Abeifa espera novos associados ainda este ano
Entidade acredita que cinco ou seis novas marcas deverão passar a fazer parte do grupo de importadores
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A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) teve um primeiro semestre de vendas bem positivo, a exemplo do apontado nos balanços tanto da Fenabrave quanto da Anfavea.

As 10 associadas faturaram 111.120 unidades, das quais 64.219 importadas e 46.901 produzidas no País, neste caso a maioria por meio de conjuntos CKD e SKD (semidesmontados). Com a base comparativa relativamente baixa surgem números percentuais vistosos: mais 85,1% sobre o primeiro semestre de 2025. A participação no mercado total de automóveis e comerciais leves das associadas foi de 8,2%.

O presidente da Abeifa, Marcelo de Godoy, que é diretor de Vendas, Planejamento e Logística da Volvo para Brasil e América Latina, espera quatro ou cinco novas marcas coligadas este ano. Ele confirmou que várias associadas anteciparam as importações de carros elétricos para escapar da volta da tarifa de importação de 35% desde 1º de julho último.
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Godoy não apontou a marca que mais antecipou compras no exterior (fácil saber, a BYD). Ele ressaltou este movimento feito igualmente por outras fabricantes fora da Abeifa. No entanto, estatísticas da Anfavea indicaram que, em maio último, enquanto havia 169 mil unidades fabricadas no Brasil em estoque, 329 mil unidades (quase o dobro) eram de importados.

A consultoria Bright, por sua vez, registrou que as 16 marcas chinesas ocuparam 19% do mercado brasileiro, no primeiro semestre deste ano, novo recorde. Ela também prevê um novo recorde: superar, em 2026, as 210 mil unidades emplacadas, alta de 52% em relação às 137 mil de 2025. Entre as associadas, a Jaguar não importou nada no primeiro semestre. A McLaren vendeu nove unidades; e a Aston Martin, 15. A BYD entregou 99.064.
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