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Consultor aponta fraquezas na onda de chinesas

Especialista projeta três cenários diferentes para o futuro das marcas chinesas no mercado brasileiro

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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O engenheiro mecânico Milad Kalume Neto trabalhou por quase 23 anos na JATO Dynamics do Brasil, consultoria especializada na coleta e análise de dados sobre emplacamentos, preços e especificações de veículos em mais de 55 países.

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Omoda & Jaecoo SUVs chineses
SUVs chineses da Omoda & Jaecoo chegam em abrilCrédito: Divulgação

Ao sair, fundou em 2025 sua própria empresa, a K.LUME Consultoria, em sociedade com Máia Màrtins, voltada para dados e análises estratégicas do setor automobilístico. Objetiva fornecer informações importantes para fabricantes, concessionárias, comerciantes, locadoras e outros segmentos que gravitam em torno da indústria.

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Leapmotor International envia o primeiro lote de veículos elétricos da Leapmotor da China para a Europa
Força nas exportações: acima, a Leapmotor envia o 1º lote de veículos elétricos da China para a EuropaCrédito: Divulgação

No seu mais recente artigo, levantou questões pertinentes, também já abordadas por esta coluna, sobre o crescimento muito rápido de 16 marcas chinesas no Brasil (que, contudo, podem subir para 18 ou 19, segundo outras fontes), incluídas as submarcas que exploram quase todas as fatias do mercado brasileiro.

Só as picapes compactas, a exemplo de Fiat Strada, VW Saveiro e Chevrolet Montana, ainda não enfrentam concorrência direta. Kalume lembrou, com razão, que o carro chinês foi bem vendido, mas agora precisa envelhecer bem.

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Advertiu sobre a guerra de preços na China, pelo excesso de capacidade instalada. Isso levou o governo central, nada democrático, a ordenar a exportação a qualquer custo e, além disso, a uma pressão relevante sobre as marcas aqui já instaladas.

Kalume aponta três cenários de 2026 a 2032. No primeiro, claramente em curso, as chinesas ganham participação aqui de forma acelerada. No segundo, enquanto algumas marcas se consolidam, outras permanecem marginais ou desistem do Brasil. No terceiro, pode haver retração de determinadas operações.

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Milad Kalume Neto
Rodamos com o scooter da Yamaha por São Paulo e o modelo surpreendeu em vários aspectos

No cenário central, na visão da K. LUME, “a participação das marcas de DNA chinês poderia alcançar entre 33% e 36% do mercado brasileiro em 2032, ou aproximadamente um em cada três veículos vendidos. A principal questão, portanto, não será quantas marcas chinesas ainda chegarão, mas quantas conseguirão permanecer, crescer e transformar vendas em confiança de longo prazo”.

 

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Escrito por Fernando Calmon

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