Hyundai HB20 2020

Hyundai HB20 ganha tecnologia e interior refinado

Testamos a versão topo de linha do hatch que foi o segundo carro mais vendido do Brasil por anos


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No teste de hoje vamos falar sobre um dos players mais importes do mercado automotivo nacional dos últimos anos. O Hyundai HB20, lançado no fim de 2012, foi sensação durante seu lançamento pelo design ousado, que durou anos, e pela proposta de oferecer, além do desenho agradável, boa quantidade de equipamentos e preços atraentes. A meta era desbancar os líderes Gol e Palio Fire.

E, de fato, isso ele conseguiu, tanto que com o passar dos anos ele e seu grande arquirrival, o Chevrolet Onix, desbancaram a dupla de Volks e Fiat e assumiram um novo duelo no topo do pódio.

Preços sempre foram atrativos, considerando que lá em 2012 a versão mais barata custava menos de R$ 30 mil e o aumento dos valores com o decorrer dos anos não foi um impeditivo que pudesse atrapalhar suas vendas - afinal, o próprio Onix e outros carros da categoria que estrearam depois também se posicionaram na mesma faixa. Hoje, ele custa entre R$ 46.490 a R$ 77.990.

O carro do teste de hoje é o mesmo vermelhinho do vídeo abaixo: o HB20 Diamond Plus, justamente o mais caro da linha, de R$ 77.990. Não há opcionais.

O carrinho sempre foi sensação: bonito, bem acabado, bem equipado e com preços atraentes, seguiu por anos na cola do Onix. Os "irmãos" HB20S, sedã, e HB20X, aventureiro, também sempre foram bem. Houve, ainda, uma reestilização em 2015, para a linha 2016, que "atualizou" o design das versões mais caras - ganharam faróis e lanternas de LEDs, sem perder a essência "provocante" do design.

Veja o raio-X que fizemos com o carro

Até que...

Até que chegou a maior mudança visual do carro, lançada no final do ano passado, um ano depois da apresentação do conceito Saga, que o inspirou e foi mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018. Mas vamos deixar para falar sobre design no fim do texto. Agora, temos que falar que o carro melhorou, e muito, em vários aspectos.

Ele ganhou tecnologia: na versão topo de linha Diamond Plus, que rodamos por algumas semanas, há equipamentos que nunca haviam sido usados em carros da categoria de entrada no Brasil. Acredite, o novo Hyundai HB20 até freia sozinho se o sistema detectar um obstáculo à frente e perceber que o motorista não reagiu a ele.

Outros itens

Tem outros itens do tipo, como alerta de mudança de faixa e sistema de monitoramento da pressão dos pneus. E equipamentos condizentes com um carro de quase R$ 80 mil, como os seis airbags; sistema multimídia com conexão via CarPlay e AndroidAuto; câmera-de-ré; chave sensorial de abertura das portas; acionamento do motor por botão.

Completam a lista sensor de chuva e crepuscular; sistema stop-start (que desliga e religa o motor em paradas rápidas para economizar combustível) e até aletas atrás do volante para trocas de marcha. As rodas dessa versão mais cara, a Diamond Plus, ainda são de liga leve (16 polegadas) e há faróis e lanterna de neblina e telas digitais coloridas no painel de instrumentos.

E a grande evolução do carro não é só no quesito equipamentos: por dentro. O aspecto da cabine também melhorou bastante se comparado ao HB20 anterior. Materiais utilizados nessa evolução são mais nobres, detalhes de costuras são superiores e até a acústica foi melhorada.

Na prática, se você entrar de olho fechado no HB20 anterior e neste novo, em seguida, vai achar que invadiu um carro mais caro pelo maior silêncio na cabine e até pelo cheiro mais agradável do novo acabamento.

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Legenda: Novo Hyundai HB20 quer manter os bons números de venda da primeira geração
Crédito: Divulgação

Novo motor turbo

Outra coisa que melhorou demais foi o motor turboflex das versões mais caras, que é excelente. E quando a gente diz que é excelente, pode acreditar, é porque é mesmo: esse mesmo motor no HB20S foi considerado superior ao também ótimo propulsor do Chevrolet Onix Plus no comparativo que fizemos para o canal da Webmotors no Youtube - e que você pode assistir abaixo.

O motivo do tão bom acerto está no uso da injeção direta de combustível. São 120 cv e 17,5 kgf.m de torque com os dois combustíveis aplicados em um baixo peso (1.091 kg), que garante ao hatch boas retomadas, aceleração de 0 a 100 km/h em 10,7 s e velocidade final de 190 km/h, além de consumo excelente: 12,2 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina e 8,6 km/l e 10,3 km/l, com etanol.

Quem completa o eficiente conjunto é o câmbio automático de seis machas, também digno de muitos elogios. De fato, essa combinação de modernos equipamentos e conjunto mecânico atualizado e eficiente fazem do HB20 um ótimo parceiro para rodar na cidade e fazer algumas viagens. Para trechos mais longos, o ponto negativo fica para a falta de espaço e o volume do porta-malas (300 litros).

E o charme?

Não enaltecemos tudo de bom que o carro tem para no final falar que ele é feio e que não vale a pena, até porque design é algo totalmente subjetivo. Não podemos dizer que o HB20 não ficou melhor, porque o que aconteceu foi justamente o contrário: ficou mais poderoso, equipado e ainda mais firme, fazendo dele um carrinho ainda mais gostoso de se guiar.

Mas também é fato que o novo visual não ajuda e talvez isso impeça que as vendas sejam como antes. Nos três últimos meses de 2019, o desempenho certamente ficou abaixo do esperado e muito diretor sul-coreano deve ter ficado de cara feia com seus números na praça no trimestre.

Em fevereiro, porém, um alento: houve uma retomada nas vendas e o HB20 terminou na terceira colocação geral, atrás somente da dupla Onix e Onix Plus, mas na frente do Ford Ka. Quem sabe não seja um sinal de que a percepção do cliente tenha começado a ser menos visual e mais qualitativa...

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Legenda: Hyundai HB20 ganhou desenho "polêmico" na linha 2020; você gostou?
Crédito: Divulgação

 

Ancora: Conclusão Score

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