Ford Ka+ encara Chevrolet Prisma

Comparativo revela que rivais são muito parecidos em absolutamente (quase) tudo


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A família cresceu e o ‘hatchzinho’ basicão velho de guerra, parceiro de aventuras e presepadas, já não é mais suficiente? Que tal um sedã compacto com porta-malas grande para levar carrinho, bercinho, tralhas e mais tralhas? Se ficou seduzido com ideia, se liga neste comparativo entre Chevrolet Prisma e Ford Ka+, ambos em suas versões topo de linha LTZ 1.4 e SEL 1.5, respectivamente – ambos com transmissão manual.

Valores, como sempre, são primordiais na decisão de compra – ainda mais neste segmento. No caso destes dois, porém, o equilíbrio é marcante. Enquanto o Chevrolet custa R$ 52.390, o Ford sai por R$ 53.190 – diferença que some nas prestações.

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Os dois carros também são bem completos, entregando de série direção hidráulica (elétrica no caso do Ford), ar-condicionado, travas, vidros e espelhos retrovisores externos elétricos, rodas de liga leve de 15 polegadas, airbag duplo frontal, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), faróis de neblina e computador de bordo.

Os diferenciais estão em pontos tecnológicos. O Chevrolet utiliza o MyLink, que permite, entre diversas funções, utilizar aplicativos do aparelho celular conectado via Bluetooth. Este sistema tem tela de 7 polegadas e é sensível ao toque. É um bom recurso, especialmente para um veículo de uma categoria que, em via de regra, não teria à disposição.

O Ford tem o Sync, que é mais simples que o MyLynk, e que tem como principal recurso o comando de voz para busca de músicas, leitura de mensagens de texto recebida no aparelho celular pareado à tecnologia. A tela também é pequena e não é sensível ao toque. Além disso, há sensor de estacionamento traseiro.

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Ainda pensando no bolso, o valor médio do seguro também é bastante equilibrado: R$ 3.035 para o Prisma e R$ 2.985 para o Ka+. A principal diferença no quesito cifras está nas revisões de até 30.000 km – enquanto o ‘Chevola’ gasta R$ 1.236 em três revisões, o ‘Fordinho’ investe R$ 1.548 e quatro revisões – no caso do Ka+ existe uma parada periódica em seis meses ou 5.000 km.

Espaço também é importante, afinal, o hatch só foi negociado por conta da necessidade de espaço, não? Os oponentes também são muito parecidos neste quesito – veja números no infográfico abaixo. No entanto, o Prisma transmite uma sensação de ser mais amplo, principalmente em termos de largura – acomoda com mais conforto três ocupantes no banco traseiro.

O Chevrolet impressiona ainda pelo belo porta-malas de 500 litros. O do Ford agrada também com 445 litros e, ao contrário do rival, não tem o chamado ‘pescoço de ganso’ – alças que invadem o interior do bagageiro ‘roubando’ parte do espaço e em determinados casos impedido que malas/ equipamentos mais volumosos sejam acomodados perfeitamente.

A posição para dirigir dos dois veículos é boa, apesar de terem somente ajustes de altura da coluna de direção – uma regulagem de profundidade não seria ruim. Os volantes também têm excelente empunhadura, mas o do Ford leva ligeira vantagem por ser multifuncional, item que está disponível no sedã da Chevrolet apenas na configuração com transmissão automática.

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No quesito acabamento, mais igualdades. Há um abuso na utilização das peças em plástico duro. Por custarem mais de R$ 50.000, materiais mais agradáveis ao toque poderiam ser utilizados. Um cromado de leve em algumas partes já sugeriria um leve ar de requinte superior aos sedanzinhos.

RODANDO

Na ‘pista’, o Ka+ mostrou ser mais ágil. Nas saídas e retomadas é possível perceber um vigor maior do Ford em relação ao Chevrolet. E isso se deve a um conjunto mais forte, representado pelo motor 1.5 Sigma de até 110 cv de potência e interessantes 14,9 kgf.m a 4.250 giros. É um propulsor que apesar de trabalhar melhor em médias rotações, entrega força interessante já a partir dos 2.500 rpm. Ponto positivo também para o escalonamento da transmissão manual de cinco marchas, que tem bons engates – curtos e precisos.

O Ka+ também sugere uma tocada mais esportiva, especialmente pelo bom equilíbrio da suspensão (independente tipo Macpherson na dianteira e eixo autoestabilizante tipo Twist Beam, na traseira). Firme na medida certa, permitindo entrada de forma mais ‘pesada’ na curva sem que a carroceria incline fora do normal. O conforto também não é comprometido. Lembrando que o Ford, ao contrário do Prisma, tem controles de estabilidade e tração, itens de segurança importantes.

O Chevrolet não faz feito – apesar de não entregar o vigor do concorrente. Seu motor 1.4 flex entrega 106 cv de potência e 13,9 kgf.m de torque a 4.800 rotações, números realmente próximos do rival. Mas na tocada do dia a dia, o Prisma mostrou ser mais suave. O câmbio de 5 marchas tem ótimo escalonamento, conseguindo deixar o propulsor em ponto de bala para retomadas satisfatórias e acelerações ok.

A suspensão (independente tipo Macpherson na dianteira e semi independente com eixo de torção na traseira) também trabalha de maneira firme, porém é nítida a intenção da Chevrolet de focar mais no conforto que a Ford.

E se pensa que o peso tem a ver com esta diferença de comportamento, pode tirar o cavalinho da chuva. O Prisma é somente 31 kg mais gordo.

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CONCLUSÃO

Equilíbrio. Esta, definitivamente, foi a palavra que ditou o ritmo deste comparativo. Preços, medidas, números de desempenho, espaço interno acabamento. Tudo coloca Prisma e Ka+ muito próximos. O Chevrolet leva ligeira vantagem no espaço interno e, consequentemente, no conforto. O Ford está com um conjunto mecânico mais voluntarioso, algo que faz diferença no dia a dia dos grandes centros. O principal diferencial entre estes dois está na mesa do vendedor e nas vantagens que cada marca poderá dar na hora de fechar negócio. 

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