Chrysler Thunderbolt: simples como apertar um botão

Um dos primeiros carros-conceito do mundo atraía multidões às concessionárias da marca
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Marcos Camargo
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- Durante a década de 1930 o desenho dos automóveis evoluiu bastante. Os carros, que antes eram quadrados, pintados na cor preta com pequenas variações e sempre com o mesmo estilo, davam lugar a novos modelos aerodinâmicos inspirados na velocidade dos trens da época. Num intervalo de apenas dez anos, o conceito do público em relação ao automóvel mudaria completamente.

Esse estilo artístico, denominado streamliner, algo como “baixa resistência ao ar”, inspirou automóveis como o Lincoln Zephyr, o Buick Y Job e o Chrysler Thunderbolt, considerados como os carros do futuro de seu tempo e criados para exibir as tecnologias em desenvolvimento. Em suma, foram os primeiros carros-conceito do mundo, feitos para ser exibidos em concessionárias e atrair público.

Em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, a Chrysler mostrou um automóvel muito diferente do que o público estava acostumado a ver. Primeiro porque era construído em alumínio e não metal comum. Também era o primeiro carro do mundo com teto rígido retrátil equipado com mecanismo elétrico. Além disso o Chrysler Thunderbolt era quase completamente acionado por botões e comandos elétricos, tendência que seria realidade nos carros do futuro.

O Thunderbolt foi desenhado por Alex Tremulis, o mesmo designer da marca Tucker, com a colaboração de Ralph Robert. Suas linhas são marcadas pela suavidade e fluidez num desenho completamente limpo. Diferenciar a dianteira da traseira é uma tarefa difícil, principalmente sem a capota, já que o carro tem quase as mesmas proporções no capô e na tampa do porta-malas. Na parte de baixo, um longo friso contínuo envolve o automóvel e também esconde os quatro pneus de faixa branca sob os pára-lamas.

Além do teto retrátil, o conceito esportivo da Chrysler trazia vidros elétricos, lâmpadas retráteis que se escondiam no desenho da carroceria, além de rádio, ignição e até maçanetas sem chave, tudo acionado com um simples toque de botão.

O carro era construído sob o mesmo chassi do modelo New Yorker, do tipo C-27, e usava o motor de oito cilindros em linha, 5,3 litros, que gerava a potência de 143 cv a 3.400 rpm. Com tração traseira, o carro tinha câmbio de três marchas na coluna de direção. Ainda sem a tecnologia dos freios a disco, um conjunto de quatro acionadores a tambor era responsável por segurar o Thunderbolt no asfalto.

O nome do veículo era uma homenagem ao então carro mais rápido do mundo, chamado de Thunderbolt, que era equipado com dois motores Rolls-Royce de 12 cilindros e que atingiu o recorde de velocidade a 574 km/h em setembro de 1938. A Chrysler solicitou permissão para usar o nome no seu novo automóvel.

Mas tantas novidades ficaram mesmo para o futuro, já que a Segunda Guerra Mundial, deflagrada oficialmente em 1939, atraiu todos os esforços dos países envolvidos no conflito e o momento econômico não era favorável para tantas inovações de tecnologia aplicadas aos automóveis.

Foram produzidas cinco unidades do Thunderbolt e quatro ainda existem, todas localizadas nos Estados Unidos. Uma delas está disponível para visitação no museu Walter P. Chrysler, na cidade de Auburn Hills, em Michigan, suspenso numa coluna junto a outros automóveis ilustres da marca, que fazem parte da história da indústria automobilística. Outro foi colocado recentemente à venda na RM Auctions. Quem quiser vê-lo pode acessar o site www.rmauctions.com/CarDetails.cfm?CarID=r103&SaleCode=AZ08.

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