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Teste: New March mostra evolução a partir de R$ 32.990

Compacto da Nissan ganha novo visual e equipamentos para brigar em segmento aquecido


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R$ 2,6 bilhões foi o investimento total feito pela Nissan para erguer sua nova fábrica em Resende (RJ). É de lá que saem os primeiros New March oferecidos nas concessionárias da marca em todo o país. WebMotors entrou na linha de montagem para conhecer todos os detalhes do hatch, que chega a partir de R$ 32.990 na versão de entrada 1.0 Conforto, podendo chegar aos R$ 42.990 na configuração 1.6 SL.

 

Escolhemos a versão topo de linha, que reúne todas as novidades do modelo para nossa avaliação. De cara, é possível perceber as maiores modificações do Nissan, que estão no visual. Além de se tornar nacional, o New March passou uma reestilização, mostrada pela primeira vez no Salão de Frankfurt do ano passado. O compacto trocou os insossos faróis redondos por peças mais espichada, que tornou sua frente mais agressiva. O para-choque também ganhou novas entradas de ar. O objetivo? Tornar o modelo menos sem graça.

 

Assista ao teste do WebMotors com o New March



 

Na traseira, o design é praticamente o mesmo, com exceção do grafismo interno das lanternas. A versão topo de linha ganhou ainda um diferencial para o segmento, rodas de 16 polegadas, calçadas com pneus 185/55. Dentre os hatches compactos, apenas o Ford New Fiesta oferece um jogo de mesmo tamanho em sua versão topo de linha - que custa pouco mais de R$ 59 mil.

 

O modelo de entrada é mais modesto, e oferece rodas de 14 polegadas com calotas, enquanto a versão intermediária SV vem equipada com rodas aro 15. Por dentro, o March também recebeu melhorias, tão pontuais quanto as externas. Segundo a Nissan, clínicas com clientes revelaram uma percepção de simplicidade exagerada por parte dos clientes, principalmente no volante. Por isso, o destaque no interior é justamente ele. A nova peça é exclusiva para o Brasil, inspirada no Sentra, com direito a comandos de áudio e do Bluetooth.

 

A parte central é a outra novidade e ganhou acabamento em preto brilhante no topo de linha SL. Além disso, há ar-condicionado digital e uma a central multimídia Nissan Connect. Ambos estão disponíveis apenas no topo de linha. A tela é sensível ao toque e mede 5,8 polegadas. O sistema, no geral, funciona muito bem, incluindo o navegador, bastante intuitivo. O que não é simples, porém, é o principal atributo da central, um aplicativo disponível para celulares com sistema iOS (iPhone) ou Android, que permite acesso ao Facebook e a busca do Google através da tela. Pareá-lo com o celular não e nada fácil.


 

Como anda?

 

Dinamicamente o New March lembra bastante o modelo atual, isso porque o conjunto mecânico é o mesmo. A versão topo de linha traz o conhecido 1.6 16V, capaz de render 111 cv de potência a 5.600 RPM e 15,1 kgfm de torque a 4.000 rpm (etanol). Há apenas a versão de câmbio manual de 5 velocidades - o automático chega em breve, garantem extraoficialmente alguns executivos da Nissan.

 

O motor casa muito bem com o compacto, que chega a despertar alguns sorrisos em quem o conduz. O modelo acelera muito bem, tanto no circuito urbano, como em ultrapassagens em rodovias. Embora não seja um motor tão tecnológico e potente quanto o de New Fiesta ou HB20, o propulsor trata de empurrar bem o New March. O peso bastante leve de 982 kg (na versão topo de linha) também contribui para o ótimo desempenho.

 

Segundo a Nissan, o compacto acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos. O consumo também agrada, já que o Nissan registra 8,1 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada (etanol). O ponto negativo aqui fica por conta do alto ruído do motor que invade a cabine, com isolamento acústico abaixo do desejado. O câmbio é outra grata surpresa no New March, pois casa muito bem com o propulsor. Isso porque tem engates mais precisos que a versão anterior. Faz um bom meio termo entre o câmbio de engates moles do Sandero e dos engates certeiros do Gol.


 

A suspensão é outro ponto positivo do New March. Apesar da nova calibração, ela repete quase que o mesmo comportamento do March mexicano — que continua à venda no país, com bastante conforto para enfrentar os buracos. Ela não torna a carroceria tão firme como a de um Gol, mas apresenta comportamento semelhante ao de um HB20 ou Etios.


Por dentro, o New March apresenta bom espaço, superior ao de modelos como o Volkswagen up!. O porta-malas, porém, não é dos melhores e transporta apenas 265 litros de bagagem, número bem inferior aos 305 litros do Hyundai HB20. O acabamento é tão satisfatório quanto o dos concorrentes. E assim como eles é extremamente simplificado na versão 1.0 Conforto de entrada. Não há tecido nas laterais de porta, por exemplo, o que está presente desde o HB20 mais em conta.

 

Vale a pena?


A versão de entrada do New March é cerca de R$ 1 mil a menos do que um HB20 equivalente, o que faz deste japonês uma boa opção na compra. Ele leva vantagem ainda em relação ao seu oponente japonês Toyota Etios pela melhor aparência. Se a briga for frente ao up!, o Nissan leva a melhor pelo preço. Já que a versão topo de linha equipada com motor 1.6 custa pouco mais de R$ 2 mil a mais que o equivalente no Volkswagen, que só dispõe de motor 1.0.

 

Embora tenha evoluído principalmente no visual, que está mais agressivo, o Nissan continua sendo uma opção bem racional. Isso porque não é um modelo que causa amor à primeira vista na maioria das pessoas, tampouco oferece diferenciais exclusivos. Sua vantagem é o conjunto muito bem acertado de motor e câmbio, espaço e dirigibilidade bastante amigável. Vence a razão, agora com um pouquinho mais de emoção.

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