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Filiadas à Anfavea não acompanham alta do mercado

Nos primeiros oito meses deste ano, vendas cresceram 18,4%, mas a produção nacional aumentou apenas 8,5%

Fernando Calmon
Fernando Calmon

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Apesar de agosto último ter apresentado bons resultados – a média diária de vendas de 13,1 mil unidades no mercado brasileiro foi a segunda melhor do ano, atrás apenas de maio, com 13,7 mil/dia – Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou o avanço dos importados e a perda de participação dos veículos nacionais.

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Pátio De MontadoraCrédito: Reprodução da internet

Ele sinalizou que, nos primeiros oito meses deste ano, as vendas apontaram um bom crescimento de 18,4%, porém a produção cresceu apenas 8,5%. “Não estamos capturando todo o crescimento do mercado”, acrescentou.

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Os executivos destacaram que será preciso reduzir a dependência de importações, aumentar o índice de componentes locais e desenvolver a engenharia nacionalCrédito: Divulgação

De janeiro a agosto deste ano, a comercialização de modelos importados de automóveis e comerciais leves avançou 30,3%, enquanto os de produção nacional somente 17,2%. Calvet informou que, dos 148 mil veículos adicionais, apenas 47 mil foram efetivamente produzidos no Brasil.

Dos restantes 101 mil, a grande maioria veio da China já pronta, parcialmente (SKD) ou totalmente desmontada (CKD). E, portanto, não agregaram conteúdo local importante. Entre os 10 modelos mais vendidos no mês passado, três já eram chineses, sendo um importado e os outros dois com índices simbólicos de peças brasileiras como pneus e vidros.

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O executivo não fez projeções sobre até que nível os modelos chineses poderão avançar. Um ponto relevante é que, a partir de janeiro próximo, todos os veículos elétricos importados, mesmo CKD e SKD, estarão sujeitos aos 35% de imposto de importação (I.I.) estabelecidos desde a década de 1990.

Contudo, ainda há um estoque elevado de modelos elétricos da BYD que chegaram isentos de I.I. No exterior, o incentivo fiscal tem um valor fixo na moeda local e muito inferior ao praticado no Brasil.

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GAC Aion UT ou Geely EX2, qual hatch elétrico comprar?
GAC Aion UT ou Geely EX2, qual hatch elétrico comprar?Crédito: WM1/IA

Além disso, as exportações chinesas para a Argentina também deslocaram veículos brasileiros no país vizinho. Mesmo com avanço importante de carros elétricos e híbridos no mercado nacional de automóveis e comerciais leves (juntos 94%, sobrando 1% para ônibus e 5% para caminhões), sua participação permanece muito baixa nas vendas de janeiro a agosto.

Apesar de percentuais de crescimento elevados enganosos por “capricho” matemático, que levam a “comemorações”, confira o panorama: gasolina, 2,7%; etanol, 0,1%; híbridos, 5,9%; híbridos plugáveis, 6,1%; elétricos, 7,6%; flex, 68,3%; diesel, 9,2%.

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Fernando Calmon

Escrito por Fernando Calmon

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