Lancer Evo criado em laboratório

Modelo de competição RS desenvolve 340 cv de potência

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Marcelo Monegato
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A Ralliart Brasil, divisão de alta performance e competições da Mitsubishi, soltou neste ano no traçado do Autódromo de Velo Città, em Mogi Guaçu, mais uma fera criada em laboratório. Trata-se do Lancer Evo RS, ‘bólido’ que esteia este ano na Lancer Cup e que o WebMotors teve a oportunidade de dar uma volta com ninguém menos que o piloto Ingo Hoffmann ao volante.

 

O Lancer Evo RS é uma evolução do Evo R, que continua competindo na Lancer Cup deste ano, e que utiliza a versão de rua do Evolution X como base. O motor, por exemplo, é o mesmo 2.0 turbo a gasolina, no entanto, no caso do RS, o bloco foi retrabalhado para gerar 340 cv de potência, 45 cv a mais que o modelo que encontramos nas concessionárias da Mitsubishi por R$ 213.990.

 

A transmissão também é diferente. Enquanto o Evo X utiliza câmbio automatizado de seis marchas e dupla embreagem, o RS vai de caixa manual, com trocas sequenciais na alavanca, também de seis velocidades.

 

De acordo com a Mitsubishi, o Lancer Evo RS é, em media, de 3 a 4 segundos mais rápido por volta que o Evo R, que também adota motor 2.0 turbo programado para gerar no máximo 306 cv de potência, e transmissão manual de cinco marchas em ‘H’.

 

Asfalto à dentro

Devidamente ‘amarrado’ ao banco do passageiro do Lancer Evo RS, que utiliza cinto de segurança de cinco pontos e bancos de competição concha, o Alemão, como Ingo é conhecido, faz apenas um sinal de ‘ok’ e crava o pedal da direita no assoalho. Já na saído dos boxes, antes mesmo da primeira curva, estamos em ritmo de competição.

 

Impressiona as acelerações e retomadas do Mitsubishi. Mas o que esperar de um carro com 42 mkgf de torque, tração integral nas quatro rodas e ‘corpinho’ de cerca de 1.400 quilos? Para chegar a este peso, todos os itens de conforto da versão de rua são retirados e capô, portas, para choques, tampa traseira deixam de ser chapas de aço e passam a ser em fibra de vidro.

 

Nas curvas, o Lancer comporta-se como um trem-bala japonês. Apesar da velocidade elevada, o Mitsubishi parece estar sobre trilhos – outra vantagem da tração integral. E mesmo nas saídas de curva, quando toda potência e despejada, traseira nem dianteira dão sinais de que estão fora de controle. E mesmo quando o piloto parece que abusou ou cometeu algum erro, o Evo mostra-se obediente às correções.

 

As frenagens também são muito eficientes devido ao sistema Brembo (Sport ABS), que utiliza pastilhas de alta performance próprias para competição. Neste ponto, porém, o fato de o câmbio ser sequencial permite que o piloto inicie a frenagem mais dentro da curva, já que o freio-motor passa a ser mais eficiente devido às reduções mais rápidas.

 

Na reta principal, Ingo ‘espeta’ a sexta marcha e não alivia o pé. O velocímetro chega próximo aos 200 km/h, mas o Evo RS mostra estar distante de seu limite. Ali, todos parecem estar se divertindo: jornalista, piloto e também a cria de laboratório...  

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