Novo Uirapuru: o retorno de um mito

Designer com o mesmo nome do criador do 4200 GT
  1. Home
  2. Cultura WM1
  3. Novo Uirapuru: o retorno de um mito
Renato Bellote
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- O saudosismo está na moda. Primeiro foi o Mustang, que voltou com a silhueta clássica dos anos 60. Logo depois, o Challenger Concept trouxe de volta a magia dos musculosos carros da Mopar. Por fim, o Camaro, que promete reviver a briga dos pony cars, entre outros exemplos que já mostramos a vocês leia mais sobre o Allard e sobre o Interlagos.

Por aqui, a nostalgia também está em alta. O carro escolhido foi um projeto da década de 60. O Uirapuru, também chamado de Brasinca 4200 GT, nasceu das mãos de um espanhol radicado no Brasil. Rigoberto Soler juntou boas idéias, um possante motor de seis cilindros e criou um esportivo de dar inveja aos concorrentes da época.

O sonho durou pouco, mas agora ele está de volta. Tudo começou no ano passado, quando recebemos um e-mail do designer André Soler – que não tem parentesco com o espanhol – perguntando se havia interesse em escrever um artigo sobre o novo Uirapuru.

Aceitamos de pronto a responsabilidade e a idéia nos pareceu excepcional. Então, a partir de agora, você vai conhecer o projeto, o talento brasileiro e a promessa de que o bólido – pois ele merece essa designação – ocupe um lugar de destaque em toda a imprensa automotiva mundial.

A idéia de construir um novo Uirapuru surgiu lá pelos idos de 2004, quando o André ainda estava na faculdade, e teve o apoio de outros profissionais, como o Carlos Carvalho – hoje na Óbvio! – e o pessoal do Instituto Nacional de Tecnologia INT.

Pouco tempo depois, a GT Racecars, situada em Campinas, se associou e criou duas equipes distintas para a tarefa: uma de engenharia, comandada por Jaime Gulinelli, e outra de design, tendo à frente o André Soler. Ambas são formadas por profissionais dispostos a dedicar muitas horas – e suor – ao trabalho. O projeto, atualmente, está sendo negociado entre os brasileiros e investidores estrangeiros.

Uma olhada no desenho do painel mostra que o carro não deve nada aos grandes esportivos europeus ou norte-americanos. O interior para dois ocupantes veste o motorista, aliado a uma confortável posição de dirigir. O desenho nasceu no computador e tomou forma através de mãos habilidosas, que moldaram uma escala 1:4 em argila.

O chassi, de aço tubular, combina leveza e segurança em uma estrutura complexa. A equipe já estuda a possibilidade, em um futuro próximo, da utilização do alumínio como matéria-prima, assim como os carros da inglesa Lotus.

A carroceria também é um dos fatores bem trabalhados pela equipe. Construída em fibra de carbono, foi projetada com a ajuda de um software, de modo que a aerodinâmica e a performance ficassem em primeiro plano.

Um desenho atraente pede motores à altura, certo? Por isso, o esportivo poderá ser equipado com três propulsores feitos de alumínio, de acordo com o estilo do futuro proprietário: seis, oito ou dez cilindros. O primeiro é da GM e os outros dois da Judd, que marca presença em vários carros de corrida ao redor do mundo. Acredito que o leitor já deve estar interessado nos detalhes a esta hora. Vamos a eles.

A primeira opção é um V6, de 3.564 cm³, 190 cv de potência e um torque de 34 kgm. Essa será a versão Cruiser, escolhida por aqueles que quiserem combinar um estilo agressivo com conforto de sobra. Para isso, será auxiliado por um câmbio automático de quatro velocidades.

Já se você é um daqueles que gostam de aliar um belo desenho de carroceria com um pouco mais de potência, pode escolher a versão Sport, equipada com um motor V8, com 3.397 cm³ e mais de 400 cv. Pra fechar o pacote, um câmbio seqüencial de seis marchas.

Depois de ler esse parágrafo, você vai entender porque a última versão – Super Sport – recebeu esse nome. O motor V10 – com 4.997 cm³ e pesando apenas 135 kg – desenvolve mais de 500 cv brutos de pura diversão. O torque também é digno de superesportivos: 45 kgm.

Os freios não foram esquecidos em nenhuma das versões. O projeto prevê a utilização de discos de 355 mm na dianteira e 325 mm na traseira. Para segurar o “pássaro” nas curvas, rodas de dezoito polegadas calçadas com pneus 255/40 frente e 285/40 atrás.

Ficou animado para comprar o seu? Saiba que a empresa está otimista e espera vê-lo brevemente nas ruas. A idéia é produzi-lo em pequena escala – como todo puro-sangue que se preze – e comercializá-lo no Brasil e exterior. Vinte carros deverão sair da fábrica de Campinas por ano.

Tecnologia, qualidade e um antecessor de renome. O Uirapuru, sem dúvida nenhuma, já renasceu com pedigree esportivo. Ele mostra que os bons projetos ainda servem de inspiração para as novas gerações de projetistas. Vamos esperar pra ver.

Gosta do Uirapuru?

Então veja abaixo as nossas ofertas de belos esportivos nacionais:

Volkswagen Passat TS

Ford Maverick

Dodge Magnum

VW Gol GTS

VW Gol GTI

Chevrolet Kadett GS

Ford Escort XR3

Fiat Tempra Turbo

Americar

Bianco S Tarpan

ChamonixDacon Pag Nick

Dardo

Envemo

Lobini

Miura

MP Lafer

Puma

Santa Matilde

Leia também:

Farus Quadro

Chevette GP II

Antigo com cheiro de novo

Passat TS, ídolo de uma geração

Inspirados no passado

_______________________________
* Renato Bellote, 27 anos, é bacharel em Direito e assina seis colunas sobre antigomobilismo na internet. O autor tem textos publicados em doze países de língua espanhola e é correspondente do site português Lusomotores

________________________________

Receba as notícias mais quentes e boletins de manutenção de seu carro. Clique aqui e cadastre-se na Agenda do Carro!
_______________________________
E-mail: Comente esta matéria

Envie essa matéria para uma amigoa

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors