"O desempenho do primeiro semestre confirma o momento positivo da indústria de motocicletas. O aumento da produção acompanha a expansão da demanda no mercado interno", afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
Em junho, especificamente, 130.875 unidades saíram das linhas de montagem. O volume representou uma retração de 15,1% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 29,9% na comparação com maio.
O presidente da Abraciclo disse que o resultado de junho já era esperado, devido às férias coletivas programadas pelas fabricantes no período. Sdegundo ele, a pausa temporária na produção também é usada para manutenção das linhas e aperfeiçoamento dos processos industriais.
Produção por categoria e cilindrada
As motos Street lideraram o ranking de produção por categoria no primeiro semestre, com 543.600 unidades, o que representou 51,1% do volume total fabricado. Em segundo lugar, ficaram as Trail, com 212.600 unidades e 20% da produção, seguidas pela Motonetas, com 136.700 unidades e 12,9%. Essas posições também se mantiveram no desempenho de junho (números arredondados).Entre as categorias, curiosamente foram as motos de alta cilindrada - portanto, mais caras - que apresentaram o maior crescimento porcentual no primeiro semestre. A produção alcançou 32.285 unidades entre janeiro e junho, volume que representou uma alta de 37,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o segmento ainda é limitado: respondeu por apenas 3% do volume total fabricado.
Em números absolutos, os modelos de baixa cilindrada naturalmente lideraram o ranking, com 831.213 unidades e 78,2% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 199.899 unidades e 18,8% da produção. As posições foram mantidas no ranking de junho: baixa cilindrada com 77,1% da produção, média cilindrada com 19,3% e alta cilindrada com 3,6%.
Vendas no varejo tiveram recorde histórico
Os emplacamentos de motocicletas alcançaram um recorde histórico no primeiro semestre. Entre janeiro e junho, foram licenciadas 1.174.344 unidades, volume 14,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (1.029.549 unidades).Em junho, o mercado absorveu 194.249 unidades, resultado 8,3% acima do registrado no mesmo mês de 2025 e 1,8% inferior ao de maio. Considerando os 21 dias úteis do mês, a média diária de emplacamentos foi de 9.250 unidades.
As regiões Sudeste e Nordeste têm sido as principaid compradoras de motos no Brasil. As duas regiões respondeream, cada uma, por cerca de 384 mil unidades negociadas - 32,7% do total no país. A região Sul entrou com 13,2%, a Norte com 12% e a Centro-Oeste, com 9,4%.
Exportações cresceram quase 30% no semestre
Bons números também quanto às exportações. De janeiro a junho, as fabricantes de motocicletas instaladas no PIM exportaram 24.084 unidades, volume 29,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (18.611 unidades).Em junho, os embarques alcançaram 4.990 motocicletas, um crescimento de 62,8% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 19,7% na comparação com maio. Os principais compradores, neste ano, têm sido Argentina, Estados Unidos, Colômbia, Austrália e Guatemala.
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40 milhões de unidades produzidas
O polo de duas rodas em Manaus (AM) atingiu, no primeiro semestre, a marca histórica de 40 milhões de motocicletas produzidas. Com esse volume, consolidou-se como um dos principais polos mundiais - e o maior fora do eixo asiático.Contando com a presença das principais fabricantes mundiais, é reconhecido por sua tecnologia, inovação e segurança. Aliando alta capacidade produtiva, verticalização e competitividade, o complexo destaca-se ainda pelo respeito ao meio ambiente, com práticas de ESG implantadas em todas as etapas de produção.
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Outros dados importante sobre o PIM
- O PIM emprega quase 22 mil pessoas e gera cerca de 154 mil empregos indiretos
- O faturamento anual do setor de duas rodas no Brasil chega a R$ 44,8 bilhões
- O PIM tem capacidade produtiva de 2,1 milhões de motos por ano
- As empresas instaladas no PIM têm cerca de 1.500 fornecedores
Confira abaixo a produção brasileira de motos desde 2017, em unidades
- 2017 - 883.000
- 2018 - 1.036.800
- 2019 - 1.107.800
- 2020 - 962.000
- 2021 - 1.195.100
- 2022 - 1.413.700
- 2023 - 1.573.300
- 2024 - 1.748.300
- 2025 - 1.980.500
- 2026 - 2.070.000 (projeção)
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