Gran Torino mostra as novas direções que a vida pode tomar

Clint Eastwood brilha em filme que traz clássico da Ford como um dos personagens
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Gustavo Ruffo
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- Que rumos uma vida pode tomar? Se você pensar em Walt Kowalski, personagem de Clint Eastwood no filme “Gran Torino”, não muitos. O da vida dele já estava definido, selado. Militar, veterano da Guerra da Coréia, ele viu o mundo ao seu redor se transformar. Os vizinhos se mudaram e deram lugar a estrangeiros, a maioria deles asiáticos. A mulher morreu e os filhos e netos o irritam. O peso dos anos na guerra é grande. Sozinho, ele espera a morte chegar dentro de um mundo isolado e preconceituoso, mas seguro. Até que o mundo bate em sua porta de um modo que ele não tem como ignorar.

O vizinho, o menino hmong Thao o ator Bee Vang, assediado por gangues de sua etnia e atacado pelas diversas outras que há em sua região, recebe a incumbência de roubar o Ford Gran Torino 1972 de Kowalski, comprado novo e conservado assim desde sempre. Incumbência esta a que Thao resiste o máximo que pode. Por índole. Ele falha quando é pego em flagrante pelo dono do carro, mas consegue fugir. O contato que Kowalski evitava se estabelece, tanto com Thao quanto com a realidade que ele evitava encarar. E é quando ele a encara que as coisas mudam de figura.

Para começar, ele não consegue mais manter a indiferença. Vira herói por acaso e é reconhecido como tal, para seu espanto e desconforto. O mundo perfeito em que vivia é invadido e ele percebe que precisa fazer algo. Que Thao precisa de ajuda. Com isso, ele não apenas se deixa mudar, mas muda a realidade em torno de si. Além de isolado e preconceituoso, o velho Kowalski também é algo que pouca gente por ali consegue ser: íntegro. Ele tem senso de ordem, de disciplina. E a força necessária para manter todas elas. E bota força nisso.

O Ford Gran Torino, impecável, é apenas o pano de fundo dessa história encantadora, como se pode imaginar. É o fio condutor da narrativa, um objeto de desejo dos amigos e da família do protagonista, além, é lógico, dos bandidos da história. Mas não é o elemento principal. Ele é a metáfora dessa integridade que Kowalski mantém e ensina a Thao, dessa disciplina que ele infunde em sua região. Do amor que, surpreendentemente, aquele velho rabujento consegue mostrar que sente. De uma forma contundente, que pouca gente teria como refutar.

Antes previsto para estrear no dia 6 de fevereiro, este filme só tem uma coisa ruim: só vai estrear em 20 de março. Tomara que quem se interesse pela história não recorra à internet ou aos camelôs para matar a curiosidade, ainda que o filme a desperte e a mereça. Filmão, com direito a um belo clássico para enfeitá-lo.

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