Cenário vai mudar

Haverá menos modelos defasados no Brasil. Entenda por quê
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Fernando Calmon
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Uma das críticas endereçadas à indústria automobilística brasileira é sobre a defasagem em relação à Europa, de onde se originam mais de 80% dos automóveis e comerciais leves produzidos aqui. Os fabricantes alegam que o poder aquisitivo e a baixa produção, depois da crise de 1997, limitavam a capacidade de o mercado nacional absorver produtos mais sofisticados produzidos na Europa, mesmo no segmento dos compactos.

Há algumas exceções – Polo, Punto, Idea, Sandero, C3 e C4, Mégane II – mas, em geral, as novidades chegam com grande atraso ou já estão em vias de mudar nos países de origem. Marcas japonesas, ao contrário, apresentam defasagens bem menores e seus produtos ficam alinhados por longos períodos.

Dois fatores vão mudar o cenário. Primeiro, a pressão das importações que este ano ocuparão perto de 15% do mercado brasileiro. Em segundo, a mudança de escala produtiva no Mercosul. Até 2013, a região deve alcançar a produção de 6 milhões de veículos/ano 5 milhões no Brasil; 1 milhão na Argentina. Como quarto pólo produtor mundial, a escala existirá.

A Ford já sinalizou a mudança de estratégia. “Os lançamentos fora do País chegarão às nossas linhas de montagem aqui em tempo mais curto”, segundo Rogélio Golfarb, diretor de assuntos corporativos. Ele não adiantou prazos, nem os modelos escolhidos.

No entanto, já se sabe que em setembro o novo Focus, lançado há pouco na Europa, passará a ser produzido na fábrica argentina de Pacheco e enviado imediatamente ao Brasil com motor de 2 litros flex, ao lado da atual versão. Tem-se também como certa a produção do sucessor do Fiesta Verve, mas não antes de 2010. Nesse caso, o atraso – menor – persistirá.

Outras marcas já se preparam para trilhar o mesmo caminho. Peugeot 308, Citroën C3 Picasso e, possivelmente, o Golf VI apresentação no Salão de Paris, em outubro estão nos planos. A Fiat lança o Bravo aqui em 2009. Os atrasos ainda estarão na faixa dos 20 meses, mas com tendência de rápida redução, fixando-se entre 6 e 12 meses nos próximos anos.

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