Os anos dourados em que os automóveis tinham estilo

Nada de plataforma compartilhada, nada de componente semelhantes para reduzir custos. Tudo era exclusivo em cada marca
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Rodrigo Samy
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- Hoje em dia, poucos automóveis expressam a identidade da marca como antigamente. Com a história das plataformas compartilhadas e dos componentes comuns, os automóveis ficaram parecidos. Existem casos em que o mesmo modelo recebe apenas o logotipo diferente.

Para ter idéia, veja as matérias sobre o Classic mexicano, o Ka europeu e a do novo sedã da Chrysler com o logotipo da Nissan. Se ainda não estiver satisfeito, veja o Audi A1, que será construído na mesma fábrica do Polo.

Para mostra como não se faz carro como antigamente, o WebMotos separou sete modelos que mostram o poderio de fogo dos fabricantes entre os anos 1930 e 1960.

1938 – A Buick, subsidiária da General Motors, criou o primeiro carro-conceito do mundo, o Y-Job, sob a batuta do design Harley Earl, o também pai do Chevrolet Corvette. Como manda a tradição norte-americana, o Y-Job usava um “motorzão” de 8 cilindros em linha de 5,3 litros, montado longitudinalmente, que gerava 141 cv de potência. As dimensões também honram a tradição dos EUA: 5.293 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e um entreeixos de 3.194 mm.

1941 – O Chrysler Thunderbolt foi desenhado em plena Segunda Guerra Mundial. Ele também foi um dos primeiros a utilizar alumínio e não metal comum. A assinatura do Thunderbolt é de Alex Tremulis, o mesmo designer da marca Tucker, com a colaboração de Ralph Robert. Veja matéria sobre o Chrysler Thunderbolt.

1951 – Buick Le Sabre, conceito que também saiu da cabeça de Harley Earl. Seu desenho com cara de espaçonave foi proposital, já que os EUA do pós-guerra começaram a idolatrar os aviões. Entre as tecnologias estão o sensor de chuva que aciona o fechamento da capota de lona e o sistema de alimentação com capacidade para usar álcool e gasolina.

1951 – Chrysler K310, um carro-conceito cupê de cinco lugares equipado com motor V8 de 5,4 litros. A potência do motor era de 310 cv, por isso, o nome leva os números. O interesse do público pelo carro foi tão relevante que, em 1952, a empresa americana mostrou o C-200 fotos. Apesar do sucesso, nenhum dos dois foi produzido em série.

1953 – Buick Wildcat, apresentado pela primeira vez na Motorama. Um dos destaques do Buick Wildcat é a sua carroceria em fibra de vidro, como a utilizada pelos Chevrolet Corvette.

1955 – Chrysler Falcon, que usava motor Hemi V8 de 170 cv de potência máxima e torque de 35 kgm a 2.000 rpm. A suspensão era independente na dianteira e a parte traseira utilizava barras de torção. O automóvel acelerava de 0 a 100 km/h em 10 s e atingia a velocidade máxima de 130 km/h. Um foguete, para a época.

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