisa de 4 voltas para ir de batente a batente. Na Ford Ranger Sport, são necessárias apenas 3,5 voltas, quase o mesmo número de um Ford Fiesta.

No trabalho

Quem procura um utilitário, com certeza, pensa em trabalhar ou colocar o veículo em “aventuras”, o que exige um certo número de requisitos. Em termos de capacidade de carga, a Ranger não é exatamente uma das melhores. Para ter uma idéia, a Courier, picape pequena da Ford, carrega 800 kg e a Ranger, 760 kg.

Suas concorrentes “pequenas” levam pouca coisa a menos: a Volkswagen Saveiro aguenta 697 kg, a Fiat Strada cabine estendida, 685 kg e a Chevrolet Montana, 689 kg. Quando o assunto é volume a Ranger se destaca, 1.455 l contra 1.143 l da Chevrolet, a maior em volume entre as pequenas.

Na ponta do lápis

O consumo de combustível da Ranger, declarado pela Ford em ciclo misto, é de 9 km/l. Com um tanque com capacidade para 60 l, o utilitário da Ford registra uma autonomia média de 540 km. Neste quesito a picape da Ford perde de lambuja para as concorrentes pequenas, principalmente pelo fato de todas utilizarem a tecnologia flexível em combustível.

Além de ter um valor mais caro para o contrato de seguro, a Ranger apresenta índice de manutenção preventiva mais elevado. Por exemplo, um jogo de pneus 245/70 R16 custa em torno de R$ 3.000; já em um jogo de pneus para as utilitárias pequenas, 175/80R14, paga-se em torno de R$ 1.000.

Um filtro de óleo para a Ford Ranger equipada com motor 2,3 litros a gasolina custa R$ 14, enquanto o mesmo item para as picapes pequenas custa R$ 8. No caso do jogo de pastilhas de freio, a diferença é maior que 50%. Cerca de R$ 100 para a Ranger e R$ 40 para as pequenas.

Resumo da conta: uma Ranger é, sim, um veículo maior e que ostenta status, luxo e robustez. Porém, não esqueça que estes itens têm custo maior do que o que aparece na hora da compra.

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