Fiat 500 Abarth: veneno sem antídoto

Compacto preparado por submarca esportiva provoca vício em diversão por R$ 79.300


  1. Home
  2. Testes
  3. Fiat 500 Abarth: veneno sem antídoto
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon


Dirigir o Fiat 500 Abarth é um caminho sem volta. É como ser inoculado por veneno sem antídoto. Basta ouvir os primeiros roncos do foguetinho para cair em transe. E a vontade de ingerir mais desta bebida letal só aumenta haja vista que o tubo de ensaio para o experimento é a pista.

O Autódromo de Goiânia é o cenário do primeiro encontro com hot hatch preparado pela submarca esportiva de origem austríaca e que tem como símbolo o escorpião. Bem apropriado. A Abarth injetou altas doses de veneno no pequeno 500, que de seu estado normal só manteve a carroceria.

 Sob o capô mora o motor 1.4 MultiAir 16V Turbo a gasolina de 167 cv a 5.500 rpm, além de 23 kgf.m de torque constante entre 2.500 e 4.000 giros. Eficiente e turboalimentado com pressão ao máximo de 1,24 bar, o compacto chega aos 100 km/h em 6,9 segundos. Para isso, destaca-se ainda a atuação de um câmbio manual de cinco velocidades de engates justos e precisos.

IMAGE

A preparação da Abarth agregou ainda melhorias nos sistemas de freio, suspensão e exaustão ao veículo. A consequência foi transformar o 500 numa ótima opção aos adeptos de track days. O hatch é leve, mas com aerodinâmica muito bem equilibrada.

A característica mais chamativa, no entanto, é a autonomia que o ‘brinquedinho’ dá ao condutor. Mesmo quando trabalhando com o estágio mais conservador do controle de estabilidade (há três níveis), o carro é muito permissivo e deixa o motorista segurá-lo no braço.

A estrutura do modelo, no entanto, transmite muita segurança. Apesar da posição de guiar relativamente alta, é possível sentir a carroceria no chão. Também há diversos equipamentos e tecnologias de segurança como sete airbags, distribuição de força de frenagem, controle de tração e discos de freios redimensionados.

Para brincar com o foguetinho a todo o vapor, basta acionar o botão Sport. O volante fica mais pesado, o pedal do acelerador ganha sensibilidade e o mais empolgante: a pressão do turbocompressor trabalha em sua capacidade máxima, o que é possível ser vista no mostrador ao lado esquerdo do quadro de instrumentos. Este, por sua vez, ficou mais moderno e intuitivo.

SIMPATICAMENTE ENVENENADO

Como não poderia ser diferente, a Abarth também implementou kits estéticos ao simpático 500. São mudanças pontuais, que mantem o carisma do modelo, mas que lhe dá uma carinha de mal. O para-choque está 6,9 centímetros maior, há faixas laterais na mesma cor da capa dos retrovisores (vermelho, preto ou branco), dupla saída de escapamento, volante com base achatada, bancos em formato de concha com acabamento em couro e uma bela e exclusiva caixa de rodas de 16 polegadas.

Mas nada agrega mais valor ao carro do que o singelo logo de escorpião da Abarth, criada em 1949 pelo piloto austríaco Karl Abarth e que tornou-se parte da Fiat em 1971.

Os únicos equipamentos que não vêm de fábrica do modelo são teto solar elétrico e sistema de som de som da Beats, que fazem parte de um pacote opcional ainda sem preço definido.

QUANTO VALE O VENENO?

A Fiat definiu o preço da diversão em R$ 79.300. O primeiro lote de importação do México conterá 30 unidades e chegará às concessionárias em meados de dezembro. Valor dentro da margem que havia sido estipulado para o modelo, entre R$ 75 mil e R$ 80 mil.

A marca pretende vender 300 unidades por ano e bater de frente com esportivos como Mini One, Audi A1 e Citroën DS3.


Assista ao vídeo do 500 Abarth e outros esportivos acessíveis


Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors