Quer mais que um Fusca? Volkswagen TL

Sobre a mesma base do modelo mais popular do mundo, TL queria cativar com desenho atraente e mecânica confiável
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Marcos Camargo
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- Nos anos 1970 novas esperanças nasciam com a conquista do tricampeonato pela seleção brasileira de futebol. A indústria automotiva estava consolidada, porém, em termos de carro popular, o Fusca reinava quase absoluto e o TL se tornou uma alternativa interessante ao tradicional modelo.

O fastback TL chegou ao mercado brasileiro em 1970, com pouco brilho, já que a Volkswagen apostava em campanhas publicitárias que mostravam toda a linha e não apenas o novo modelo. A estratégia tinha um motivo, pois o modelo 1600 quatro portas, ou Zé do Caixão “saboneteira”, para os gaúchos, naufragava em vendas e precisava de um substituto. Com isso, a marca racionava o orçamento de publicidade ao mostrar toda a linha. Nos anos seguintes, o TL teria espaço em campanhas com brilho próprio.

Com a tradicional mecânica a ar, já consolidada no Brasil, o TL incorporava o motor 1,6 litro de dupla carburação e 65 cv, que era um velho conhecido por sua mecânica simples e eficiente.

Se o motor não era novidade, o TL trazia, pela primeira vez na linha Volkswagen, uma proposta esportiva, pelo menos em termos de design, e que não era tão cara como os modelos SP1 e SP2. O fastback tinha quatro faróis redondos e frente alta, que no ano seguinte foi substituída por uma dianteira mais moderna, baixa e afilada. Em 1971 também foi eleito Carro do Ano.

A publicidade do TL era bastante honesta. Uma das campanhas dizia: “É tão gostoso dirigir um TL que quando alguém senta no banco do motorista não quer mais sair de lá”. E continuava fazendo elogios à mecânica: “a força do motor com dois carburadores aparece rápido e o entusiasmo aparece”, dizia.

Os testes feitos com o modelo na época eram animadores: o rendimento do carro chegava a até 18 km por litro. Porém a aceleração de 0 a 100 km/h levava 20,5 s e o carro alcançava velocidade máxima de 135 km/h.

Na prática, guiar um TL não é muito diferente de qualquer outro Volkswagen a ar, que tem marcha lenta estável e suave, e marchas mais alongadas. Com direção dura e pedais fixos no assoalho, é um pouco desconfortável. O mais difícil era mesmo ajustar os dois carburadores, um desafio para os mecânicos da época e também de hoje em dia.

Os anos seguintes foram fáceis para o TL, porém ano a ano, modelos como o Ford Corcel, e o Chevrolet Chevette surgiram e tornaram a vida do fastback mais difícil. Como pá de cal, a Volks apostou todas as suas fichas na Brasília, que era uma tremenda revolução na época devido ao generoso espaço interno, com a confiança da mecânica refrigerada a ar.

Após o lançamento do Passat, em 1974, o público de classe média, que era consumidor da tradicional linha a ar Volkswagen, passou finalmente para o motor refrigerado a água e as vendas do TL minguaram de vez. Em 1976 o TL foi descontinuado definitivamente, após mais de 110 mil unidades vendidas.

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