Teste: Novo Renault Sandero Expression 1.0 16V

WebMotors acelerou versão intermediária que parte de R$ 34.990


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(Florianópolis/SC) - Sem esquecer as raízes fincadas na racionalidade, oferecendo bom espaço interno e custo-benefício competitivo, o novo Renault Sandero ganha uma qualidade pela qual nunca foi lembrado: a beleza. Durante o lançamento oficial do modelo em Florianópolis (SC), o WebMotors teve a oportunidade de avaliar a versão Expression 1.0 16V Hi-Power, que parte de R$ 34.990 e que deverá ser, juntamente com a Expression 1.6 8V Hi-Power, responsável por cerca de 60% das vendas. No entanto, antes de design, vamos falar de desempenho…

Por aproximadamente 40 quilômetros, o hatch produzido em São José dos Pinhas (PR) mostrou excelente desenvoltura no perímetro urbano. Com 10,5 kgf.m de torque a 4.250 rpm (etanol), o Sandero entrega saídas saudáveis. E apesar de ser um bloco de 16V, as retomadas em baixas rotações são interessantes. Porém, comparado com os blocos 1.0 de três cilindros da Volkswagen, que equipa Fox Bluemotion e Up!, e Hyundai, que move a família HB20, os ‘quatro canecos’ da marca francesa ainda devem um pouco.

Importante ressaltar que para a boa desenvoltura deste propulsor de 80 cv de potência máxima (álcool), que estreou junto com a última atualização do Clio, a engenharia da Renault trabalhou bem a relação das marchas iniciais do câmbio manual de cinco velocidades, com as primeiras mais curtas e as últimas mais alongadas, privilegiando a economia de combustível. Nota ‘A’ no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, o modelo faz, segundo a fabricante, 8,1 km/l (etanol) e 11,9 km/l (gasolina) na cidade, e 9,2 km/l (etanol) e 13,4 km/l (gasolina).

E devido exatamente a este alongamento das últimas marchas – especialmente da 5ª -, depois dos 90 km/h o Sandero demora um pouco mais para alcançar velocidades elevadas. A 120 km/h, por exemplo, o conta-giros trabalha em elevados 4.500 giros – o que acaba também provoca ruído mais elevado no interior. Nas ultrapassagens é preferível (e seguro) reduzir para 4ª e ‘encher’ o motor.

A suspensão trabalha bem, mas poderia ser um pouco mais firme. Nas lombadas mal sinalizadas pelo trajeto, o Sandero não bateu nenhuma das partes inferiores, ao mesmo tempo em que não teve batidas secas.

ERGONOMIA E ACABAMENTO

Em comparação à geração anterior, a ergonomia não mudou muito. Na versão Expression, o banco do motorista e a coluna de direção têm regulagem de altura, o que ajuda a encontrar a melhor posição ao volante, que tem novo design e melhor empunhadura. Aliás, a nova alavanca para regular a altura do assento do condutor é mais prática que a anterior – os baixinhos agradecem.

O novo painel de instrumentos – igual ao do novo Logan – tem melhor leitura com a utilização de três leitores circulares, sendo que o da direita traz tela do computador de bordo (seis funções). Ponto positivo para a nova iluminação, que abandonou, finalmente, a velha e antiquada coloração laranja. Destaque também para a boa posição do câmbio, que tem engates precisos, porém longos. Faltou, no entanto, um ajuste eletrônico dos espelhos retrovisores externos (item disponível apenas na versão topo de linha Dynamique).

O acabamento é sóbrio – aqui está um pouco da alta racionalidade deste hatch. As peças estão bem encaixadas. Os plásticos de diferentes texturas, no entanto, dominam o interior. Algumas partes mais duras, porém, poderiam ser trocadas por materiais emborrachados, como na parte superior do painel. Os cromados também poderiam ser melhor trabalhados.

E assim como na versão anterior, o espaço interno agrada. É nítida a sensação de superioridade em comparação aos concorrentes diretos, especialmente Fiat Palio e Volkswagen Gol. No entanto, em relação à geração atual, as diferenças são mínimas – comprimento (4,06 m) e altura (1,53 m) agora são superiores; distância entre os eixos (2,59 m) e porta-malas (320 litros) são os mesmos. E quem viaja no banco de trás não passa aperto.

DESIGN

Levando-se em conta a geração atual, o novo Sandero é, sem sombra de dúvidas, muito mais atraente. As linhas retas e pontudas foram substituídas por contornos arredondados, modernos e mais agradáveis ao olhar.

A dianteira traz grade frontal que remete à nova identidade da Renault no mundo – e é exatamente ela que diferencia o Sandero brasileiro do produzido pela Dacia, subsidiária da marca francesa para o mercado do Leste Europeu.

As laterais são lisas, sem vincos marcantes. A linha de cintura é alta e a área envidraçada ampla, oferecendo boa visibilidade. E com novas lanternas, a traseira nem de perto lembra o Sandero dos dias de hoje.

CUSTO-BENEFÍCIO

A Renault conseguiu melhorar o custo-benefício do Sandero, que já não fazia feio à concorrência. A opção Expression 1.0 16V Hi-Power traz de série, por R$ 34.990, direção hidráulica, ar-condicionado, travas e vidros elétricos, e rádio CD player com MP3 (entradas USB e auxiliar) e Bluetooth. No entanto, a unidade testada pelo WebMotors também estava equipada com Techno Pack, que agrega sistema Media NAV (tela de sete polegadas sensível ao toque que oferece, entre inúmeras funções, navegação por GPS) e sensor de estacionamento, e custa R$ 1.200 a mais.

RESUMINDO

Melhorou – e muito! O Renault Sandero, que sempre teve bons números de venda – atualmente o 9º carro mais vendido em 2014 com cerca de 40.000 unidades emplacadas de acordo com a Fenabrave (Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) –,vislumbra ocupar posições mais elevadas neste disputado ranking, que tem três de seus arquirrivais na liderança: Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Onix - aliás, de acordo com Gustavo Schmidt, vice-presidente da marca no País, a intenção é ser o terceiro no segmento. E, convenhamos, atributos para tal façanha tem. Manteve o bom custo-benefício e o espaço interno de fazer inveja à concorrência, e agora traz algo que nunca teve: Beleza.

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